Prevejo o Futuro, em números

“Há uma série muito antiga de Isaac Asimov – os romances da Fundação – na qual os cientistas sociais entendem a verdadeira dinâmica da civilização e a salva. Isso é o que eu queria ser. E isso não existe, mas a economia é o mais próximo que se pode chegar. Então, como eu era um adolescente, embarquei nessa.” Paul Krugman

Esse é o tio Paul

Essas são as palavras de ninguém menos ninguém mais que um dos mais renomados pesquisadores/estudiosos da atualidade, além de ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2008. Não é a toa essa frase e essas referências. Isaac Asimov muito provavelmente ficaria lisonjeado com essa citação, principalmente pelo modo como Krugman define a Psicohistória em uma única frase. A trilogia da Fundação é de tamanha importância no contexto da ficção (não só na científica) tendo em 1966 sido eleita como a melhor série de ficção científica e fantasia no Hugo Awards, vale ressaltar que um dos concorrentes diretos era a trilogia “O senhor dos Anéis”. Continue

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A anatomia dos vilões

Eles são sórdidos. Cruéis. Trapaceiros. Dissimulados. Torpes. Violentos. Têm ares refinados, elegantes. Mas seus atos são repugnantes. A atrocidade é seu ofício. Eles são a prova de que o mal tem forma, vive e respira, como qualquer um. Eles agem por impulsividade e convicção. Eles são os vilões, os agentes do infortúnio e da desgraça.

Arte phina

Não basta olhar, tem que cutucar

Claro, do seu ponto de vista.

O que faz esse sujeito ser o que é? Como ele se torna um “agente do mal”?  Como foi possível que o vilão nascesse em primeiro lugar? Continue

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Top 10: Os detetives mais fodões da cultura pop

Antes da lista alguns prolegômenos.

a)Na verdade ela está mais para um top of mind de detetives que propriamente uma lista objetiva. E que mente? A minha. Elementar, meus caros leitores. Se eu dissesse a vocês a palavra detetive, quem apareceria na sua cabeça? É assim que funciona.

b) Utilizei como definição de detetive ‘pessoa que busca e descobre fatos que não estão facilmente acessíveis’, de acordo com a acepção dessa palavra de origem inglesa tal qual define o dicionário Houaiss.

Agora sim, a lista dos detetives mais fodões da cultura pop. Continue

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Os 10 filmes mais esperados de 2013: uma lista quadrinheira

Você, dona de casa, amante e mulher, você, nerd solitário, rodeado de gibis e videogames, você, que ficou pra trás, escalado pela empresa pra ficar na capital enquanto o mundo sorri e escalda em fotos praianas no Facebook, não lamente! Considere aqui seus planos de ano novo com os filmes de 2013!

Sem falar pelos calegas, segue uma lista dos 10 (+1) filmes mais esperados no ano que chega.

Nem todos vêm dos quadrinhos, nem todos tem potencial de ganhar o urso de prata em Veneza. Nenhum estará na Mostra de Cinema de São Paulo. Mas certamente nós compareceremos nas filas (fantasiados ou não) de modo a alimentar a ganância dos conglomerados de mídia do entretenimento. Afinal, sem eles não teremos assunto no elevador, trampo ou sala de aula exceto falar de novela, clima ou bem/mal do PT.

Em ordem de “tô c#$&!*do e andando em escala decrescente de 10” são eles: Continue

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Mas que animação! A estratégia de mercado da DC Comics.

E a Warner Premiere fechou. A empresa responsável pelos longa metragens de animação da DC Comics encerrou as atividades e passou a equipe de produção pra Warner Animation, que produz os desenhos seriados da TV (mas essa equipe já era praticamente uma só). A empresa que fechou produzia também filmes direto pra DVD pro publico infanto juvenil gringo sem nenhum apuro estético ou narrativo. O contraste entre as produções animadas e as live action desse braço da Warner justificam essa reorganização interna que se não dão a certeza de novas animações de qualidade, nos acalmam o coraçãozinho com menos lixo pop.

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A história das animações da DC na Warner Premiere apontam pra uma estratégia de mercado interessante – apresentar alguns clássicos dos quadrinhos a uma nova geração de leitores que só tem como referencia as animação seriadas do Batman ou o caos cronológico dos quadrinhos da última década. Continue

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Um indivíduo contra o Sistema: Verdade e Distopia em Transmetropolitan

O autor de Transmetropolitan, Warren Ellis, descende da British Invasion, momento no qual os quadrinhos mainstream dos EUA foram “invadidos” por autores ingleses com roteiros inovadores e densos, cujos maiores expoentes são Alan Moore, Neil Gaiman e Grant Morrison.

Warren Ellis

Trazendo uma nova perspectiva para os quadrinhos de super-heróis, Ellis já tinha trabalhado em Doutor Destino 2099, Gen 13, e o aclamado Authority. Mas parece que o mundo dos supers tornou-se limitado para as ideias que estavam em sua cabeça. Nas palavras do próprio: “Não há muitos quadrinhos que refletem o fato de que eu vivo em uma sociedade multicultural com uma rede de comunicação em escala global, nem que refletem o fato de que eu não uso uma cueca do Superman”. E então veio Transmetropolitan, que chegou a ser o quadrinho mais vendido à época fora do mundo dos supers.

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A periferia de SP em Quadrinhos: o Desterro de Ferréz e De Maio

Citando DaMatta, “[…] Só há duas possibilidades: ou o papel comanda a pessoa ou a pessoa comanda o papel. Se houver um conflito entre a pessoa e o papel, não pode haver desempenho porque não há convicção […]”.

Desterro, obra em quadrinhos de Ferréz e De Maio lançada no último dia 23/11 pela editora Andarco/Selo Contraculturas, é pura convicção.

desterro_capa Continue

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O Hobbit: O dia que fui descalço ao shopping ou o dia que fiz cosplay para ir a uma pré estréia

Sim, meus caros!

Eu já andei descalço por um shopping, e pior, estava de cospobre de Hobbit! Mas eu tinha uma boa causa (na verdade tenho, e vocês já vão entender o porquê). Estou escrevendo esta primeira parte do texto ainda antes do fato acontecer, porém, ele já é uma certeza (e quando o texto foi postado, eu já tinha pisado, logo estou escrevendo dentro de um paradoxo temporal!).

Estava eu em minha residência quando recebi uma ligação que foi da seguinte maneira:

– “Alô! Tudo bom? É o seguinte: você quer ir hoje na pré estréia do Hobbit?”

– “CLARO! Onde como q…”

– “Só que tem um porém: precisa ir fantasiado!”

– “Mas quanto fatasiado??”

– “Tipo fantasiado mesmo”

– “Ok, vou tentar…” – Desliguei o telefone e fui correndo revirar minhas roupas, e no final, até que saiu algo interessante: Continue

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Cosplay, quadrinhos e misoginia

O artista responsável pela série Ex Machina, além de Homem de Ferro, Quarteto Fantástico e Homem Aranha entre outros, foi o pivô de uma interessante discussão sobre sexo (não o ato, mas os gêneros e como eles se relacionam).

Tony Harris

Cansado de tanto ver meninas chamando a atenção (principalmente das câmeras) , fantasiadas de super heroínas ou de personagens do mundo nerd em convenções de quadrinhos, Tony Harris (este belo rapaz na imagem acima) soltou o verbo nas mídias sociais e desceu a lenha no sexo oposto (no sentido não literal da coisa). Continue

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HISTÓRIAS SEM FIM (ou “Brasil: o túmulo do gekiga”)

Conheço um número razoável de pessoas que não gosta de quadrinhos seriados por uma série de motivos. Já discutimos antes (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) as implicações da continuidade infinita e não é caso de voltar ao tema. O segundo motivo mais comum é que essas pessoas não gostam de ter que esperar o mês seguinte para continuar a história. E sempre existem aquelas histórias que, embora não sejam infinitas, são esticadas muito além do que deveriam (o camarada Nerdbully dá um ótimo exemplo disso aqui). Questão de preferência pessoal. Mas muito pior — MESMO — do que ter que esperar um mês pela continuação, é ficar sem saber o final da história. Frustração que aqui no Brasil se tornou particularmente comum aos leitores de gekiga (pronuncia-se guekigá, não que isso importe para a maioria), o quadrinho adulto japonês.

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