As tiras bergmanianas de Laerte Coutinho

Um cara é atingido de raspão por uma moto que passa rápido pelas ruas caóticas da cidade grande. Quando chega em casa ele se sente mal, cai de quatro no chão da sala e suas tripas despencam da barriga como se nada as segurasse. Lentamente ele vai se transformando em uma moto.

Essa cena é uma história em quadrinhos sem balões de texto que muito me impressionou. Arte e roteiro assinados por Laerte Coutinho, publicada na revista Chiclete com Banana nos anos 80 (não sei o número nem o ano exato, porque eu não “tinha idade” pra esse tipo de leitura, então eu lia escondido quando ia na casa dos meus primos).

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Chamou a atenção: Superman e Mulher-Maravilha, juntos! Lanterna Verde islâmico!

Fez algum burburinho na mídia especializada, saem hoje nas bancas norte-americanas as edições Justice League n. 12 e Green Lantern n. 0:

 

Como sugere a capa da Liga, pegação dá o tom da revista. Superman e a Mulher-Maravilha se entregam aos impulsos, sabe-se lá em que circunstância (ainda não lemos a revista). Entre as implicações disso é seguro afirmar: Continue

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O mundo muda, algumas coisas seguem.

Você, que como eu, viveu a infância na década de noventa,  cansou de escutar daquele seu professor barbudo de Geografia/História “A Revolução nas Telecomunicações e o desenvolvimento tecnológico dos computadores nos levou a um novo patamar da sociedade”. Isso virou até um chavão! Mas o interessante é ver como isso impactou na produção cultural. Afinal tudo está interconectado, quer você queira ou não. O impacto foi desde como o resultado é obtido (ou seja, como um cd é gravado no seu sentido técnico) até as temáticas desses produtos. Continue

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Meio século de teias

De todos os personagens de quadrinhos maintream, o que provoca a maior empatia com o público (masculino adolescente em grande maioria) é o espetacular Homem Aranha, o amigão da vizinhança. O nerd tímido que ganha super poderes e apesar disso continua perseguido e incompreendido. O cara que sempre se vê diante de situações em que tem que fazer algum tipo de sacrifício pessoal pelo bem maior, mas que encara tudo com bom humor e resignação. Continue

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Top 10: as ideias mais cretinas dos quadrinhos

A inteligência humana tem limites, mas a idiotice não. A inteligência possui uma série de explicações determinantes (genéticas, sociais, espirituais), mas ao que parece a imbecilidade é um mal que pode acometer todos os seres humanos inexplicavelmente.

Em resumo, ela é democrática: está ao alcance de todos! Hitler decidiu invadir o território da URSS onde se encontra a Rússia no inverno (Napoleão já tinha tentado e igualmente fracassado), pareceu uma boa ideia aos romanos deixar os germanos tomar conta de suas fronteiras, Xerxes decidiu invadir a Grécia e por aí vai. E, óbvio, na indústria dos quadrinhos não poderia ser diferente.

Aqui vai um Top 10 das ideias mais cretinas, imbecis e retardadas de todos os tempos (ou quase)! Como sei que isso facilmente poderia se tornar um Top 100 ou Top 1000 já convido eventuais leitores para postarem as ideias por aqui não mencionadas ou negligenciadas.

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A alma norte americana – Ex Machina

Na edição 39 de Ex Machina (série de Brian K. Vaughan) o prefeito de Nova York, ex vigilante mascarado conhecido como A Grande Máquina, discute com seus assessores se vai permitir uma manifestação da Klu Klux Klan na cidade. Os argumentos a favor e contra vão desde o conservadorismo pós 11 de setembro, o aspecto legal do uso de mascaras em manifestações, até as liberdades civis. Como ex super herói que ocultava sua identidade, o prefeito cita a sentença de uma decisão da suprema corte norte americana que assegura o direito de não assinar textos de ataque contra políticos – “O anonimato é um escudo contra a tirania da maioria. Exemplifica, portanto, o propósito subjacente à declaração de direitos do cidadão: proteger indivíduos impopulares contra a retaliação nas mão de uma sociedade intolerante”. Ele conhecia essa decisão judicial porque acreditava que poderia usá-la no caso de ser processado por ser um herói mascarado. No final dessa discussão toda o prefeito Mitch Hundred decide dar autorização para a manifestação do KKK, argumentando que  anonimato é a maneira mais eficiente de mostrar que as suas ideias não tem valor (e os membros do Klan usam máscaras e chapéus para esconder seus rostos). Ele cita Martin Luther King como um exemplo de bravura, e de quebra questiona toda a lógica dos quadrinhos de super heróis. Continue

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Por que o Batman é o melhor personagem de todos os tempos?

Praticamente todos os leitores e leitoras desse blog aguardam ansiosamente a estreia do último filme da trilogia do Batman de Cristopher Nolan nos cinemas, infelizmente atrasada em uma semana aqui no Brasil. Enquanto esperamos resolvemos dividir com vocês o motivo de gostarmos tanto assim do Cavaleiro das Trevas para marcar a ocasião.

Sem mais delongas, os Quadrinheiros respondem: por que Batman é o melhor personagem de todos os tempos? Continue

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Dodecafonia e Quadrinhos

A arte não se enquadra em um único meio ou mídia. Muitas vezes uma intervenção exige do criador que sejam utilizadas múltiplas interfaces para criar o resultado desejado, e para tal, é comum que ele busque a ajuda de outros artistas. As vezes isso é combinado, outras vezes pode ser acidental. Um videoclipe por exemplo é algo que mostra a transposição das linguagens e mídias, mesmo que isso tenha sido feito intencionalmente e visando o crescimento industrial.

Mas existem casos no qual a vontade é muito mais de criar algo novo e trazer novos ares. Em 1984 dois amigos artistas resolvem se juntar para um projeto inovador.

Os dois amigos de 1984 hoje em dia

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ENTRE O OLIMPO E O PROSTÍBULO: História em Quadrinhos e Estereótipos Femininos

Como pude me esquecer DELE na lista do Dia dos Namorados???!!!

Falemos do óbvio: mulheres são, quase todas, seres absolutamente indecifráveis (e, também por isso, fascinantes). Outra obviedade escancarada: entre todos os homens, os nerds certamente formam o grupo menos qualificado em termos de comunicação eficaz com o mundo feminino. O considerável aumento recente da população feminerd não mudou essa realidade.

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Super-Heróis morrem (e voltam): o eterno retorno do mesmo na indústria dos quadrinhos

Heróis morrem. Se tomarmos como referência o ciclo heroico (etapas nas quais os heróis de todas as mitologias passam) de Joseph Campbell a morte está ali, como uma espécie de redenção ou ascensão do herói. Por motivos muito menos escrupulosos, super-heróis também morrem, mas não por muito tempo.

Creio que o primeiro marco nesse sentido seja a morte de Barry Allen em Crise nas Infinitas Terras. O segundo Flash morre como um verdadeiro herói: impedindo o Anti-Monitor (o grande vilão dessa Crise) de destruir a Terra, sacrificando-se em prol de algo maior.

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