Mas que animação! A estratégia de mercado da DC Comics.

E a Warner Premiere fechou. A empresa responsável pelos longa metragens de animação da DC Comics encerrou as atividades e passou a equipe de produção pra Warner Animation, que produz os desenhos seriados da TV (mas essa equipe já era praticamente uma só). A empresa que fechou produzia também filmes direto pra DVD pro publico infanto juvenil gringo sem nenhum apuro estético ou narrativo. O contraste entre as produções animadas e as live action desse braço da Warner justificam essa reorganização interna que se não dão a certeza de novas animações de qualidade, nos acalmam o coraçãozinho com menos lixo pop.

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A história das animações da DC na Warner Premiere apontam pra uma estratégia de mercado interessante – apresentar alguns clássicos dos quadrinhos a uma nova geração de leitores que só tem como referencia as animação seriadas do Batman ou o caos cronológico dos quadrinhos da última década. Continue

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Um indivíduo contra o Sistema: Verdade e Distopia em Transmetropolitan

O autor de Transmetropolitan, Warren Ellis, descende da British Invasion, momento no qual os quadrinhos mainstream dos EUA foram “invadidos” por autores ingleses com roteiros inovadores e densos, cujos maiores expoentes são Alan Moore, Neil Gaiman e Grant Morrison.

Warren Ellis

Trazendo uma nova perspectiva para os quadrinhos de super-heróis, Ellis já tinha trabalhado em Doutor Destino 2099, Gen 13, e o aclamado Authority. Mas parece que o mundo dos supers tornou-se limitado para as ideias que estavam em sua cabeça. Nas palavras do próprio: “Não há muitos quadrinhos que refletem o fato de que eu vivo em uma sociedade multicultural com uma rede de comunicação em escala global, nem que refletem o fato de que eu não uso uma cueca do Superman”. E então veio Transmetropolitan, que chegou a ser o quadrinho mais vendido à época fora do mundo dos supers.

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A periferia de SP em Quadrinhos: o Desterro de Ferréz e De Maio

Citando DaMatta, “[…] Só há duas possibilidades: ou o papel comanda a pessoa ou a pessoa comanda o papel. Se houver um conflito entre a pessoa e o papel, não pode haver desempenho porque não há convicção […]”.

Desterro, obra em quadrinhos de Ferréz e De Maio lançada no último dia 23/11 pela editora Andarco/Selo Contraculturas, é pura convicção.

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O Hobbit: O dia que fui descalço ao shopping ou o dia que fiz cosplay para ir a uma pré estréia

Sim, meus caros!

Eu já andei descalço por um shopping, e pior, estava de cospobre de Hobbit! Mas eu tinha uma boa causa (na verdade tenho, e vocês já vão entender o porquê). Estou escrevendo esta primeira parte do texto ainda antes do fato acontecer, porém, ele já é uma certeza (e quando o texto foi postado, eu já tinha pisado, logo estou escrevendo dentro de um paradoxo temporal!).

Estava eu em minha residência quando recebi uma ligação que foi da seguinte maneira:

– “Alô! Tudo bom? É o seguinte: você quer ir hoje na pré estréia do Hobbit?”

– “CLARO! Onde como q…”

– “Só que tem um porém: precisa ir fantasiado!”

– “Mas quanto fatasiado??”

– “Tipo fantasiado mesmo”

– “Ok, vou tentar…” – Desliguei o telefone e fui correndo revirar minhas roupas, e no final, até que saiu algo interessante: Continue

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Cosplay, quadrinhos e misoginia

O artista responsável pela série Ex Machina, além de Homem de Ferro, Quarteto Fantástico e Homem Aranha entre outros, foi o pivô de uma interessante discussão sobre sexo (não o ato, mas os gêneros e como eles se relacionam).

Tony Harris

Cansado de tanto ver meninas chamando a atenção (principalmente das câmeras) , fantasiadas de super heroínas ou de personagens do mundo nerd em convenções de quadrinhos, Tony Harris (este belo rapaz na imagem acima) soltou o verbo nas mídias sociais e desceu a lenha no sexo oposto (no sentido não literal da coisa). Continue

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HISTÓRIAS SEM FIM (ou “Brasil: o túmulo do gekiga”)

Conheço um número razoável de pessoas que não gosta de quadrinhos seriados por uma série de motivos. Já discutimos antes (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) as implicações da continuidade infinita e não é caso de voltar ao tema. O segundo motivo mais comum é que essas pessoas não gostam de ter que esperar o mês seguinte para continuar a história. E sempre existem aquelas histórias que, embora não sejam infinitas, são esticadas muito além do que deveriam (o camarada Nerdbully dá um ótimo exemplo disso aqui). Questão de preferência pessoal. Mas muito pior — MESMO — do que ter que esperar um mês pela continuação, é ficar sem saber o final da história. Frustração que aqui no Brasil se tornou particularmente comum aos leitores de gekiga (pronuncia-se guekigá, não que isso importe para a maioria), o quadrinho adulto japonês.

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Batman: um problema social ou psicológico?

batman burgues aristocrata

Afinal, qual é o problema do Batman?

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George R. R. Martin muito antes de Game of Thrones: o universo Cartas Selvagens

Assim como todos nós aqui do blog, minha paixão por super-heróis nasceu na infância. Eu acordava de madrugada só para ver o seriado do Batman com o Adam West e outro antigão do Superman que passavam na Globo lá pelas 5 da manhã no início dos anos 80.

Depois vieram os gibis mensais em formatinho que eram publicados pela Abril por um bom tempo. Até aí, nada de novo. Muitos devem ter uma experiência parecida com os super-heróis. Mas é aqui que a minha começa a diferir.

Entrei em contato com o mundo do RPG bem cedo (pois é, tinha que ser nerd de verdade, roots mesmo, não igual hoje em dia que você joga Call of Duty, vê Vingadores e se acha o Sheldon) e eis que em 1994 a Devir lança no Brasil o GURPS SUPERS, em outras palavras, um sistema de RPG no qual você podia jogar com super-heróis.

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Extra, extra! Mais uma pessoa enganada! Game of Thrones, franquias malditas e a ditadura do consumidor

Esse texto é pra vc nerd, que, como eu, assistiu empolgado a primeira temporada de Game of Thrones, a excelente série produzida pela HBO, baseada na série de livros A Song of Ice and Fire, ou As Crônicas de Gelo e Fogo. Ao longo da série você ficou fascinado por Westeros e pelos personagens marcantes como Ned Stark, Jon Snow e Tyrion Lannister, ficou curioso sobre a história dos Sete Reinos, sobre como as coisas haviam chegado até aquele ponto e como seriam daqui para frente. Ao final da temporada, assim como eu, você não conseguiu se conter. Foi até a livraria ou site e encomendou todos os livros disponíveis e avidamente começou a lê-los como se não houvesse amanhã.

E então veio a decepção. A seguir spoilers leves sobre os livros. Continue

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Doctor Who em busca do tempo perdido X Lost e a historiografia norte americana

Neil Gaiman escreveu um episódio da 6a temporada (2011-2012) de Doctor Who pra BBC chamado The Doctor’s Wife, e ganhou o prêmio Hugo de ficção por isso. Agora as noticias dizem que ele está escrevendo mais um episódio de Doctor Who pra 7a temporada. Além de ser um escritor premiadíssimo de ficção, ele é um fan incondicional dessa série que tem o mesmo argumento base desde 1963 sem interrupções até 1989, e que renasceu (ou se regenerou?) em 2005 e segue até hoje, com livros e histórias em quadrinhos derivados.

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