Só sei que foi assim: quadrinhos, cordel e Suassuna

Falar de Ariano Suassuna. Tá aí uma tarefa difícil de encarar. Como falar de um cara tão grande,grandioso e engrandecedor. Um cara que trouxe vida à seca. Um cara que deu cores pro sertão. Não foi o primeiro e acho que não será o último. Mas com certeza foi um dos que realizou tal ação com o maior bom humor. Se preocupou em contar para as ruas (e não apenas para os livros) as história e invencionices. Uma referência atemporal.

Queria que o “Pulo da Gaita” funcionasse a gente pudesse trazê-lo de volta. Tocar algumas notas e termos Ariano saltitando a nossa volta. Mas isso não será possível.

Sua menção aqui neste blog é em função da sua aproximação com uma das culturas mais bonitas do Brasil, mas por muitos relegada. O Cordel nada mais é do que um quadrinho, uma arte sequencial pendurada nos varais. Escreve-se um texto, uma poesia ou uma canção para que seja assim complementado por uma imagem. Assim como o quadrinho, o cordel é seu irmão mais simples. Não mais simples de inferior, mas mais simples de preocupações. Continue lendo →

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É o fim dos quadrinhos nacionais? É CLARO QUE NÃO! [ATUALIZADO]

Nessa semana uma notícia estapafúrdia está se propagando entre os fãs de quadrinhos. A origem está na Resolução n.163 de 13 março de 2014 do Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), que dispõe sobre a abusividade do direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica à criança e ao adolescente. Rapidamente espalharam-se notícias afirmando que a resolução determinaria o fim dos quadrinhos nacionais, o fim dos quadrinhos, o fim dos desenhos infantis na televisão e demais previsões apocalípticas.

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Infelizmente nos tempos de googlelização as pessoas leem as três primeiras linhas de qualquer coisa e param por aí, já com a opinião a respeito formada. E se você chegou até aqui sua pergunta foi a mesma que a minha quando li tais opiniões: elas têm algum tipo de fundamento? Continue lendo →

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PLANETARY: Virando o jogo (ou “Por quê a CBF deveria ler gibis”)

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AUTO_sonDerrotas são desagradáveis. Algumas são até fáceis de engolir, principalmente quando a esportividade é mais importante do que o placar. Outras são arrasadoras, destruidoras, nos forçam a escolher entre enfiar a cabeça num buraco, procurar quem possa levar a culpa ou admitir uma dura verdade sobre nossas limitações. Pensei em escrever isto logo após o famoso 7×1 do Mineirão. As circunstâncias (o rodízio de escritores do blog, na verdade) me deram o tempo que eu precisava para pensar melhor no tema. (Mas não fiz isso e, portanto, este é mais um post meia-boca que escrevo).

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25 regras para o bom pirata, um herói fora da lei

Alguns anos atrás, o mais jovem ramo da minha árvore genealógica (vulgo “Tampinha”) resolveu que era hora de ser fã de algum personagem da cultura popular. Ao lado de bichos peludos, locomotivas falantes ou peixes coloridos, foi hora de eleger um herói, dessa vez humano. Mas sabe-se lá por que, de todos os heróis aos que ele foi exposto, fantasiados ou não, do cinema ou não, brasileiros ou não, a escolha dele foi inusitada. Continue lendo →

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Entre a ética e a ficção: A questão palestina, Death Note, Latuff e House of Cards!

Falar do Palestina do Joe Sacco é bem fácil. Mas reduzir o longo conflito entre Israel e Palestina a apenas um quadrinho seria o mais do mesmo que resume a apatia sob a qual a questão é tratada.

Apatia é o problema. Continue lendo →

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Little Nemo – o meio é a mensagem

Algo que você deveria saber, Little Nemo in Slumberland (algo como O Pequeno Nemo na Terra do Sono) é a criação mais conhecida de Winsor McCay, o maior cartunista de todos os tempos. A importância dessa obra prima para os quadrinhos vai muito além de ser uma das primeiras histórias em quadrinhos de um mesmo personagem com publicação regular a fazer um grande sucesso. Não, se trata de muito mais. Seu maior mérito foi ter levado ao limite essa linguagem ainda no seu nascedouro. Continue lendo →

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Análise – 13° episódio da série Quadrinheiros explicam

Fim de mais uma série! Esperamos que tenham gostado!

Saber que as histórias seguem um padrão de construção não tira o impacto que elas são capazes de ter em nós. Esquemas e fórmulas são racionalizações baseadas em observação. As histórias contadas antes de se pensar em quais eram os elementos que constituíam essas narrativas já continham esses elementos. Observá-los, descrevê-los e emula-los faz parte da nossa capacidade de reconhecer padrões e simplificar. Mas as narrativas tem nuances sutis, impossíveis de serem esquematizadas (por mais que possam ser observadas e descritas).

Um ator muito ruim pode destruir uma narrativa, mesmo que ela siga a estrutura mais vendável possível. Um desenhista medíocre pode afundar um arco nos quadrinhos, assim como uma música pode salvar um filme. Nós seres humanos somos extremamente complexos e nenhuma simplificação poderá jamais satisfazer nossa sensibilidade, por isso histórias sempre serão escritas, cantadas, desenhadas e sonhadas.

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Pensando quadrinhos: referências e formação de público

De acordo com Robert McKee no livro Story:

“Imagine, em um dia inteiro, as páginas de prosa viradas, peças encenadas, filmes exbidos, o fluxo interminável de comédia e drama televisivo, imprensa escrita e televisionada vinte e quatro horas, estórias de ninar contadas a crianças, conversas de bar, fofocas na internet, o apetite insaciável da humanidade por estórias. A estória não é apenas nossa mais prolífica forma de arte, mas também rivaliza com todas as atividades – trabalhar, brincar, comer, exercitar-se – por nossas horas acordado. Contamos e ouvimos histórias tanto quanto dormimos – até quando sonhamos”.

Excelente livro para aprender algo sobre roteiros de cinema

Excelente livro para aprender algo sobre roteiros de cinema

Podemos dizer que hoje sofremos uma overdose de histórias e consequentemente de um esgotamento de possibilidades. Muitos autores argumentam que hoje é impossível criar uma nova história, mas apenas contar as mesmas histórias de maneira diferente, dado o esgotamento. Se você disser que isso é errado – que é possível criar algo realmente novo – provavelmente é porque não consumiu histórias o bastante – se é que isso é possível nos dias de hoje. Garanto que se você pensar por no mínimo 5 minutos sobre qualquer história vai lembrar de algo muito parecido se não igual! A acusação mais comum nos dias de hoje é o plágio e já falamos disso aqui. Mas continuando… Continue lendo →

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MEMÓRIAS QUADRINHEIRAS II: Futebol em quadrinhos

pitecoDesenho e escrita são duas das mais geniais realizações da humanidade. Combinar as duas coisas foi ainda mais genial. O potencial de comunicação de um documento que combine imagens e escrita é muitas vezes superior ao de um que use apenas um desses meios (desde que as duas coisas sejam pelo menos razoavelmente executadas, é claro — Liefield sucks nas duas, por exemplo). Prova disso é que você não vai encontrar um livro infantil sem ilustrações e milhões, talvez bilhões, de crianças no mundo todo têm gibis como cartilhas de leitura. (Eu fui uma delas e é bem provável que você também tenha sido).

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Sob o telhado de Telhada: sobre os usos dos quadrinhos na política

Nos intervalos das 8as de final da Copa (vai Brasil!! Bora melhorar esse meio de campo porque quero chegar aos 50 sem cabelo branco!!), na última semana foi destacado nos sites de imprensa a publicação da revista em quadrinhos do ex-oficial da Polícia Militar de São Paulo, agora vereador, o Coronel Telhada. Continue lendo →

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