Extra, extra! Mais uma pessoa enganada! Game of Thrones, franquias malditas e a ditadura do consumidor

Esse texto é pra vc nerd, que, como eu, assistiu empolgado a primeira temporada de Game of Thrones, a excelente série produzida pela HBO, baseada na série de livros A Song of Ice and Fire, ou As Crônicas de Gelo e Fogo. Ao longo da série você ficou fascinado por Westeros e pelos personagens marcantes como Ned Stark, Jon Snow e Tyrion Lannister, ficou curioso sobre a história dos Sete Reinos, sobre como as coisas haviam chegado até aquele ponto e como seriam daqui para frente. Ao final da temporada, assim como eu, você não conseguiu se conter. Foi até a livraria ou site e encomendou todos os livros disponíveis e avidamente começou a lê-los como se não houvesse amanhã.

E então veio a decepção. A seguir spoilers leves sobre os livros.

Inicialmente as Crônicas deveriam ser uma trilogia: A Game of Thrones, A Dance With Dragons e The Winds of Winter. Notaram como de uma trilogia o autor já aumentou para cinco livros? E diz a lenda que serão necessários mais dois inteiros para terminar.

O que houve? O mesmo problema que afeta qualquer coisa feita com um mínimo de beleza artística: a ditadura do consumidor. No capitalismo tudo é produto e o produto se realiza no mercado. Se há mercado, deve haver produto. Em outras palavras, se posso contar uma história excelente em três livros porque não contar uma história medíocre em sete, ou talvez oito, se todos vão vender como água no deserto (e de quebra me idolatrarem como o “Tolkien americano”)?

Quem leu os livros tem a nítida sensação que Martin, um autor e editor experimentado, que terá sempre um lugar especial em minha lista de autores pop favoritos pelo trabalho que fez com a série Wild Cards (para saber mais clique aqui), não sabe para onde está indo a história que ele está criando. Alguns exemplos.

Pouco antes do Casamento Vermelho, Robb Stark, já Rei no Norte e preconizando sua morte, retira o toque da bastardia de Jon Snow para que o trono possa ter um herdeiro. Robb morre e ninguém fica sabendo disso. Depois a mesma oferta é feita por Stannis Baratheon e recusada por Jon Snow. Jon Snow sempre optou pela honra frente aos laços pessoais, isso é estabelecido desde o primeiro livro, quando resiste a se juntar às tropas de Robb. Mas eis que no último livro, Jon Snow, agora comandante da Patrulha da Noite, abandona tudo e parte para o confronto com Ramsay Bolton por uma bravata.

Vários problemas: uma linha de história totalmente ignorada e inútil (o fato de Robb remover a bastardia de Jon) e a descaracterização do personagem.

A busca de Bran pelo tal corvo de três olhos dura os cinco livros sem absolutamente nada de significativo entre o começo e o final da jornada. O pobre Rickon é solenemente ignorado. Theon Greyjoy volta dos mortos sem acrescentar absolutamente NADA à história. Daenerys fica perdida num continente afastado de Westeros sem nenhuma ligação com a trama por livros inteiros, isso porque nos é dito que a tal da Canção de Gelo e Fogo é sobre ela.

É tão evidente que Martin não sabe mais o que fazer com os personagens (e que não há tanta história para sustentá-los) que frequentemente vemos mortes abruptas, ressurgimentos do nada, e livros inteiros que lemos apenas parcos capítulos sobre cada um deles, prova de que sua trama é importante para a história, mas não pode ser desenvolvida porque a enrolação não permite.

Peguemos o exemplo de Tyrion, o personagem mais cativante do primeiro livro, em minha opinião. No segundo torna-se Mão do Rei e ao final cai em desgraça, tornando-se um reles coadjuvante no terceiro, nem aparecendo no quarto e no quinto… enrolação, enrolação, enrolação…

Inúmeras tramas vão se acumulando sem nenhuma resolução… você não chega ao final de nada, sempre está no meio de tudo, à exceção da incursão dos selvagens em direção à Muralha, a única trama resolvida em cinco livros!

E ainda há um agravante: a péssima tradução da editora Leya com seu português de Portugal mal adaptado e até capítulos faltando, fora o preço absurdo. Ganhei os dois primeiros livros traduzidos e acho que só consegui terminar porque comprei a versão pocket em inglês (cerca de 15 a 20 reais cada volume, bem mais em conta).

Temos de admitir que a série de TV conseguiu (até agora) contar a história de Martin melhor que ele próprio.

Hoje infelizmente há pouco espaço para literatura  (especialmente aquela boa literatura nerd)  e somos sufocados com livros que são  trilogias, tetrologias, pentalogias que são transformadas em filmes de sucesso, séries, quadrinhos, jogos (ou o inverso, ou em qualquer ordem). Ninguém consegue mais contar uma boa história em um livro, um filme etc. Acho que é por isso que não temos mais filmes clássicos nos dias de hoje. Pegarei dois exemplos. Robocop e Highlander.

Filmes clássicos dos anos 80, ficaram cravados em nossa memória porque são boas histórias. Mas são boas histórias porque tem um começo, um meio e um final. As tentativas de continuações desses filmes todas fracassaram, por que? Simplesmente porque a história acabou e ponto final, não há mais história a ser contada.

O último blockbuster com um roteiro original que realmente me impressionou foi  Inception, aqui com a horrível tradução de A Origem. É uma história perfeita, consistente, com um começo, um meio e um fim. Com o sucesso do filme, a Warner até pressionou o Nolan, seu diretor, para fazer um segundo, mas ele recusou. Preferiu deixar intocada sua obra, para permanecer assim nas mentes de quem viu e gostou do filme. Matrix também foi um filme que teve seu final, mas o mercado exigiu mais e os irmãos Wachowski atenderam, transformando o filme em uma franquia e vocês sabem no que deu.

Hoje tudo é pensado do ponto de vista da franquia, por isso nada pode ter um final, há que se ter o maldito gancho, o maldito prólogo ou epílogo, tudo tem que ser adaptável para outras mídias.

Cazuza já dizia: enquanto houver burguesia não vai haver poesia. O público exige, o mercado entrega e a qualidade acaba.

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Sobre Nerdbully

Mestre do Zen Nerdismo.
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36 respostas para Extra, extra! Mais uma pessoa enganada! Game of Thrones, franquias malditas e a ditadura do consumidor

  1. Estou lendo A Dança dos Dragões na base do arrasto, pois não tem nada de bom acontecendo ali. Ler O Festim dos Corvos foi também um parto. Eu perdi o prazer de ler a saga e o último livro que me deu essa alegria foi A Tormenta de Espadas. Foi como dito no texto: enrolação. Com O Dança isso parece bem visível, mas estou lendo de curiosa, pra saber se todo o investimento e se todas estas páginas levam a algum lugar. :\

  2. Nerdbully disse:

    Ok, spoilers moderados, Fernando. Tentei contar o mínimo possível para sustentar a argumentação. Sybylla, sinto te informar, mas não levam a nada. Há alguns pontos interessantes, mas não sustentam mais de 5000 páginas.

  3. paulo disse:

    Deve ser fanático do Tolkien.Onde o autor disse que desejava ser o um novo Tolkien?Gerar culto a sua obra?Capitalismo não tem culpa de nada.Sem ele, tais produtos nerds nem existiriam, seriam considerados inúteis.Não haveria o bom e nem o ruim para você reclamar.Muita ingratidão sua contra o mercado.Matrix foi um filmaço,mas totalmente com final aberto, se os diretores não tiverão capacidade de continuar o universo que criaram, não culpem os produtores, pois foi dado tempo e dinheiro de sobra para isso.Origem é um saco, filme cheio de enrolação para nerd fã de Lost perder tempo com teorias vazias, não chega aos pés de Amnésia.A burguesia não fede, fedemos todos nós seres humanos que adoramos estigmatizar determinada parte da nossa sociedade.Burguesia serve para alguma coisa, ao contrário dos comunistinhas de faculdade de terceiro mundo.

    • Nerdbully disse:

      Paulo, fale por si só. Eu cheiro muito bem. É bom ver que está fazendo sua parte estigmatizando os “comunistinhas de faculdade de terceiro mundo”. Aconselho vc a reler o texto, pelo visto vc não entendeu muito bem.

  4. paulo disse:

    Corrigindo: não tiveram capacidade.

  5. AMFS disse:

    Não querendo começar uma discussão sobre o livro aqui, mas acho que o fato do João Neves ter tido aquele comportamento incongruente no final vai ter alguma explicação relacionada ao que aconteceu logo depois (ou eu sou muito ingênuo). Quanto ao acúmulo de tramas eu acho que é o jeito do Martin desenvolver todos os (milhares) de personagens que ele idealizou, se ele desenvolvesse a trama principal de modo mais ágil não daria tempo de mostrar tudo o que ele quer.
    Bom texto, antes que eu me esqueça.

  6. Nerdbully disse:

    Não sei, como a Sybylla comentou, o último livro legal mesmo foi o Tormenta de Espadas, o restante li na empolgação de melhorrar e nada. Dizem que um bom final salva uma obra, vamos aguardar. Mas eu sinceramente já perdi a esperança.

    • Artur Gomes disse:

      Salve, Nerds!
      Os seus argumentos são bem fundamentados, meu caro! Não posso discordar pois ainda estou no terceiro livro.

      No entanto, não posso deixar de acreditar, ou sou tão ingênuo quanto o AMFS, que os dois últimos livros serão os que amarrarão as pontas soltas.
      Confio na competência do escritor, me levando a acreditar que todas as perguntas serão respondidas. Muitos não gostarão, outros vão idolatrar. Existem aqueles leitores que gostam da trama mais política ao invés da descrição de uma batalha.

      Enfim, o cara está escrevendo para todo tipo de nerd, “comunistinha” ou fã de Tolkien.
      Mas é bom saber que a história se arrasta. Mais um motivo para não me apressar.
      Até terminar de ler os 5 acredito que já tenha terminado de escrever a saga.

      Forte abraço!

      • Nerdbully disse:

        Ou batido as botas, afinal o Martin já tem 64 anos.

        Como disse no comentário anterior, um bom final salva uma história, mas não tenho mais esperanças. Quem tiver coragem vá em frente.

  7. Marcos Paulo da Silva disse:

    Realmente é uma pena quando uma história acaba durando mais do que deveria, pois a qualidade só tende a diminuir com o tempo. Essa história sobre consumismo me lembrou de uma notícia de dois dias atrás, em que o Harrison Ford disse que o personagem Han Solo só sobreviveu ao final do episódio VI de Star Wars, porque o diretor achou que haveria mais venda de bonequinhos dele dessa forma.

  8. Pingback: HISTÓRIAS SEM FIM (ou “Brasil: o túmulo do gekiga”) | Quadrinheiros

  9. eduardo disse:

    Texto de “comunistinha de faculdade de terceiro mundo”, rs.E ele ainda defende a “categoria”,rs.Mas falando sério, você tenta ignorar a própria essência da cultura pop.Cultura pop sempre foi descartável, sempre foi movida a grana.Uma coisa ou outra vira objeto de culto e todos fingem que não era na essência simples passatempo.De certo modo, tudo é assim, um produto, mas o pop era para ser menos pretencioso e mais rápido de ser esquecido.

    • Nerdbully disse:

      O fato de algo ser feito para ser descartável não impede que seja objeto de reflexão. Existem produtos descartáveis e aqueles que não o são. Existem as obras da cultura pop que vão além do simples consumo e as que não vão. Não creio que seja ruim ou errado exigir qualidade na cultura pop.

  10. Perdão, mas a teoria é furadíssima. Criticar o arrasto na escrita do Martin, ok… criticar ele não ter levado à cabo o plano de criar um hiato de 5 anos na história, OK… agora taxar de capitalismo???!!!

    O quarto livro já estava na prateleiras bem antes do seriado sair na HBO (aliás, quando começou a escrever o George nem SONHAVA que isso viraria série).

    …e se fosse para ganhar dinheiro ele não demoraria quase uma década para escrever o quarto livro. Escreveria livros menores, em uma cadência mais acelerada (como a J.K.), muito pelo contrário, a maneira que ele está tocando a série é de deixar qualquer editor capitalista muito puto da vida.

  11. Nerdbully disse:

    Bom, da última vez que eu chequei ainda vivíamos em uma sociedade capitalista.
    Em nenhum momento eu disse que a decisão de alongar a série de livros foi tomada por causa do sucesso da série de TV, mas essa decisão foi tomada, pois o projeto original do autor era contar a história em três livros e não em sete, o que foi uma decisão mercadológica.

    • Leandro Linhares disse:

      “(aliás, quando começou a escrever o George nem SONHAVA que isso viraria série)”. Antes de escrever a saga George já trabalhava como roteirista de séries pra televisão, ele mesmo já declarou que começou a escrever a série tendo como parâmetro uma forma dela ser adaptada pra TV. Claro que ele não podia prever se as TVS se interessariam em comprar seus direitos. Concordo com seu texto, a galera tá viajando sobre capitalismo x comunismo. A discussão não é essa apresentada aqui. A discussão é como estragar uma boa idéia, no popular, enchendo linguiça. Isso agente vê o tempo todo. O hobbit era pra ser um filme só desde o começo!!!!! e tenho certeza que ia ser excelente, agora Peter jackson resolve fazer 3 e a galera não percebe que é pra ganhar grana, acham que é porque ele é muito fã e está dando um presente aos fãs com três filmes. O senhor dos anéis pra mim teria sido muito mais prazeroso de assistir se fosse 2 filmes, enrolação ali é mato, principalmente no segundo. Séries de TV a mesma coisa vide supenatural que no começo era legal e agora está muuuuuito ruim pq não tem mais história. Os caras já venceram Lúcifer, vão enfrentar quem mais??? Mas tem de ser produzidos mais episódios…

    • Rafael Lacerda disse:

      Eu discordo um pouco da afirmação de ser decisão mercadológica… Eu me imagino criando uma história dessas, daí acordo de madrugada com novas idéias para determinado personagem, começo a escrever e percebo que essa ideia influencia em outros personagens, e com isso a história vai crescendo… Daí você se dá conta de que ficou muito grande pra caber num livro só.
      Como já disseram antes, ele tem até peito de contrariar editores e demorar tanto pra lançar os livros…

      • Nerdbully disse:

        O Martin já deu uma entrevista dizendo que ele tirou sua referência de continuidade da Marvel, que aliás inventou essa noção de continuidade dos quadrinhos. Isso pode ser bem ou mal aproveitado. Estão acompanhando Superior Spider Man? Nem todas as boas ideias cabem em uma mesma história, e esse é justamente o problema de começar uma história sem saber como terminá-la.

  12. Fernando disse:

    O Martin enrola pra cacete. E adiciona trama em cima de trama sem resolver nenhuma. Isso é inegável e é um saco. Li fúria e tormenta empolgadaço. Festim já achei chato e dança foi melhorzinho, mas enrolado também.
    Sinceramente, duvido que os tais 2 livros que faltam encerrem a série.

    Mas isso é uma característica do Martin. Ele enrola porque não sabe escrever de outra maneira e não pra ter mais livros pra vender.

    Concordo com o que disse sobre highlander e robocop. Citaria também de volta para o futuro. O que houve com a criatividade? Não se fazem mais filmes como esses. É tudo remake, reboot, adaptação de livro/videogame/quadrinhos.

  13. Robson disse:

    Vc deveria se informar melhor, caro amigo. A decisão de aumentar o tamanho da série não se deu por decisão mercadológica e sim por uma questão artística. é o jeito do velhinho escrever, e é exatamente essa chamada enrolação que faz as reviravoltas e decisões das tramas se tornarem tão interessantes. Eu concordo contigo, sobre toda a questão do consumismo da arte que o capitalismo nos condiciona, porém colocar As Crônicas nesse patamar é ignorar a realidade. Pois o Martin negou deixar sua obra ir pro cinema de Blockbuster dezenas de vezes, preferindo o audacioso e arriscado projeto da HBO, cheia de sexo e violência, com censura e horários restritas. Isso não é o melhor jeito de explorar uma mercadoria, não acha. Outra questão é a demora pra escrever os livros, algo que tbm vai contra a exigências do mercado de maximizar os lucros. O Festim e a Dança são livros muito bons. Claro, as pessoas que se arrastam pra ler estão acostumadas com fast foods literários, tornando difícil uma literatura mais cerebral. E finalizando, vamos esperar o fim da obra pra chama-la de MERDA.
    P.S. Foi muito boa a tua crítica, serve pra toda a indústria de entretenimento, exceto AS Crônicas…..

    • Nerdbully disse:

      Não chamaria um projeto que contém sexo e violência de “arriscado”, afinal, é justamente sexo e violência que atraem a audiência – os índices da série Game of Thrones estão aí justamente para provar isso. Já vi algumas entrevistas do Martin comentando que quando ‘O Senhor dos Anéis” saiu ele teve várias propostas para transformar “As Crônicas” em filme, mas negou todas. Agora, dizer que o projeto do autor foi mudado por uma questão artística e não mercadológica é forçar a barra. Leitura cerebral pra mim é algo de Kafka para cima, o Martin é no máximo um Big Mac, e esse texto foi mais ou menos a reação de quando você vê a foto de um Big Mac e o lanche real. Não é o fato de ser longo que torna algo mais ou menos cerebral. Uma coisa é ler uma história longa, outra coisa bem diferente é ler uma história que está sendo alongada.

  14. alyson disse:

    não querendo alimentar a problemática tolkien x martin, mas ja fazendo isso… é muito engraçado que algumas pessoas digam que o fato do martin deixar uma trama bem complexa… cheia de personagens interessantes e igualmente complexos é uma enrolação, mas se o tolkien resolveu gastar 3/4 de um capitulo do senhor dos anéis para descrever uma gota de agua caindo de uma planta… ai isso fica legal! ah… tenha dó ne?

  15. AG disse:

    Talvez depois de lerem isso vocês me chamem de sonhadora ou ingênua (ou ambos), mas a questão é que é justamente essa construção complexa de personagens, sujeitos a mudanças drásticas, mortes repentinas, decisões ruins e atitudes as quais não podemos não dizer que são humanas, que me fascina. Ler “As Crônicas” para mim é como conhecer um novo mundo com pessoas novas e tão reais quanto aquelas que eu poderia encontrar na esquina da minha casa; e é exatamente por isso que eu não me importo que a história seja longa. Na verdade, eu gosto disso. A vida é longa (não para todos, claro!) e as coisas e as pessoas mudam – reis caem, rainhas surgem das cinzas – e, mesmo assim, a nossa história não termina só porque alguém importante “foi desta para melhor” (o que, sinceramente, eu considero um eufemismo daqueles mais infantis!). Entendem o que eu quero dizer? Eu gosto do Martin porque ele não se limita a um número “x” de páginas ou livros, ele vai escrevendo a história a medida que ela vai se desenvolvendo! Quero dizer, dane-se se ideia é vender mais ou enrolar os leitores, ou, simplesmente, contar uma história da forma mais detalhada e surpreendente possível!

    Eu amo esta série e não por causa dos trechos para “maiores de 18 anos” como foi insinuado em algum comentário acima (apesar de conhecer pessoas que a leem por causa disso). Eu amo esses livros (e vou continuar amando independente do número de vezes que eu terei de ir à livraria para comprar um novo) porque, como disse um amigo uma vez, “é como ler ‘Harry Potter’ sabendo que ele pode morrer a qualquer momento!”. É imprevisível. Surpreendente. E o que eu mais gosto nos livros, é completamente mágico! Você não escolhe parar de ler, você tem de continuar lendo porque você precisa saber o final, mesmo que ele leve 5 ou 10 mil páginas para acontecer. Acredito que, mesmo aqueles que já leram os cinco livros e não gostaram, vão correr para a livraria para saber qual a continuidade da história.

    De qualquer forma, respeito a opinião de todo mundo. Só porque eu tenho a minha ideia, não quer dizer que todas as outras estão erradas. Tudo é questão de opinião. Essa foi a minha. 🙂

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  18. izael disse:

    muitos personagens bons robb, ned e que deveriam ter um final melhor. gostei do começo do meio pro fim chato e sem ideia.

    • Daniel disse:

      concordo, principalmente Ned Stark que tinha honra e princípios a flor da pele. Cansativa a série a partir de um tempo. Com o casamento vermelho despeço-me em perder meu tempo com ela.

  19. MoisesV disse:

    O plano original de Martin era fazer uma trilogia, mas, se você leu mesmo os livros sabe que o esse mundo fantástico (westeros, essos..), e os personagens das crônicas dão margens para criar um infinito de histórias, com certeza três livros não seriam bastante. Os dragões de Daenerys precisariam crescer antes dela ir a westeros, Martin planejou dar um skip de 10 anos na história para tal, entre o terceiro e o quarto livro, mas isso claramente não era possível, do ponto de vista que 10 anos é muito tempo, e nessas cronicas 10 anos seriam suficiente para reis se erguerem e serem derrubados. Sim, existe o apelo capitalista, mas suponho que não seja da parte de Martin.

    E você cometeu alguns equívocos quanto aos livros:
    Theon Greyjoy não acrescentou “NADA” na história depois de voltar dos mortos? Em nenhum livro cita sua morte, e se não fosse Theon, Mance não teria conseguido tirar Arya(Jeyne) de Winterfell, o que desencadeou a ira de Ramsay à Jon.
    E na minha opinião, a decisão de Jon abadonar a patrulha e partir para enfrentar Ramsay com ajuda de apenas alguns homens que decidiram livremente ajudar, foi a coisa mais honrosa que Jon poderia ter feito, pois Ramsay iria cair sobre a Patrulha que não tinha nenhum conhecimento do que ele tinha feito (com Mance e Melisandre), e ainda tinha de enviar patrulheiros e selvagens para Durolar.

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  21. So nao concordo que o Martin estivesse arrastando a historia para gerar mais lucro ou algo do tipo. Acredito que os 5 livros ja estavam escritos antes mesmo de comecar o hype criado com a serie de TV.

  22. O Festim dos Corvos concordo que seja uma enrolacao sem fim mas a Danca dos Dragoes vale sim a leitura, com a historia se movendo para o que pode ser o cenario para o final da saga.

  23. Hitchcoca disse:

    O mercado é mesmo uma desgraça. Ele pede produtos que devem transpor mídias sem nenhum remorso. São arcos de gibis que viram desenhos animados, são filmes que ganham uma edição em quadrinho. Viram bonecos, camisetas, canecas, lancheiras… Ouvi algumas pessoas reclamarem da nudez de Game of Thrones, eu reclamos apenas dos descasos dos livros e das mortes que, depois de um tempo, parecem acontecer simplesmente pelo valor do choque no leitor/espectador.

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