Ok. Já reclamamos o suficiente do reboot. Já dissemos o óbvio. Agora chega de mimimi e vamos analisar um dos Novos 52 mais promissores (até o momento): Aquaman.

“[…] As histórias em quadrinhos abalavam a lógica do a+b+c+d e certamente encorajavam um pensamento diferente daquele preconizado pelos professores ou exigido em disciplinas como História.”
Esse trecho foi retirado de um texto do pesquisador Edward Said, escrito em Homenagem a Joe Sacco. Com essas palavras acima, fiquei pensando numa questão importante: Para que servem os quadrinhos?
Salve a todos!
Como estamos animados com o projeto e publicando a todo vapor, vou postar quando já tem um post mesmo. Não acho que fará mal!
O Picareta Pisíquico me emprestou há algum tempo o encadernado da “Fell” dizendo: “É animal! Você vai curtir muito!”. Botei fé, afinal sou apenas o sidekick nesse fuzuê todo gosto muito de histórias de detetive, mas como tenho compromissos acadêmicos inadiáveis (leia-se TCC que prometo publicar algumas partes aqui em breve…) fui deixando para mais tarde.
Diz a lenda que quando a saga Crise Final (2008-2009) foi lançada o objetivo de seu autor, Grant Morrison, era rebootar o universo DC. Estava em seus planos também fazer a Tríade da DC (Superman, Batman e Mulher-Maravilha) ascender e se tornarem deuses.
Três indícios comprovam essa hipótese:
Em junho de 2012, a editora Panini vai começar a publicar no Brasil o reboot dos heróis da DC com o nome de “Os Novos 52”, lançada nos Estados Unidos há exatos 12 meses atrás.
(A Panini está tão confiante do sucesso que oferece uma assinatura a $33,84 biro-biros mensais para enviar todas as revistas no conforto do seu lar. E não ganhamos um centavo por isso, que fique claro.)
Se você é o tipo de leitor que não sabe o que é “DC” ou “reboot”, você não é uma pessoa interessante para os padrões da casa. A não ser que você seja uma moça. Aí tudo bem. Todas as moças merecem gracejos.

Dia 25 de maio é comemorado, por vários motivos, o ‘Dia do Orgulho Nerd’, ou ‘Dia do Orgulho Geek’, ou ‘Dia da Toalha’, ou qualquer denominação na qual você se sinta seguro e queira comemorar.
E daí?
Sou da época em que ‘nerd’ era uma ofensa, uma forma de bullyng (outra palavra da moda para designar aqueles que eram aloprados na escola). Em mais ou menos 15 anos o que era motivo de zoeira passou a ser motivo de orgulho.
Por quê? Como?
O filósofo do design e da comunicação Vilém Flusser diz que existem , a grosso modo, duas formas de pensamento (duas formas de comunicação) – em linha (texto), e em superfície (imagem). Segundo ele, no mundo de hoje predomina a imagem (cinema, tv, internet), mas ainda estamos ligados a lógica de transmissão de conceitos através do texto. Quando se lê um texto, o tempo que se leva para absorver a informação é o tempo da leitura. Absorvemos o conteúdo de forma consciente porque o código (as letras, palavras e frases) foram aprendidos por nós na infância de forma consciente. Quando se lê uma imagem absorvemos o conteúdo num tempo muito mais rápido e de forma inconsciente.
Pra estrear essa joça, que seja com algo digno: Batman The Dark Knight Rises vem aí e tudo que vi de fotos e vídeos me sugerem uma mesma coisa: Gotterdammerung!
Calma criança espinhenta leitora de tuíter, titio explica: Gotterdammerung (ou “Crepúsculo dos Deuses”) é a última parte da ópera O Anel dos Nibelungos, do compositor alemão Richard Wagner. Essa peça retrata o colapso das alianças (e da amizade) entre os deuses Siegfried, Hagen, Brunhilde e o resto da galera superpoderosa do panteão nórdico.