Olhando uma lista das 100 melhores histórias em quadrinhos do ano passado fiquei procurando os títulos da DC Comics dos Novos 52 pra ver como anda a avaliação dessa renovação de uma das maiores editoras americanas, detentora dos direitos sobre os personagens mais icônicos da cultura pop. Por mais questionável que seja apagar toda a cronologia (e décadas de histórias) e reiniciar todo um universo de personagens, esse novo olhar sobre as origens e as relações entre esses heróis renovaram o mercado dos quadrinhos, consolidando um mercado pro quadrinho digital e puxaram uma resposta da Marvel, além de promover essa mídia como um todo.
Como era de se espera o grau de inovação é pequeno. A repetição de fórmulas , a volta a características clássicas dos personagens ou a tática de marketing de colocar à frente do título um desenhista estrelado (estilo anos 90) foram as principais ferramentas de todo esse movimento, mas apesar disso é possível encontrar aqui e ali algum conceito forte, alguma história nova, alguma arte criativa. Essa lista é sobre esses pequenos detalhes que valem a pena (a numeração do ranking atende a critérios pessoais e obviamente não leva em consideração o sucesso editorial). Continue




Sem que ninguém soubesse, em 1982, Miracleman mudou os quadrinhos. Sem ele talvez não houvesse Sandman, Watchmen, Asilo Arkham, Hellblazer, Preacher, Authority, pra ficar em poucos. Neil Gaiman, Brian Bolland, Grant Morrison, Warren Ellis, Garth Ennis, Mark Millar seriam ilustres desconhecidos. Sem Miracleman é bem possível que você (com menos de 30 anos) não saberia ou gostaria tanto de quadrinhos.





