E para comemorar mais um pouco os 75 anos do morcego aqui vão 7 vídeos aleatórios que mostram diferentes versões e releituras deste ícone dos quadrinhos: Continue lendo →
Cada vez mais as convergências das mídias vão trazer os leitores, espectadores, fãs e experts para interagir. É o fim da passividade na relação com a cultura pop (mesmo que não queira, você vai participar). Se não de forma consciente, essa interação invisível já acontece quando os robozinhos (cookies) dos sites por onde navegamos vão traçando um perfil baseado no nosso padrão de interesse e usam essa informação para nos influenciar.
A internet de tudo é um projeto já bem adiantado que promete conectar tudo (qualquer objeto por menor que seja) em rede e a partir dessa teia servir melhor nós usuários, antecipando nossas necessidades, alimentando nossos desejos…
Para Kirby (sim, ele mesmo, o gênio Jack Kirby), os habitantes do Quarto Mundo carregavam uma Caixa Materna que além de servirem como teletransportadoras, eram fonte de energia, sistema de suporte de vida, arma, escudo, fonte de informação e comunicação, entre outras coisas. Os Novos Deuses interagiam com tudo através desse dispositivo e muitas vezes suas vidas dependiam deles. Eram os Novos Deuses internautas?
* a propósito do comentário no final do episósio 12 de Quadrinheiros Explicam, vale assistir a essa abertura dos Simpson feita pelo artista/grafiteiro/ativista inglês Banksy:
Cada vez mais na atualidade tendemos a valorizar o trabalho audiovisual. Para entendermos isso precisamos começar numa discussão – quase de fé – que vai muito fundo na nossa própria identidade e identificação.
Qual é o denominador que nos dividiu dos animais e nos tornou humanos? Continue lendo →
Não é novidade que vivemos em mundo saturado de informação e em grande parte (se não totalmente) isso se deve ao desenvolvimento da internet. Nunca foi tão fácil encontrar informação e, ainda que cerca de 37% dos domicílios do planeta não possuam acesso à internet, esse número vem caindo ano a ano. Prova de que a enxurrada de informação a que estamos expostos só tende a aumentar.
Mas informação não significa conhecimento. Estar informado é saber algum dado sobre determinado fato ou circunstância, mas ter conhecimento implica em uma relação do sujeito com a informação, um trabalho ativo da mente que estabele conexões, relações, paralelos etc. entre as as informações que possui, atribuindo um significado para as informações retidas. Portanto, a informação é a matéria-prima do cohecimento, não se pode ter um sem ter o outro. Continue lendo →
A televisão a partir de Buffy, a caça vampiros, passou a incorporar elementos de roteiro dos quadrinhos (como já dissemos aqui) e pouco depois criou uma nova forma – o megafilme. Séries como Os Sopranos, com um grande número de personagens de moral dúbia e sem um formato padrão de um episódio para o outro, passaram a ser a nova vanguarda da narrativa fílmica, influenciando o cinema, os quadrinhos, os games, a literatura e a internet.
E para trabalhar com tamanha complexidade a figura do SHOW RUNNER passou a ser crucial na criação dos roteiros e na produção dessas narrativas. Em diferentes escalas esses gerentes criativos cercados de roteiristas exploram as possibilidades das histórias levando ao limite o fluxo narrativo, inovando e explodindo a cabeça do público como nos flashforwards de LOST ou no final aberto de Os Sopranos, ou se cristalizando em fórmulas como em 24 Horas e Smallville.
Férias. Desde muito cedo, uma espécie de sinônimo para gibis. Claro que não era a única época do ano em que eu lia gibis, mas, por muito tempo, era quando eu ganhava gibis novos. E gibis grandes, cheios de histórias! Fazia parte da estratégia dos meus pais para me manter ocupado (e calado) nas horas em que eu me cansava de brincar de qualquer outra coisa. Livros também, mas isso eu ganhava o ano todo. Gibis novos e grossos, só nas férias mesmo. (Também ganhava gibis de segunda mão ao longo do ano).
Ok. Cumprido nosso maior dever cívico enquanto nação, vamos ao que interessa. Qual seja, quadrinhos, cerveja, matemática e mulher. Não necessariamente nessa ordem. Continue lendo →
O REBOOT está para aquela carne moída com azeitonas de ontem que você joga no molho de tomate para o espaguete à bolonhesa, assim como o RELAUNCH está para o macarrão de hoje que você colocará no forno para gratinar com um pouco de creme de leite e queijo ralado amanhã. Ou não…
Mesmo que tudo possa ficar mais gostoso, isso nem sempre acontece. Ainda é tudo comida e com a fome não se brinca, já dizia minha avó! Consumimos porque não conhecemos, consumimos porque não aceitamos que mudou, consumimos porque somos curiosos e queremos pertencer, opinar, criticar, xingar e trolar.
Nós seres humanos do século XXI podemos nos relacionar com histórias de maneiras diversas. Num mundo multi plataforma, interconectado e interativo, critérios como idade, sexo, grau de escolaridade e renda são menos relevantes do que foram num passado recente. O grau de interação com as diferentes mídias é o novo paradigma para o desenvolvimento de qualquer história, mas isso também muda a forma de conceber essas narrativas e o nível de controle criativo dos autores.
Os novos consumidores podem ser divididos em 5 estados de acordo com a relação que estabelecem com seu objeto de consumo. Podem ser PASSIVOS ao apenas receberem o conteúdo da história; podem ser SOCIAIS ao opinarem sobre ela usando redes sociais; serem FÃS ao divulgarem a história para além da troca de comentários (fãs fazem lobby e conquistam novos leitores); EXPERTS que acham que sabem mais que os criadores (e as vezes sabem mesmo…) e podem contribuir com ideias para o desenvolvimento da história; e finalmente os CRIADORES que se apropriam da história e inventam conteúdos novos, colagens e remixes. Continue lendo →
Deuses! Para os gregos eles não criaram o universo, ao contrario, foram criados pelo universo (assim como nós), e por isso apesar de seus poderes e sua grandeza, suas ambições e virtudes eram tão humanas quanto as nossas.
Por suas características a ideia de tais deuses passou a ser usada para adjetivar coisas, pessoas e atitudes por suas intenções, humores e vícios. Neste episódio apresentamos duas dessas vidas de características opostas que se complementam e ampliam nossa leitura do mundo.
Apolo – filho de Zeus e Leto, o deus da luz e do sol, na verdade, os gregos acreditavam que ele era o próprio sol, conduzindo a sua carruagem dourada e resplandecente no céu, para chegar, à noite, ao oceano onde os seus cavalos se banham, enquanto a noite prevalece. Por isso era chamado também de Febo (brilhante). Seus cabelos eram louros e seus olhos claros como o dia. Também era o deus da música, poesia e da arte de atirar com o arco – artes que ensinou aos homens.
Dionísio – deus do vinho, das farras e da loucura, era filho de Zeus e Sêmele, princesa tebana, filha de Cadmo e Harmonia. Sêmele, instigada por Hera, rogou a Zeus que a ela se apresentasse em todo seu esplendor. O deus a preveniu de que seria impossível a qualquer mortal resistir a tal visão. Sêmele, que se encontrava grávida na ocasião, não resistiu e caiu fulminada por raios e trovões. Zeus, com o auxílio de Hefesto, retirou-lhe o filho do ventre e o costurou à sua coxa de onde, passado o tempo de gestação, saiu Dionísio.