Extremis

Sem dúvida foi a partir da saga Extremis que o Homem de Ferro mereceu de vez seu epíteto de invencível. A saga, na qual ao que parece o terceiro filme do Homem de Ferro será baseado (mas também disseram que o 2 ia ser baseado na Guerra das Armaduras e O Demônio na Garrafa e mal reconheci os arcos nos filmes), marca o enfodecimento sem limites do Homem de Ferro. Pelo menos é assim que a maioria dos leitores lembra dessa saga escrita por Warren Ellis e desenhada por Adi Granov, publicada entre 2005 e 2006.

Extremis foi tão importante que um dos motes centrais já foi utilizado no primeiro filme: sim, as Indústrias Stark são a indústria bélica, os vilões no mundo politicamente correto e pasteurizado do cinema norte-americano, mas essa tecnologia que mata os inimigos dos Estados Unidos também é utilizada para a medicina, celulares etc. Pronto. Problema de consciência resolvido. Bom para o público mediano, bom para o sr. Stark.

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Homem de Ferro e as pontas soltas de “O Demônio na Garrafa”

Nas décadas de 60 e 70 e 80 o Homem Aranha, o Quarteto Fantástico e mais tarde os X-Men eram o primeiro escalão dos heróis da Marvel. Até o Hulk vendia mais que o Homem de Ferro. Depois dos Heróis Renascem (com todas aquelas splash pages) no fim da década de 90, é que o personagem começou a ser repensado e apareceram roteiros melhores. Os Vingadores de Brian Michael Bendis e o arco “Guerra Civil” puxaram o Latinha para o topo e por fim o renascimento do Robert Downey Jr. como ator no papel de Tony Stark coroou o personagem que hoje é um fenômeno de vendas de diferentes produtos licenciados.

Mas de meados dos anos 90 para trás muita coisa já tinha acontecido, algumas marcantes como os arcos o “O Demônio na Garrafa” ou a “Guerra das Armaduras”, e outras de causar vergonha alheia em qualquer leitor como “Vingadores – Crossing”. Com o reboot de Heróis Renascem muita coisa foi, digamos assim, esquecida, e por isso existem várias pontas soltas na cronologia do personagem. Uma das mais interessantes é o final do arco “O Demônio na Garrafa” que trás na capa o seguinte texto – PELA MANHÃ TONY STARK ESTARÁ SÓBRIO OU MORTO (Iron Man #182). Continue

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Educação e revolução: Wolverine e Ciclope na disputa pela juventude

******* ATENÇÃO *******

***** HÁ SPOILERS SOBRE A SAGA X-MEN x VINGADORES QUE ESTÁ

SENDO LANÇADA ESTE MÊS NO BRASIL!!! TEJE AVISADO!!! ***** Continue

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A História das Histórias em Quadrinhos: a Era de Ouro

superman-ftr1Conheça a primeira Era dos quadrinhos de super-heróis americanos.

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Plágio, colagem, citação, homenagem, caos e ordem

Pra quem gosta de Cultura Pop (seja lá o que isso signifique…), perceber o uso de alguma referência, seja num filme que cite outro filme, ou numa música que use um sampler de outra música, é sempre prazeroso, ainda mais quando a referência não é tão óbvia assim e é preciso ter um pouco mais de informação e raciocínio associativo para percebê-la.

Nos quadrinhos mainstream o uso de referências existe em vários níveis. Desde o uso de contextos geopolíticos iguais ou similares aos do mundo real nos roteiros, que dão aquela sensação de acuidade histórica ou realismo, até o uso de fotografias como base para desenhos e enquadramentos. Nesse nível temos artistas como Alex Ross que faz uso de fotografias para criar suas obras de arte, e o extremo oposto como Rob Liefield que faz uso do seu pouco talento para fazer o inverso disso e estragar até a anatomia básica (ops!)…

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Hellblazer, boas histórias e o mercado de quadrinhos nacionais

Já faz algum tempo a Panini está lançando, em ordem cronológica, as aventuras de John Constantine. A história é mais ou menos conhecida: de mero coadjuvante nas aventuras do Monstro do Pântano de Alan Moore, o mago inglês foi alçado à condição de protagonista com roteiros de Jamie Delano e desenhos de John Ridgway.

Tive contato com  Hellblazer pela primeira vez na quase lendária revista Vertigo, publicada em 1995 e com apenas 12 edições, que deve ter sido o melhor mix de todos os tempos, esse formato tão querido e odiado pelos leitores tupiniquins, que trazia, além das aventuras do Mago, também o Sandman da Era de Ouro – Wesley Dodds -, Jonah Rex, Livros da Magia e possivelmente outras perdidas nas brumas da minha memória. Uma ótima iniciação em “quadrinhos adultos” para um adolescente. Na época pareciam histórias excepcionais, excelentes… mas vendo hoje eram apenas boas histórias.

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Convergência de mídias – revolução editorial ou a arte de fazer salsichas?

A DC Comics fez muito barulho com os Novos 52 abrindo um mercado mais consistente de quadrinhos digitais para smartfones, tablets e computadores. Agora é a hora da Marvel rocar e partir para o ataque e parece que teremos grandes mudanças. A convergência de mídias dará o tom dessa nova revolução, mas será que não é muito barulho por nada?

Ao primeiro ministro da Prússia e posterior unificador da Alemanha, Otto Von Bismark (1815 – 1898), se atribui a frase “Os cidadãos não poderiam dormir tranquilos se soubesse como são feitas as leis e as salsichas.”  É assim também nos bastidores de uma corporação como a Marvel Comics.

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Destruindo Clássicos: O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller – Parte 2: O terrorismo do Cavaleiro das Trevas

Quase uma semana se passou desde que vocês leram o post anterior, nossa primeira parte do Destruindo Clássicos com O Cavaleiro das Trevas. Xingaram esse modesto autor,talvez até saibam que tenho razão (mas xingaram mesmo assim) ou ainda acharam todos meus argumentos infundados. Porém algo os trouxe até aqui, como aquela curiosidade mórbida que nos impele a olhar cenas grotescas. Então, aqui está para vocês os golpes finais (e quiçá fatais) nessa “obra-prima” de Frank Miller.

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Destruindo Clássicos: O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller – Parte 1: O fascismo do Cavaleiro das Trevas

Vocês devem se lembrar de Frank Miller como o cara que tirou o Demolidor do limbo, ou como o autor de Sin City, ou ainda como o criador de 300 de Esparta… mas eu simplesmente prefiro me lembrar dele como o cara que fodeu com a franquia Robocop no cinema.

Frank Miller é o exemplo clássico de um escritor que se tornou uma marca. Alcançou o sucesso com meia dúzia de trabalhos com alguma qualidade e, depois disso, qualquer coisa com os dizeres “escrito por Frank Miller” tornou-se sinônimo de altas vendas.

Pensemos em trabalhos considerados “revolucionários” como Ronin, vendido como “o primeiro mangá americano” (e, espero, tenha sido o último) ou mesmo aquele pastiche de american ninja conhecido como Elektra Assassina e você já tem uma noção do nível das ideias de Miller. Porém, criticar Miller por essas obras seria fácil demais e, até certo ponto, desnecessário. Vamos pegar algo realmente de peso em sua obra. Uma obra cuja qualidade não poderia nem deveria ser questionada… até agora. Vamos pegar o clássico dos clássicos de Miller… Continue

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BAIXINHA, GORDUCHA, DENTUÇA E FELIZ: A última linha de resistência da infância

m50-1Infância é uma invenção recente. Se considerarmos apenas a civilização ocidental (não por acaso, a nossa, ainda que eu tenha olhos puxados e algum trânsito nas tradições orientais), a idéia de criança como um ser humano com necessidades e interesses peculiares só veio a ser discutida, de fato, no século XIX. Antes disso, ela foi tratada como propriedade, que podia até ser vendida para pagamento de uma dívida, algo muito comum no Mundo Antigo, ou, mais comum ainda, como um adulto em treinamento, que deveria se tornar um membro produtivo da comunidade tão logo tivesse forças para isso. Dada a simplicidade das tarefas produtivas até o século XIX, a única educação que se fazia necessária era técnica e prática.

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