Por que é tão difícil sair um filme da Mulher-Maravilha?

Lá pelos idos de 2007, Joss Whedon, diretor do estrondoso sucesso “Os Vingadores”, era um quase ninguém fora dos círculos nerds. Naquele ano, ele foi solenemente demitido da Warner quando o seu novo projeto, um filme solo da Mulher-Maravilha, foi engavetado. A justificativa de um graúdo da Warner na época era de que protagonistas mulheres não geram filmes lucrativos. Continue lendo

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Fagin, os judeus e os preconceitos

Mais uma vez os Quadrinheiros apresentam O Estrangeiro – o Red Shirt mais assíduo do que alguns Quadrinheiros

Fagin, o judeu é mais do que uma simples narrativa, é uma pretensa resposta a certo estereótipo judaico presente na literatura e, consequentemente, no imaginário dos séculos XIX e XX. A história foi escrita e desenhada pelo quadrinista estadunidense Will Eisner (* 1917 – + 2005). Para quem não conhece, Fagin é o vilão do romance (inicialmente de folhetim) Oliver Twist do escritor inglês Charles Dickens (* 1812 – + 1870). O personagem em questão ganhava a vida nas ruas através de trapaças, furtos e, pior, do recrutamento de crianças que ele introduzia ao crime. Continue lendo

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Superman vs Thor

Parece que nessa semana o Superman é o alvo dos debates por aqui.

Tem esse texto circulando sobre o Thor do filme Thor: The Dark World  ser um Superman melhor que o apresentado em Man of Steel, que você pode ler aqui.

Quais são os argumentos do autor? Basicamente que  Man of Steel é sério demais, muito sombrio (dark), enquanto Thor : The Dark World tem uma leveza que o tornaria mais divertido. Continue lendo

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Para qualquer fã do Superman com mais de 30 anos

Recentemente Paulo Ramos escreveu uma carta aberta ao Superman, que você pode ler aqui.

Mesmo não sendo endereçada a mim a curiosidade falou mais alto e eu li, pois a carta era, também, pública. Nela o autor explicava para o Super os motivos pelos quais deixaria de acompanhar suas histórias.

O porquê de seu autor tornar público um problema pessoal com o Super eu não sei. Mas uma vez que tornou, gostaria de fazer alguns comentários sobre a carta, mote para falar da relação entre os fãs e seus personagens favoritos. Continue lendo

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As muitas faces do Homem Aranha

Em tempos de comunicação instantânea, globalizada e com tantas mídias diferentes como quadrinhos, cinema, tv, teatro, games, podcasts, webséries, etc, é inevitável que alguns ícones da cultura pop se desdobrem em variações, seja para agradar a públicos específicos, para fazer uma crítica ou para simplesmente aumentar mais um pouco o faturamento.

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O comunismo em quadrinhos: heróis, vilões, fetiches e biografados

Os quadrinhos narram mitos. Contam uma história que aconteceu num tempo passado ou numa realidade distante da nossa – como a Ciméria de Conan ou a Gotham City de Batman. Mesmo assim eles trazem ensinamentos importantes para nós.  É quase religioso. As batalhas entre heróis e vilões apontam o que é certo e errado. Isso vale tanto para o âmbito pessoal quanto social. Sabemos que Lex Luthor é um vilão por ser invejoso e ganancioso. Sabemos que o Capitão América é um herói por lutar contra valentões em nome da liberdade. Eles simbolizam vícios e virtudes de uma sociedade. Continue lendo

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Orgulho da prateleira! (season finale) – 13° episódio da S02 de Viciados em Quadrinhos

Colecionadores de quadrinhos são peculiares. Compram saquinhos plásticos para embalar cada edição, fazem catalogação cruzada por saga, por autor, por artista, por personagem, separam as que são mais importantes das outras que são apenas medianas.

Apaixonados por quadrinhos releêm uma vez por ano aquela saga que marcou a juventude ou aquela história que os fizeram repensar a vida. Cada vez que releêm fazem novas associações, comparam, ponderam e renovam sua fé na nona arte.

Viciados em quadrinhos pensam nisso o tempo todo. Mantêm suas edições na prateleira junto com os livros de filosofia, de história e de literatura, tudo na altura dos olhos e com foco de luz para dar destaque. Introduzem o assunto em qualquer conversa, seja no bar ou na sala de aula. Acham estranho que outras pessoas nunca tenham ouvido falar de Jack Kirby ou de Will Eisner, mas pacientemente mostram, explicam e incentivam.

Nós somos assim, viciados em quadrinhos. Colecionamos, adoramos, mas acima de tudo nos definimos pela nossa paixão!

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Herói não é mais aquele… – 12° episódio da S02 de Viciados em Quadrinhos

A evolução é algo inevitável. Todos nós crescemos, ampliamos ou segmentamos nossa visão de mundo, somos diminuídos por nossos traumas ou os transcendemos. Não é um processo que podemos controlar ou evitar, estamos fadados a evoluir e isso é tão forte em nós que imprimimos essa característica em tudo que nos cerca, em tudo que de nós deriva.

Personagens de quadrinhos evoluem. Mas não porque crescem ou porque superam seus traumas. Personagens evoluem porque nós definimos esse caminho para eles. E as nossas decisões e escolhas dependem da nossa visão de mundo, dos nossos traumas, nossa ansiedade, e é por isso que a criação ficcional é tão apreciada, discutida, controversa e influente. Quadrinhos são a cor da nossa pele, nossa sexualidade, a roupa que usamos, nossos valores, nossas posturas políticas. Quadrinhos são humanos, demasiadamente humanos…

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A Primeira Guerra Mundial em Quadrinhos: Era a Guerra das Trincheiras de Jacques Tardi

 E nessa semana temos um Red Shirt altamente gabaritado, autor de várias publicações sobre quadrinhos. Fodão como Tony Stark, ele não precisa de uma identidade secreta! Com vocês…

 Túlio Vilela*

Sir Meme

Jacques Tardi é um veterano dos quadrinhos franceses. Apesar disso, não é um nome tão conhecido no Brasil quanto outros compatriotas como o saudoso Moébius, pseudônimo de Jean Giraud,  ou os criadores de Asterix, o saudoso René Goscinny e Albert Uderzo. No Brasil, um dos seus poucos trabalhos publicados é O Grito do Povo, adaptação do livro do também francês Jean Vaultrin, publicado em dois volumes pela Conrad e que trata da Comuna de Paris. Continue lendo

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O lixo da história: sensibilidade e humor na obra de Angeli

Diversas vezes nos pegamos tentando entender tudo que acontece ao nosso redor. A arte é a ferramenta de maior sensibilidade. A nona arte então, é a mais sublime. Alinhando a temporalidade do cinema com o texto do livro e a beleza das artes gráficas, os quadrinhos ocupam um lugar único no contar do tempo. Falar dos fatos com os quadradinhos exige uma certa elevação de consciência. Continue lendo

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