Before Watchmen: um teste de vaidade para Alan Moore

Sobre Before Watchmen, série atual da DC que visita o universo criado por Alan Moore e Dave Gibbons em 1987, o barburu inglês foi taxativo:

“As for the readers, I have to say that if you are a reader that just wanted your favorite characters on tap forever, and never cared about the creators, then actually you’re probably not the kind of reader that I was looking for.  I have a huge respect for my audience.  On the occasions when I meet them, they seem, I like to think, to be intelligent and scrupulous people.  If people do want to go out and buy these Watchmen prequels, they would be doing me an enormous favor if they would just stop buying my other books.” Continue

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Avengers Vs. X-Men: é com velho que se bate o novo

A Marvel conseguiu. De novo.

Derrubou a DC e sua ampla reformulação, os Novos 52, em uma única paulada: Avengers Vs. X-Men, série que chegou à sua 5ª edição em junho.

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AMOR DE PERDIÇÃO (ou “Os 10 Grandes Love Losers dos Quadrinhos”)

Hoje é Dia dos Namorados, também conhecido pela maioria dos nerds como o Dia em que Falar de Orgulho Nerd Não Faz Sentido Algum. (Mas dizem que os nerds da modinha estão mudando esse paradigma também — aonde isso vai parar?!)

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As 20 mais sensuais dos Quadrinhos: o apelo àquele adolescente que te habita

Entre outras coisas, o povo daqui é acadêmico, ou seja, dedicados à pesquisa.

Isso não é sinônimo de “sisudo inflexível”. Só quer dizer que nossa profissão é tentar ver a realidade de olho aberto, consciente de que o homem não é guiado apenas pelas suas faculdades mais elevadas, como a razão.

Parte do esforço é ver  a natureza como ela se apresenta, muitas vezes doente, irracional, passional, repulsiva, animalesca (tanto quanto bela, requintada e bem humorada – vide exemplo do ornitorrinco).

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ADMIRÁVEIS MUNDOS NOVOS

O primeiro gibi de super-heróis que comprei na vida foi um especial dos X-Men, o clássico “Dias de um futuro esquecido”. Li um artigo no jornal sobre o lançamento e resolvi que precisava ler aquilo. O que mais chamou minha atenção foi a idéia de que super-heróis também morrem. Até então, tudo o que eu sabia sobre quadrinhos de heróis é que muitos desenhos animados tinham sido criados a partir deles. Nada mais. Em minha ingenuidade pré-adolescente (mais infantil do que pré-adolescente, a bem da verdade), imaginava que quadrinhos de super-heróis fossem coisas parecidas com o que eu via nos Superamigos. (Tá, era totalmente infantil). “Dias de um futuro esquecido” me apresentou heróis como eu jamais imaginara que seriam possíveis. E eu adorei aquilo!

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Pague 2 e leve 1! Panini e o golpe dos Novos 52

Esses dias fui na banca para ver se tinha chegado. E finalmente chegou!

Depois de um ano de espera, os Novos 52 chegaram ao Brasil editados pela Panini. Liga da Justiça e Lanterna Verde são as duas primeiras (pelo menos das que eu vi). Continue

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Occupy Metrópolis: Superman de volta às origens proletárias

Para muitos leitores de quadrinhos (e a maioria dos leigos) o Superman é a representação máxima do estilo norte-americano, um dos mais altos símbolos do capitalismo e de tudo que vem atrelado com isso, mais até que o próprio Capitão América.

Nos clássicos filmes de Richard Donner, onde o herói foi encarnado pelo eterno Superman, Christopher Reeve, a frase é emblemática: ele luta pela verdade, justiça e o estilo de vida americano. E não se enganem: estilo americano é o Estado garantir a liberdade de consumir aquilo que é imposto pelo mercado. Em resumo, Superman é um personagem integrado à ordem liberal.

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Quadrinhos em História: a arte de Neil Gaiman em Sandman

Antes de dezembro de 1988, quadrinhos não eram, em nenhuma ou qualquer acepção do termo, arte.

Pelo menos, na opinião daquele sujeito que via quadrinhos no sentido mais superficial e preconceituoso possível.

E é ele, aquela capivara ignorante, que interessa no fim das contas pois é a visão do ignorante que define tudo ao que ele se opõe.

Aí veio o Sandman.

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A Divina Comédia

© Carlos Ruas
Sou protestante de berço e, desde o meio da adolescência, de convicção. Verdade que não exatamente um bom protestante (dou minhas mancadas por aí e não vou tentar me defender dizendo “que atire a primeira pedra quem nunca errou” porque seria o cúmulo da hipocrisia de minha parte), mas me esforço. Já tive minha fase careta, liberal, xiita, hipócrita-inconsciente, hipócrita-assumido… No momento, acho que estou em algum ponto entre a resistência e a consciência da necessidade de aperfeiçoamento.
Sabem aquelas piadas das quais morremos de rir quando fazemos de nós mesmos, mas não deixamos que outras pessoas façam? Muitos crentes são assim: irreverentes (e nem sempre no sentido positivo) quando entre si, intransigentes quando com os outros. Digo isso porque cresci ouvindo piadas sobre Deus, Jesus, apóstolos, pastores, etc (a maioria muito ruim, diga-se de passagem). Mas deixa um infiel fazer uma graça que seja! (E algumas até têm fundamento, principalmente aquelas que atacam igrejas). Em outros tempos, seria fogueira na certa. (Se você acha que queimar hereges e dissidentes na fogueira é coisa de católico medieval, talvez precise ler uma coisa ou duas sobre o regime calvinista em Genebra). Fazer cartum, então, é caso para fogueira E afogamento.

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SUPERGODS, a nova DC Comics

Primeiro congratulações a Panini, que vai publicar todo o material dessa reformulação. A aposta é alta, mas mostra respeito pelo conceito inteiro da proposta e isso é admirável. Segundo meu respeito ao Grant Morrison, o idealizador do projeto, que tentou emplacar uma crise final, e foi barrado pelos editores, mas deu a volta, repensou o projeto e se saiu com essa. O Nerdbully ja detalhou isso aqui.

Antes de toda essa mudança, o pensador por trás de tudo publicou um livro chamado SUPERGODS. O que seria uma autobiografia se transformou num panorama da trajetória da DC Comics e do mercado de quadrinhos, passando pela análise da cronologia dos principais heróis da editora e pela visão particular de Morrison sobre a linguagem dos quadrinhos e suas implicações metafísicas.

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