Das histórias que não nos deixam esquecer

Já falamos aqui das histórias que não devem ser esquecidas. Histórias boas, muitas vezes obscuras, mas que por algum motivo marcaram o suficiente para serem lembradas e permanecerem em nossas estantes. Mas hoje gostaria de falar de um outro tipo de história, aquelas, ao contrário, que não nos deixam esquecer.

Sim, elas existem. Histórias de qualidade duvidosa – ou ruins mesmo – que mereceriam sem dúvida ser esquecidas, mas que ficaram famosas, são continuamente citadas, publicadas e republicadas, muitas vezes com edições de luxo, capa dura, com um projeto editorial impecável que drenam nossos parcos recursos. Continue lendo →

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Adaptações, plágios e picaretagens – 8° episódio da série Quadrinheiros explicam

Já falamos aqui sobre as muitas camadas do uso de referencias na cultura pop.

Nossa própria existência é uma soma de referencias, seja através da cópia do DNA de nossos pais, seja quando nos apropriamos daquela frase característica de alguém com quem nos identificamos e passamos a repeti-la até que ela deixe de ser plágio e passe a ser original. Nossas roupas, nossas músicas  e comidas favoritas, nossos cortes de cabelo, são todos homenagens, citações, plágios, adaptações, cópias ou picaretagens. A soma de todas essas partes, o uso repetido e as pequenas alterações que imprimimos aqui e ali, vão compondo um mosaico que é a individualidade única de cada um de nós! A imaginação humana, a cultura e as histórias são apenas um reflexo disso…

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O poder dos uniformes: estética, biologia e pressões sociais

(Atenção: este post é uma viagem total, delírio desocupado, sem qualquer fundamentação científica, pura digressão. É longo, mas respira fundo, dê uma chance pra ele)

Nessa altura da vida certamente você já não pensa sobre o assunto, afinal você está aqui, lendo um blog de textos não muito simples, que fala sobre quadrinhos. Mas como você reconhece os heróis? Continue lendo →

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Direto da fonte: Chris Claremont e X-Men – Dias de um Futuro Esquecido

De onde vieram as ideias para os filmes dos mutantes? Por quê os X-Men foram/são a principal porta de entrada de leitoras para a nona arte? Como um título de terceira linha se tornou uma das maiores franquias da cultura pop?

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Melhores posts até agora – 2 anos de Quadrinheiros

Hoje é um dia muito especial para nós aqui dos Quadrinheiros: estamos comemorando 2 anos de blog! Gravamos um vídeo para comentar os posts que mais deram mimimi por aqui para comemorar a data:

E também  gostaríamos de relembrar com vocês o que consideramos nossos melhores posts! Boa leitura (ou releitura)! Continue lendo →

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O Backstage na tela

Hoje eu vim para deixar duas indicações bem pontuais, mas o que economizo aqui no texto, sobrará em tempo utilizado assistindo. Quadrinho também tá na tela

Preencha, imprima e use enquanto assiste para se sentir como um insider!

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Prophecy: redes sociais, violência e terrorismo

Dando uma olhada na banca a capa de Prophecy (ou Yokokuhan no original) chamou minha atenção logo de cara. O homem com uma máscara de jornal e um dedo inquisidor apontado para mim me fizeram parar e dar uma olhada mais aprofundada. Infelizmente o mangá vem shrinkado, mas como fazia tempo que não lia um mangá resolvi arriscar R$13,90 e ver no que ia dar. Continue lendo →

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O CREPÚSCULO DA S.H.I.E.L.D.

Agents of SHIELD banner ABC

Twilight saga capa livrosCrepúsculo é uma palavra que só recentemente entrou para o vocabulário corrente de quem tem menos que 25 anos. A maioria de nós vê isso como um fato lamentável, até porque muitos tivemos a oportunidade de entrar em contato com a palavra graças a Além da Imaginação (primeiro nome que deram para Twilight Zone por aqui), Crepúsculo de Aço (Steel Dawn, o título foi mal-traduzido, mas continua sendo legal), Crepúsculo Esmeralda (Emerald Twilight, a queda de Hal Jordan — tá, não é uma história tão boa assim, mas ainda é muito melhor do que os vampiros purpurinados de Stephanie Meyer). E tem os clássicos Crepúsculo dos Deuses (1950), Crepúsculo Sangrento (1943), Crepúsculo Vermelho (1959), Crepúsculo de Uma Raça (1963)… No acervo da Biblioteca Nacional, o número de coletâneas poéticas com o título Crepúsculo é enorme. Uma palavra muito legal, cheia de sentido, mas que hoje provoca reações de nariz torcido para a esmagadora maioria das pessoas que você considera dignas de alguma atenção intelectual.
11518751515_81ea44c22fDesde a saga Crepúsculo, quando os cânones de qualquer coisa são quebrados e se tornam um fenômeno do consumo cultural de massa, dizemos que isso é o crepúsculo da tal coisa. Historiadores gamers não têm dúvida de que Assassin’s Creed se tornou o crepúsculo das sociedades de assassinos e ladrões européias da transição medievo-modernidade. (O jogo é legal, mas tenta explicar pra molecada que aquilo tem tanta fundamentação histórico-científica quanto documentários e livros que afirmam que as pirâmides foram construídos com tecnologia alienígena). Os filmes-solo do Wolverine são o crepúsculo dos super-heróis no cinema (ou só do Wolverine, depende da perspectiva). O crepúsculo de alguma coisa vende milhões, se torna febre entre adolescentes e ofende profundamente quem já gostava e entendia muito do assunto. Cultura-de-massa é assim mesmo: as ondas vêm e vão, deixando maior ou menor estrago, re-escrevem o imaginário coletivo. O mercado tem muito menos apreço pelos fãs antigos e envelhecidos, com gastos mais seletivos, do que pela enorme onda de novos fãs que compram qualquer coisa identificada com a franquia do momento. Se isso exige crepusculizar, que seja.

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Mas mudanças nos cânones são inevitáveis e, goste você ou não, importantes. São elas que permitem que as franquias de que tanto gostamos continuem existindo. O nosso Batman desagrada quem gostava dele nos anos 60, que também não era mais interessante para quem tinha conhecido o original. Turma da Mônica Jovem destruiu a infância de muita gente, há uma clara relação de ame ou odeie entre fãs mais velhos. Bram Stoker se contorce em desespero no túmulo diante do que os descendentes de seu Drácula se tornaram, mas ele mesmo inseriu uma série de idéias próprias no folclore sobre vampiros. Quando essas mudanças ocorrem, suas opções são: (a) sentir-se traído e abandonar de vez a coisa; (b) entender que a versão nova não é pra você e cultivar a memória do que já foi; (c) desencanar e abraçar a mudança, esperando que as novas estradas tenham uma paisagem agradável; (d) continuar acompanhando só para poder provar que a nova versão é um lixo e que a antiga era perfeita — você pode perder alguns amigos no processo —; ou (e) fazer um esforço e, sem abandonar suas convicções, dar uma chance para a mudança convencer que ela tem mérito.
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ALERTA DE SPOILER!!!

Quando Agents of SHIELD estreou, muita gente teve certeza de que seria o crepúsculo das séries de espionagem. E isso já seria uma façanha e tanto, dado o número de séries fracas de espionagem que alcançam sucesso. Mas o que tornava AoS tão ruim?

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Você vai morrer! (Mas os quadrinhos podem ajudar)

Você pode fugir, evitar e fingir que não é com você, mas não se engane. Você vai morrer. Mas não entre em pânico! Os quadrinhos podem te ajudar.

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Recursos de roteiro – 7° episódio da série Quadrinheiros explicam

Pensar fora da caixa passou a ser o novo Santo Graal de qualquer área onde a inovação é o diferencial. Na engenharia, no design, na administração, todos os novos profissionais buscam formas de quebrar as regras de seus trabalhos para serem os novos formadores de opinião e queridinhos da mídia, gurus da nova era.

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O problema dessa busca por intersecções entre ideias díspares é que quando se chega a um formato inovador ele logo vira fórmula e volta pra dentro da caixa (ou expande a caixa, whatever…).

As fórmulas são um jeito de chegar ao resultado com segurança, até que alguém novamente subverta a ordem e inverta tudo mais uma vez. Não dá para ficar só nelas mas não dá pra ignorá-las também. Talvez a saída seja voltar para a caixa, mas dessa vez com um olhar diferente:

 

 

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