ALÉM DO LIMOEIRO: O novo multiverso mauriciano

“Mas a vida me ensinou que, às vezes, é preciso abrir mão do que é mais seguro e se arriscar. Dar um salto no escuro.” Essa parece ser uma daquelas coisas óbvias, mas tão óbvias, que acabam esquecidas e precisamos ouvir de novo de vez em quando. Também é a chave para entender Astronauta: Magnetar, a história de estréia do novíssimo selo Graphic MSP. E não digo isso só em relação ao excelente roteiro de Danilo Beyruth, criador do Necronauta e do Bando de Dois — se você é um daqueles que diz que vê os quadrinhos não como simples diversão, mas como um exercício de expressão criativa, e não conhece esses dois títulos, arrependa-se de sua ignorância e arrogância ou saia imediatamente deste blog.

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Quando os quadrinhos são mais sérios que os políticos

Continuando as postagens sobre a relação da política com os quadrinhos, que comecei aqui, venho trazer um tema de extrema importância no cenário político brasileiro (que já está alvoroçado com as eleições e seus segundo turnos): O Mensalão.
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Batman em dose tripla ou “você ainda compra gibi mensal?”

Há quem critique o formato como as revistas da Marvel e DC saem aqui no Brasil. Aqui não temos cada edição separada como nas  edições gringas, mas mix de revistas. Se formos analisar pagamos mais barato por mais conteúdo. No EUA cada revista sai por 3,99 dólares, ou seja, arredondando, 8 reais. Aqui pagamos 5,90 por três revistas. Economicamente mais viável, porém o problema não é lançar as revistas nesse formato, mas o que você coloca nesse mix. Já comentamos isso aqui.

Vamos ver o caso da Liga da Justiça. As aventuras da Liga, no geral, são boas. Ação com os personagens mais icônicos das histórias em quadrinhos. Você com 12 anos não queria outra coisa. Mas ter que comprar junto a Liga da Justiça Internacional e o Átomo é pedir demais agora que você é cool e não lê mais gibis, apenas comics ou histórias em quadrinhos, ou melhor ainda, graphic novels, que isso sim é coisa de adulto. Continue

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WE3: animais fofinhos de destruição em massa

Três animais fofinhos geneticamente modificados por um programa governamental para tornarem-se armas de destruição em massa utilizando exoesqueletos com a mais alta tecnologia bélica lutando por suas vidas. Toda a história de WE3 pode ser resumida nessa frase.

Com o roteiro de Grant Morrison e desenhos de Frank Quitely, WE3 foi originalmente publicado em três edições sob selo Vertigo em 2004, trazido ao Brasil em 2006 pela Panini, e agora republicado pela mesma editora em edição definitiva, com capa dura, 10 páginas extras, alguns comentários e esboços dos autores por “apenas” 45 picolés.

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Star Trek Countdown: o futuro passado em quadrinhos

“Espaço, a fronteira final.” Desde 1966, na exibição do 1º episódio de Star Trek, essas palavras apontavam uma direção pra imaginação. Era o espaço, o “não-lugar” sem fronteira, o destino “final” da nave estelar Enterprise. 43 anos depois, na direção de J.J. Abrams no cinema, a audaz tripulação da Frota Estelar voltou à ativa, rejuvenescida e ansiosa pelo desafio.

O destino era o mesmo. Mas ele já tinha sido explorado e cartografado minuciosamente por vários capitães, oficiais e naves diferentes. Se o espaço era o destino, o futuro estava no passado, em dezenas de filmes, séries e livros. Continue

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The Dark Knight Rises e Occupy Wall Street: o sonho equivocado de Žižek

Slavoj Žižek é um intelectual pop. Sua mistura de marxismo com psicologia lacaniana dando pitacos sobre o futuro da esquerda e cultura de massa consegue agradar muitos intelectuais não só aqui como lá fora. Fiel a esse sucesso, o filósofo dispara uma crítica ao Batman: The Dark Knight Rises (TDKR), que você pode ler aqui. E ela é uma crítica absolutamente equivocada. (Daqui para frente há spoilers do filme… só avisando, porque qualquer leitor desse blog já deve ter visto pelo menos umas duas vezes o filme). Continue

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As tiras bergmanianas de Laerte Coutinho

Um cara é atingido de raspão por uma moto que passa rápido pelas ruas caóticas da cidade grande. Quando chega em casa ele se sente mal, cai de quatro no chão da sala e suas tripas despencam da barriga como se nada as segurasse. Lentamente ele vai se transformando em uma moto.

Essa cena é uma história em quadrinhos sem balões de texto que muito me impressionou. Arte e roteiro assinados por Laerte Coutinho, publicada na revista Chiclete com Banana nos anos 80 (não sei o número nem o ano exato, porque eu não “tinha idade” pra esse tipo de leitura, então eu lia escondido quando ia na casa dos meus primos).

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Chamou a atenção: Superman e Mulher-Maravilha, juntos! Lanterna Verde islâmico!

Fez algum burburinho na mídia especializada, saem hoje nas bancas norte-americanas as edições Justice League n. 12 e Green Lantern n. 0:

 

Como sugere a capa da Liga, pegação dá o tom da revista. Superman e a Mulher-Maravilha se entregam aos impulsos, sabe-se lá em que circunstância (ainda não lemos a revista). Entre as implicações disso é seguro afirmar: Continue

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O mundo muda, algumas coisas seguem.

Você, que como eu, viveu a infância na década de noventa,  cansou de escutar daquele seu professor barbudo de Geografia/História “A Revolução nas Telecomunicações e o desenvolvimento tecnológico dos computadores nos levou a um novo patamar da sociedade”. Isso virou até um chavão! Mas o interessante é ver como isso impactou na produção cultural. Afinal tudo está interconectado, quer você queira ou não. O impacto foi desde como o resultado é obtido (ou seja, como um cd é gravado no seu sentido técnico) até as temáticas desses produtos. Continue

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Meio século de teias

De todos os personagens de quadrinhos maintream, o que provoca a maior empatia com o público (masculino adolescente em grande maioria) é o espetacular Homem Aranha, o amigão da vizinhança. O nerd tímido que ganha super poderes e apesar disso continua perseguido e incompreendido. O cara que sempre se vê diante de situações em que tem que fazer algum tipo de sacrifício pessoal pelo bem maior, mas que encara tudo com bom humor e resignação. Continue

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