© Carlos Ruas
Sou protestante de berço e, desde o meio da adolescência, de convicção. Verdade que não exatamente um bom protestante (dou minhas mancadas por aí e não vou tentar me defender dizendo “que atire a primeira pedra quem nunca errou” porque seria o cúmulo da hipocrisia de minha parte), mas me esforço. Já tive minha fase careta, liberal, xiita, hipócrita-inconsciente, hipócrita-assumido… No momento, acho que estou em algum ponto entre a resistência e a consciência da necessidade de aperfeiçoamento.
Sabem aquelas piadas das quais morremos de rir quando fazemos de nós mesmos, mas não deixamos que outras pessoas façam? Muitos crentes são assim: irreverentes (e nem sempre no sentido positivo) quando entre si, intransigentes quando com os outros. Digo isso porque cresci ouvindo piadas sobre Deus, Jesus, apóstolos, pastores, etc (a maioria muito ruim, diga-se de passagem). Mas deixa um infiel fazer uma graça que seja! (E algumas até têm fundamento, principalmente aquelas que atacam igrejas). Em outros tempos, seria fogueira na certa. (Se você acha que queimar hereges e dissidentes na fogueira é coisa de católico medieval, talvez precise ler uma coisa ou duas sobre o regime calvinista em Genebra). Fazer cartum, então, é caso para fogueira E afogamento.
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