Falar de Ariano Suassuna. Tá aí uma tarefa difícil de encarar. Como falar de um cara tão grande,grandioso e engrandecedor. Um cara que trouxe vida à seca. Um cara que deu cores pro sertão. Não foi o primeiro e acho que não será o último. Mas com certeza foi um dos que realizou tal ação com o maior bom humor. Se preocupou em contar para as ruas (e não apenas para os livros) as história e invencionices. Uma referência atemporal.
Queria que o “Pulo da Gaita” funcionasse a gente pudesse trazê-lo de volta. Tocar algumas notas e termos Ariano saltitando a nossa volta. Mas isso não será possível.
Sua menção aqui neste blog é em função da sua aproximação com uma das culturas mais bonitas do Brasil, mas por muitos relegada. O Cordel nada mais é do que um quadrinho, uma arte sequencial pendurada nos varais. Escreve-se um texto, uma poesia ou uma canção para que seja assim complementado por uma imagem. Assim como o quadrinho, o cordel é seu irmão mais simples. Não mais simples de inferior, mas mais simples de preocupações. Continue lendo


Derrotas são desagradáveis. Algumas são até fáceis de engolir, principalmente quando a esportividade é mais importante do que o placar. Outras são arrasadoras, destruidoras, nos forçam a escolher entre enfiar a cabeça num buraco, procurar quem possa levar a culpa ou admitir uma dura verdade sobre nossas limitações. Pensei em escrever isto logo após o famoso 7×1 do Mineirão. As circunstâncias (o rodízio de escritores do blog, na verdade) me deram o tempo que eu precisava para pensar melhor no tema. (Mas não fiz isso e, portanto, este é mais um post meia-boca que escrevo).

Desenho e escrita são duas das mais geniais realizações da humanidade. Combinar as duas coisas foi ainda mais genial. O potencial de comunicação de um documento que combine imagens e escrita é muitas vezes superior ao de um que use apenas um desses meios (desde que as duas coisas sejam pelo menos razoavelmente executadas, é claro — Liefield sucks nas duas, por exemplo). Prova disso é que você não vai encontrar um livro infantil sem ilustrações e milhões, talvez bilhões, de crianças no mundo todo têm gibis como cartilhas de leitura. (Eu fui uma delas e é bem provável que você também tenha sido).



