Batman: um problema social ou psicológico?

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Afinal, qual é o problema do Batman?

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George R. R. Martin muito antes de Game of Thrones: o universo Cartas Selvagens

Assim como todos nós aqui do blog, minha paixão por super-heróis nasceu na infância. Eu acordava de madrugada só para ver o seriado do Batman com o Adam West e outro antigão do Superman que passavam na Globo lá pelas 5 da manhã no início dos anos 80.

Depois vieram os gibis mensais em formatinho que eram publicados pela Abril por um bom tempo. Até aí, nada de novo. Muitos devem ter uma experiência parecida com os super-heróis. Mas é aqui que a minha começa a diferir.

Entrei em contato com o mundo do RPG bem cedo (pois é, tinha que ser nerd de verdade, roots mesmo, não igual hoje em dia que você joga Call of Duty, vê Vingadores e se acha o Sheldon) e eis que em 1994 a Devir lança no Brasil o GURPS SUPERS, em outras palavras, um sistema de RPG no qual você podia jogar com super-heróis.

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Extra, extra! Mais uma pessoa enganada! Game of Thrones, franquias malditas e a ditadura do consumidor

Esse texto é pra vc nerd, que, como eu, assistiu empolgado a primeira temporada de Game of Thrones, a excelente série produzida pela HBO, baseada na série de livros A Song of Ice and Fire, ou As Crônicas de Gelo e Fogo. Ao longo da série você ficou fascinado por Westeros e pelos personagens marcantes como Ned Stark, Jon Snow e Tyrion Lannister, ficou curioso sobre a história dos Sete Reinos, sobre como as coisas haviam chegado até aquele ponto e como seriam daqui para frente. Ao final da temporada, assim como eu, você não conseguiu se conter. Foi até a livraria ou site e encomendou todos os livros disponíveis e avidamente começou a lê-los como se não houvesse amanhã.

E então veio a decepção. A seguir spoilers leves sobre os livros. Continue

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Doctor Who em busca do tempo perdido X Lost e a historiografia norte americana

Neil Gaiman escreveu um episódio da 6a temporada (2011-2012) de Doctor Who pra BBC chamado The Doctor’s Wife, e ganhou o prêmio Hugo de ficção por isso. Agora as noticias dizem que ele está escrevendo mais um episódio de Doctor Who pra 7a temporada. Além de ser um escritor premiadíssimo de ficção, ele é um fan incondicional dessa série que tem o mesmo argumento base desde 1963 sem interrupções até 1989, e que renasceu (ou se regenerou?) em 2005 e segue até hoje, com livros e histórias em quadrinhos derivados.

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ALÉM DO LIMOEIRO: O novo multiverso mauriciano

“Mas a vida me ensinou que, às vezes, é preciso abrir mão do que é mais seguro e se arriscar. Dar um salto no escuro.” Essa parece ser uma daquelas coisas óbvias, mas tão óbvias, que acabam esquecidas e precisamos ouvir de novo de vez em quando. Também é a chave para entender Astronauta: Magnetar, a história de estréia do novíssimo selo Graphic MSP. E não digo isso só em relação ao excelente roteiro de Danilo Beyruth, criador do Necronauta e do Bando de Dois — se você é um daqueles que diz que vê os quadrinhos não como simples diversão, mas como um exercício de expressão criativa, e não conhece esses dois títulos, arrependa-se de sua ignorância e arrogância ou saia imediatamente deste blog.

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Quando os quadrinhos são mais sérios que os políticos

Continuando as postagens sobre a relação da política com os quadrinhos, que comecei aqui, venho trazer um tema de extrema importância no cenário político brasileiro (que já está alvoroçado com as eleições e seus segundo turnos): O Mensalão.
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Batman em dose tripla ou “você ainda compra gibi mensal?”

Há quem critique o formato como as revistas da Marvel e DC saem aqui no Brasil. Aqui não temos cada edição separada como nas  edições gringas, mas mix de revistas. Se formos analisar pagamos mais barato por mais conteúdo. No EUA cada revista sai por 3,99 dólares, ou seja, arredondando, 8 reais. Aqui pagamos 5,90 por três revistas. Economicamente mais viável, porém o problema não é lançar as revistas nesse formato, mas o que você coloca nesse mix. Já comentamos isso aqui.

Vamos ver o caso da Liga da Justiça. As aventuras da Liga, no geral, são boas. Ação com os personagens mais icônicos das histórias em quadrinhos. Você com 12 anos não queria outra coisa. Mas ter que comprar junto a Liga da Justiça Internacional e o Átomo é pedir demais agora que você é cool e não lê mais gibis, apenas comics ou histórias em quadrinhos, ou melhor ainda, graphic novels, que isso sim é coisa de adulto. Continue

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WE3: animais fofinhos de destruição em massa

Três animais fofinhos geneticamente modificados por um programa governamental para tornarem-se armas de destruição em massa utilizando exoesqueletos com a mais alta tecnologia bélica lutando por suas vidas. Toda a história de WE3 pode ser resumida nessa frase.

Com o roteiro de Grant Morrison e desenhos de Frank Quitely, WE3 foi originalmente publicado em três edições sob selo Vertigo em 2004, trazido ao Brasil em 2006 pela Panini, e agora republicado pela mesma editora em edição definitiva, com capa dura, 10 páginas extras, alguns comentários e esboços dos autores por “apenas” 45 picolés.

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Star Trek Countdown: o futuro passado em quadrinhos

Espaço, a fronteira final.” Desde 1966, na exibição do 1º episódio de Star Trek, essas palavras apontavam uma direção pra imaginação. Era o espaço, o “não-lugar” sem fronteira, o destino “final” da nave estelar Enterprise. 43 anos depois, na direção de J.J. Abrams no cinema, a audaz tripulação da Frota Estelar voltou à ativa, rejuvenescida e ansiosa pelo desafio.

O destino era o mesmo. Mas ele já tinha sido explorado e cartografado minuciosamente por vários capitães, oficiais e naves diferentes. Se o espaço era o destino, o futuro estava no passado, em dezenas de filmes, séries e livros. Continue

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The Dark Knight Rises e Occupy Wall Street: o sonho equivocado de Žižek

Slavoj Žižek é um intelectual pop. Sua mistura de marxismo com psicologia lacaniana dando pitacos sobre o futuro da esquerda e cultura de massa consegue agradar muitos intelectuais não só aqui como lá fora. Fiel a esse sucesso, o filósofo dispara uma crítica ao Batman: The Dark Knight Rises (TDKR), que você pode ler aqui. E ela é uma crítica absolutamente equivocada. (Daqui para frente há spoilers do filme… só avisando, porque qualquer leitor desse blog já deve ter visto pelo menos umas duas vezes o filme). Continue

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