ROBOCOP E O ELOGIO DA TECNOCRACIA

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O termo ciborgue (em inglês, cyborg, uma aglutinação de cybernetic organism) foi usado pela primeira vez em 1960. Em princípio, designava sistemas auto-reguláveis hipotéticos — parte humanos, parte mecânicos —, que poderiam ser usados na exploração espacial ou em qualquer ambiente ou tarefa que exigissem capacidades humanas ampliadas pela tecnologia. Os grandes avanços principalmente no campo da protética tornaram esse conceito uma realidade, ainda que, até onde sabemos, os ciborgues da vida real usem a tecnologia para reduzir as desvantagens em relação aos humanos totalmente orgânicos.

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TwitchPlaysPokemon: Hobbes estaria certo?

Existem diversos experimentos sociais que nunca foram feitos com os jogos. Twitch Plays Pokémon ERA um deles.

Se você estava em outra realidade, em coma ou sem internet nos últimos dias, eu vou tentar explicar o que está acontecendo: Continue lendo

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Quadrinhos e Jazz – narrativa sincopada

Se você é fã de jazz a maioria das músicas da sua playlist foi lançada antes da década de 1970. Hoje alguns dos grandes nomes daquele tempo ainda estão na ativa lotando casas de shows pelo mundo, repetindo as músicas que criaram a anos atrás. Jazz é um estilo musical tocado por músicos mais velhos para um público mais velho. Mesmo que músicos mais jovens produzam alguma inovação, isso acontece numa escala muito menor e quase sem destaque. O sangue novo é mais celebrado pelo virtuosismo que pela criatividade.

Se você é fã de quadrinhos pode-se dizer que qualquer semelhança com o jazz não é mera coincidência. A comparação de duas linguagens/mídias tão diferentes pode parecer forçada, mas as semelhanças são gritantes: Continue lendo

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Comic Con no jeitinho Brasileiro

No Brasil há uma baita carência por eventos de nicho. São poucos os encontros e salões de automóveis, por exemplo, quando comparamos com outros países como os EUA. Mas principalmente para os Nerds, o cenário é ainda pior. Temos alguns eventos para os Otakus (Anime Friends só para citar um dos maiores da atualidade), que tem proporções consideráveis e movem algumas quantidades grandes de fãs. Fora essa linha de eventos, temos pequenos encontros seja de Trekkers ou de Star Wars e outros temas, apenas citando alguns.

E olha que já tem 10 anos e uma baita tradição! Uma experiência única e incrível

E olha que já tem 10 anos e uma baita tradição! Uma experiência única e incrível

Existem alguns eventos pontuais de quadrinhos, mas geralmente sobre compra e venda. São poucos os espaços para a divulgação de novos autores. A vinda de autores da gringa é ainda mais dificil, uma vez que ninguém sabe qual é o espaço que eles poderiam ir. Imagino eu que a novidade mais quente do momento vai atender essa demanda. Continue lendo

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Por que um vilão faz o que faz?

Darth Vader, Magneto, Coringa, Shadow Moon são os nomes de alguns vilões que despertam no público tanto ou mais interesse que os heróis que os combatem. E, junto com esse interesse, vem atrelada uma pergunta: por que eles fazem o que fazem?

Uma resposta a essa pergunta foi dada aqui pelo Velho Quadrinheiro, mas a questão veio à tona novamente ao reler Magneto: Testamento e ler o recentemente publicado por aqui, na iminência da estreia do Capitão América 2, Caveira Vermelha: Encarnado, ambos escritos por Greg Pak.

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BEFORE WATCHMEN: Veredito (ou “Em algum lugar entre o toque de Midas e o toque de merda”)

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before-watchmen-comicsEntão tá. Foram alguns meses, passados sem grande ansiedade (no que diz respeito aos quadrinhos em questão, nenhuma ansiedade, a bem da verdade), mas finalmente chegou ao fim a série Before Watchmen, publicada no Brasil pela Panini, que acertou muito ao reunir as várias edições das revistas em um número menor de encadernados brochurados.
before-watchmen-silk-spectre-3Sim, li todas as edições, movido pela curiosidade e por uma pequena esperança, quase insignificante, de encontrar boas histórias. Nada no nível do Alan Moore — seria o ápice da ingenuidade esperar isso —, mas que fossem divertidas e inteligentes o suficiente para dizer que não foi dinheiro jogado fora. (Ainda bem que não era capa dura).

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Os filmes mais esperados de 2014: uma lista quadrinheira II

Ahoy, Ilmos. leitores deste blog!

Nós, ilmos. quadrinheiros, que abrimos malas postais diretas sempre iniciadas com “Ilmo. senhor”, apresentamos a 2ª edição de uma pseudo-tradição iniciada a exatos 12 meses atrás! Ou 13 e uns quebrados, sei lá. Eis a lista dos filmes que ansiamos impacientemente assistir no ano fiscal 2014!

Como apontou o Nerbully em colóquio privado no ICQ, a lista de 2013 virou um inventário de decepções (“A lista de filmes de 2013 foi um inventário de decepções!”, disse ele).

Aquele World War Z foi uma derrota, Kick Ass 2, uma frustração. Mad Max não saiu no cinema, Wolverine foi um tiro no pé e Star Trek 2 foi bem furreca. Mas tivemos Homem de Aço, Homem de Ferro 3, Thor e Pacific Rim, que foram bem joinhas, então acertamos 4 em 10.

Com o fito de aumentar nossa média de profetismo cinematográfico e passarmos de ano com boletim repletos de nota azul, informamos que veremos com zelo e parcimônia as seguintes películas: Continue lendo

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Há como fazer alguém amar quadrinhos?

Alguma vez você já parou para pensar em por que você lê quadrinhos? Muito provavelmente foi uma consequência de uma série de fatores, e que você poderia tomar horas e horas explicando. Mas você já pensou como você levaria outra pessoa a ler quadrinhos? Continue lendo

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O melhor da Nova Marvel

A Nova Marvel assim como os Novos 52 da DC prometiam uma revolução, novas equipes criativas, novas abordagens, mas a maior parte dos títulos repete fórmulas.

Essa repetição não é necessariamente ruim. Brian Michael Bendis a frente dos títulos dos X-Men e dos Vingadores é sempre consistente nos diálogos e na relação entre os personagens, mas os títulos mutantes são um desdobramento do que aconteceu em X-Men X Vingadores (já falamos disso aqui), e os Vingadores seguem uma linha épica (abordagem mais clássica), na esteira do filme de olho em novos leitores.

O Homem Aranha Superior (escrito por Dan Slott) com toda a polêmica que carrega, mantém o personagem na área de interesse dos leitores mas fica a sensação de que o teioso apanha demais dos roteiristas (veja aqui uma retrospectiva histórica).

Apesar disso algumas repetições de fórmula são tão bem realizadas que dão um novo fôlego pra editora. Aqui vão quatro destaques: o primeiro resume tudo o que essa renovação se propôs a ser e os seguintes são a rigor pré Nova Marvel: Continue lendo

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Batman e O Caso da Sociedade Química (por Brad Meltzer)

Em 1939 nas páginas de Detective Comics #27 estreava um personagem que iria marcar a indústria dos quadrinhos para sempre. Há controvérsias sobre quem seria seu criador, mas a verdade é que o Batman é uma mistura de tantas referências (Drácula, Sherlock Holmes, o personagem pulp The Bat – apenas para citarmos as mais óbvias) que somente uma  injustiça poderia  creditá-lo a Bob Kane.

Portanto, Batman não é um personagem “original”, mas seu sucesso é inegável. A razão disso é tão misteriosa quanto o próprio personagem. Arriscarei uma tentativa de explicação: é justamente o mistério um dos componentes fundamentais de sua popularidade. Continue lendo

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