De Hitler à Ciclope, Stalin e Superman: o Totalitarismo em quadrinhos

Nós pagamos um preço alto por tempo demais… Agora, o mundo real é moldado pelo nosso mais modesto desejo. Toda a realidade… como aquilo que desejarmos. Você não vê? O dia que você esperou por tanto tempo chegou… Aqui está seu sonho, Charles. Eu o entrego a você.”

Foi assim, assertivo, que Ciclope descreveu sua utopia para o velho professor, Charles Xavier. Continue

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Sobre super poderes e batentes de porta

Quando eu tinha uns 8 anos os batentes das portas eram meu universo paralelo. Eu podia escalá-los com meus pés descalsos e assim exibir a habilidade de me grudar nas paredes. Logo depois disso os muros e lajes da casa eram esse território expandido de aventuras heróicas e eventuais hematomas.

Comecei a ler quadrinhos de super heróis na pré adolescencia. Quando se apresentaram os X-Men a quantidade de super poderes que eu ainda não havia imaginado era hipnótica. Raios pelos olhos, garras retráteis, força e velocidade, intangibilidade, magnetismo e poder mental. Na fantasia infantil eu corria muito rápido (ainda acho que consigo), derrubava paredes e movia objetos com o pensamento (aliás, tentei isso dedicadamente por alguns anos…hahahahaha). Continue

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Walter Benjamin e os anjos de Neil Gaiman

Numa entrevista para o The Comics Journal de janeiro de 1993, Neil Gaiman responde porque os escritores ingleses renovaram os quadrinhos do mainstream americano. Ele argumenta que os roteiristas americanos cresceram lendo quadrinhos, e que isso já acontecia a algumas gerações. Os ingleses cresceram com literatura europeia canônica. A invasão bretã trouxe o frescor da tradição literária e mudou definitivamente o gênero.

De Homero á tradição oral judaica, dos Evangelhos a Kafka e Asimov, contar e recontar histórias é parte essencial da experiência humana. Para Walter Benjamin (um dos mais importantes intelectuais da primeira metade do século XX), olhar os fragmentos da história e juntá-los anarquicamente nos permite ver o que estava oculto. Só o presente  é capaz de despertar significados adormecidos.

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Os dez personagens mais repulsivamente “anos 90” dos quadrinhos

Numa terça odiosa, uma lista igualmente revoltante pra você. Aí vai a lista com os dez personagens mais emblemáticos (e buchas) dos anos 90 nos quadrinhos. Trabucos imensos, rabos de cavalos, ombreiras e anabolizantes, ser popular naquela época era medido em “Fator Força Trator de Demolição” ou FFTD. Continue

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Before Watchmen: um teste de vaidade para Alan Moore

Sobre Before Watchmen, série atual da DC que visita o universo criado por Alan Moore e Dave Gibbons em 1987, o barburu inglês foi taxativo:

As for the readers, I have to say that if you are a reader that just wanted your favorite characters on tap forever, and never cared about the creators, then actually you’re probably not the kind of reader that I was looking for.  I have a huge respect for my audience.  On the occasions when I meet them, they seem, I like to think, to be intelligent and scrupulous people.  If people do want to go out and buy these Watchmen prequels, they would be doing me an enormous favor if they would just stop buying my other books.” Continue

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Avengers Vs. X-Men: é com velho que se bate o novo

A Marvel conseguiu. De novo.

Derrubou a DC e sua ampla reformulação, os Novos 52, em uma única paulada: Avengers Vs. X-Men, série que chegou à sua 5ª edição em junho.

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AMOR DE PERDIÇÃO (ou “Os 10 Grandes Love Losers dos Quadrinhos”)

Hoje é Dia dos Namorados, também conhecido pela maioria dos nerds como o Dia em que Falar de Orgulho Nerd Não Faz Sentido Algum. (Mas dizem que os nerds da modinha estão mudando esse paradigma também — aonde isso vai parar?!)

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As 20 mais sensuais dos Quadrinhos: o apelo àquele adolescente que te habita

Entre outras coisas, o povo daqui é acadêmico, ou seja, dedicados à pesquisa.

Isso não é sinônimo de “sisudo inflexível”. Só quer dizer que nossa profissão é tentar ver a realidade de olho aberto, consciente de que o homem não é guiado apenas pelas suas faculdades mais elevadas, como a razão.

Parte do esforço é ver  a natureza como ela se apresenta, muitas vezes doente, irracional, passional, repulsiva, animalesca (tanto quanto bela, requintada e bem humorada – vide exemplo do ornitorrinco).

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ADMIRÁVEIS MUNDOS NOVOS

O primeiro gibi de super-heróis que comprei na vida foi um especial dos X-Men, o clássico “Dias de um futuro esquecido”. Li um artigo no jornal sobre o lançamento e resolvi que precisava ler aquilo. O que mais chamou minha atenção foi a idéia de que super-heróis também morrem. Até então, tudo o que eu sabia sobre quadrinhos de heróis é que muitos desenhos animados tinham sido criados a partir deles. Nada mais. Em minha ingenuidade pré-adolescente (mais infantil do que pré-adolescente, a bem da verdade), imaginava que quadrinhos de super-heróis fossem coisas parecidas com o que eu via nos Superamigos. (Tá, era totalmente infantil). “Dias de um futuro esquecido” me apresentou heróis como eu jamais imaginara que seriam possíveis. E eu adorei aquilo!

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Pague 2 e leve 1! Panini e o golpe dos Novos 52

Esses dias fui na banca para ver se tinha chegado. E finalmente chegou!

Depois de um ano de espera, os Novos 52 chegaram ao Brasil editados pela Panini. Liga da Justiça e Lanterna Verde são as duas primeiras (pelo menos das que eu vi). Continue

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