Top 10: as ideias mais cretinas dos quadrinhos

A inteligência humana tem limites, mas a idiotice não. A inteligência possui uma série de explicações determinantes (genéticas, sociais, espirituais), mas ao que parece a imbecilidade é um mal que pode acometer todos os seres humanos inexplicavelmente.

Em resumo, ela é democrática: está ao alcance de todos! Hitler decidiu invadir o território da URSS onde se encontra a Rússia no inverno (Napoleão já tinha tentado e igualmente fracassado), pareceu uma boa ideia aos romanos deixar os germanos tomar conta de suas fronteiras, Xerxes decidiu invadir a Grécia e por aí vai. E, óbvio, na indústria dos quadrinhos não poderia ser diferente.

Aqui vai um Top 10 das ideias mais cretinas, imbecis e retardadas de todos os tempos (ou quase)! Como sei que isso facilmente poderia se tornar um Top 100 ou Top 1000 já convido eventuais leitores para postarem as ideias por aqui não mencionadas ou negligenciadas.

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A alma norte americana – Ex Machina

Na edição 39 de Ex Machina (série de Brian K. Vaughan) o prefeito de Nova York, ex vigilante mascarado conhecido como A Grande Máquina, discute com seus assessores se vai permitir uma manifestação da Klu Klux Klan na cidade. Os argumentos a favor e contra vão desde o conservadorismo pós 11 de setembro, o aspecto legal do uso de mascaras em manifestações, até as liberdades civis. Como ex super herói que ocultava sua identidade, o prefeito cita a sentença de uma decisão da suprema corte norte americana que assegura o direito de não assinar textos de ataque contra políticos – “O anonimato é um escudo contra a tirania da maioria. Exemplifica, portanto, o propósito subjacente à declaração de direitos do cidadão: proteger indivíduos impopulares contra a retaliação nas mão de uma sociedade intolerante”. Ele conhecia essa decisão judicial porque acreditava que poderia usá-la no caso de ser processado por ser um herói mascarado. No final dessa discussão toda o prefeito Mitch Hundred decide dar autorização para a manifestação do KKK, argumentando que  anonimato é a maneira mais eficiente de mostrar que as suas ideias não tem valor (e os membros do Klan usam máscaras e chapéus para esconder seus rostos). Ele cita Martin Luther King como um exemplo de bravura, e de quebra questiona toda a lógica dos quadrinhos de super heróis. Continue

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Por que o Batman é o melhor personagem de todos os tempos?

Praticamente todos os leitores e leitoras desse blog aguardam ansiosamente a estreia do último filme da trilogia do Batman de Cristopher Nolan nos cinemas, infelizmente atrasada em uma semana aqui no Brasil. Enquanto esperamos resolvemos dividir com vocês o motivo de gostarmos tanto assim do Cavaleiro das Trevas para marcar a ocasião.

Sem mais delongas, os Quadrinheiros respondem: por que Batman é o melhor personagem de todos os tempos? Continue

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Dodecafonia e Quadrinhos

A arte não se enquadra em um único meio ou mídia. Muitas vezes uma intervenção exige do criador que sejam utilizadas múltiplas interfaces para criar o resultado desejado, e para tal, é comum que ele busque a ajuda de outros artistas. As vezes isso é combinado, outras vezes pode ser acidental. Um videoclipe por exemplo é algo que mostra a transposição das linguagens e mídias, mesmo que isso tenha sido feito intencionalmente e visando o crescimento industrial.

Mas existem casos no qual a vontade é muito mais de criar algo novo e trazer novos ares. Em 1984 dois amigos artistas resolvem se juntar para um projeto inovador.

Os dois amigos de 1984 hoje em dia

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ENTRE O OLIMPO E O PROSTÍBULO: História em Quadrinhos e Estereótipos Femininos

Como pude me esquecer DELE na lista do Dia dos Namorados???!!!

Falemos do óbvio: mulheres são, quase todas, seres absolutamente indecifráveis (e, também por isso, fascinantes). Outra obviedade escancarada: entre todos os homens, os nerds certamente formam o grupo menos qualificado em termos de comunicação eficaz com o mundo feminino. O considerável aumento recente da população feminerd não mudou essa realidade.

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Super-Heróis morrem (e voltam): o eterno retorno do mesmo na indústria dos quadrinhos

Heróis morrem. Se tomarmos como referência o ciclo heroico (etapas nas quais os heróis de todas as mitologias passam) de Joseph Campbell a morte está ali, como uma espécie de redenção ou ascensão do herói. Por motivos muito menos escrupulosos, super-heróis também morrem, mas não por muito tempo.

Creio que o primeiro marco nesse sentido seja a morte de Barry Allen em Crise nas Infinitas Terras. O segundo Flash morre como um verdadeiro herói: impedindo o Anti-Monitor (o grande vilão dessa Crise) de destruir a Terra, sacrificando-se em prol de algo maior.

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De Hitler à Ciclope, Stalin e Superman: o Totalitarismo em quadrinhos

“Nós pagamos um preço alto por tempo demais… Agora, o mundo real é moldado pelo nosso mais modesto desejo. Toda a realidade… como aquilo que desejarmos. Você não vê? O dia que você esperou por tanto tempo chegou… Aqui está seu sonho, Charles. Eu o entrego a você.”

Foi assim, assertivo, que Ciclope descreveu sua utopia para o velho professor, Charles Xavier. Continue

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Sobre super poderes e batentes de porta

Quando eu tinha uns 8 anos os batentes das portas eram meu universo paralelo. Eu podia escalá-los com meus pés descalsos e assim exibir a habilidade de me grudar nas paredes. Logo depois disso os muros e lajes da casa eram esse território expandido de aventuras heróicas e eventuais hematomas.

Comecei a ler quadrinhos de super heróis na pré adolescencia. Quando se apresentaram os X-Men a quantidade de super poderes que eu ainda não havia imaginado era hipnótica. Raios pelos olhos, garras retráteis, força e velocidade, intangibilidade, magnetismo e poder mental. Na fantasia infantil eu corria muito rápido (ainda acho que consigo), derrubava paredes e movia objetos com o pensamento (aliás, tentei isso dedicadamente por alguns anos…hahahahaha). Continue

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Walter Benjamin e os anjos de Neil Gaiman

Numa entrevista para o The Comics Journal de janeiro de 1993, Neil Gaiman responde porque os escritores ingleses renovaram os quadrinhos do mainstream americano. Ele argumenta que os roteiristas americanos cresceram lendo quadrinhos, e que isso já acontecia a algumas gerações. Os ingleses cresceram com literatura europeia canônica. A invasão bretã trouxe o frescor da tradição literária e mudou definitivamente o gênero.

De Homero á tradição oral judaica, dos Evangelhos a Kafka e Asimov, contar e recontar histórias é parte essencial da experiência humana. Para Walter Benjamin (um dos mais importantes intelectuais da primeira metade do século XX), olhar os fragmentos da história e juntá-los anarquicamente nos permite ver o que estava oculto. Só o presente  é capaz de despertar significados adormecidos.

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Os dez personagens mais repulsivamente “anos 90” dos quadrinhos

Numa terça odiosa, uma lista igualmente revoltante pra você. Aí vai a lista com os dez personagens mais emblemáticos (e buchas) dos anos 90 nos quadrinhos. Trabucos imensos, rabos de cavalos, ombreiras e anabolizantes, ser popular naquela época era medido em “Fator Força Trator de Demolição” ou FFTD. Continue

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