As muitas faces do Homem Aranha

Em tempos de comunicação instantânea, globalizada e com tantas mídias diferentes como quadrinhos, cinema, tv, teatro, games, podcasts, webséries, etc, é inevitável que alguns ícones da cultura pop se desdobrem em variações, seja para agradar a públicos específicos, para fazer uma crítica ou para simplesmente aumentar mais um pouco o faturamento.

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Os quadrinhos são uma fonte especialmente fértil para esse tipo de desdobramento já que na sua própria lógica interna essa variante é parte da narrativa (pense em todas as versões multiverso das duas grandes editoras).  Um dos casos mais prolíficos é sem dúvida decorrência da enorme popularidades desse personagem – o Homem Aranha!

Por mais que sua cronologia tenha perdido o caminho que vinha trilhando desde os anos 80 e tenha entrado numa espiral de troca de identidade e obliteração do passado (já falei um pouco sobre isso aqui), sua influência na cultura pop é ainda muito presente.

Os primeiros produtos licenciados, numa época de experimentalismo da indústria em relação a esse tipo diversificação, variavam de álbuns de vinil (abaixo) a jogos de fliperama seguidos pelo moderno ATARI 2600 (82)evoluindo para o Sega e o Game Boy. Desenhos animados como Homem Aranha e seus amigos – Homem de Gelo e Flama – (que tiveram apenas 24 episódios produzidos) foram reprisados até a exaustão nos anos 80.

A busca por uma nova abordagem para o personagem dentro do universo dos quadrinhos tem uma constância impressionante. Acompanhem: Aranha 2099 (1992), o Aranha Escarlate (1994), o Garoto Aranha da versão Amálgama (1996), a versão Ultimate (2000), Peter Parquagh de 1602 (2003), Mangaverse Spider-Man (2005), Potestade (2006), Homem Aranha Noir (2009), Miles Morales (2011) e finalmente o Homem Aranha Superior (2012).

As variações a seguir são apenas alguns dos exemplos mais bizarros, mas ilustram a cacofonia dessa nossa era da informação onde somos consumidores/produtores de conteúdo e por isso não há narrativas sagradas ou definitivas. O valor agora está na própria narrativa e nas suas múltiplas possibilidades:

Homem Aranha italiano (2008). Com poderes vindos de um meteorito mágico, o Homem Aranha italiano (filmado na Austrália) não respeita nenhuma das características do original, e por isso mesmo é a versão mais lisérgica e interessante dessa lista.

Homem Aranha japonês (1979). Ao encontrar uma nave alienígena Takuya Yamashiro ganha um bracelete que dá a ele poderes de aranha como superforça e habilidade de escalar paredes, além de um robô gigante, é claro!

Homem Aranha turco (do mal) num encontro com o Capitão América (1973). Versão não autorizada que apresenta um Homem Aranha líder da máfia em Istambul enfrentado o Capitão América e Santo (super herói mexicano).

Homem Aranha live action da TV (1978). Depois de 3 filmes a série de TV foi lançada, mas sem nenhum dos vilões dos quadrinhos (na verdade sem nenhum vilão fantasiado).

O musical da Broadway – Turn Off The Dark (2011). Com músicas de Bono Vox e The Edge, fracasso absoluto de crítica, foi reescrito e posteriormente engavetado.

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Sobre Picareta Psíquico

Uma ideia na cabeça e uma história em quadrinhos na mão.
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