Você pode ter se perguntado isso quando terminou de ver o trailer do filme, a ser lançado em agosto deste ano. Se o trailer não convenceu, que fique claro: eles são o mais divertido grupo de exilados, sacanas e azarados da Marvel. Continue lendo →
“Não esqueça minha Caloi. Cooompre Baton. Toda a criança tem a Estrela dentro do coração. Desperte o tigre em você. Venha para o mundo de Toddynho.” É impressionante como boa parte da minha memória de infância é preenchida por mensagens publicitárias. E nem todas sobre produtos infantis.
Desde que a Publicidade se apropriou do conhecimento sobre o comportamento humano, a propaganda tem presença constante em nosso cotidiano. Já nos primeiros dias de vida, recebemos estímulos para reconhecer padrões de som e imagem que serão associados a sensações de alegria, conforto, segurança, etc. E, em cada fase da vida, receberemos estímulos especialmente projetados para nós, de modo que sempre teremos certeza da marca mais indicada para atender nossa necessidade/vontade de consumo. O consumo, aliás, é parte indispensável da nossa felicidade muito antes de existir propaganda.
A ideia da existência de um Multiverso na DC foi construída aos poucos.
Ao final da Era de Ourohouve um hiato nas publicações na maioria dos super-heróis; apenas Superman e Batman tiveram suas publicações mais ou menos ininterruptas. Na aurora da Era de Prata, com o surgimento do novo Flash, ficou estabelecido que Jay Garrick (aqui também conhecido como Joel Ciclone), o Flash da Era de Ouro, era um personagem de histórias em quadrinhos no qual Barry Allen, o Flash da Era de Prata, se inspirou. Se você boia nas Erasé só clicar aqui, jovem mancebo.
Se você acompanha este blog notou que, não só de quadrinhos, falamos muito sobre heróis. Composição, formas, teoria (tIoria, diz o antropólogo), tudo isso. Somos fascinados pelo assunto (e cerveja!).
Quem gosta do tema, se já se permitiu estudar, hora ou outra esbarrou no Joseph Campbell, hoje praticamente um guru nerd. (Livrarias desavisadas colocam os livros dele na sessão de auto-ajuda e religião!) Para ele, a verdade e o herói são um só, mesmo que sábios e povos dêem a eles vários nomes. Continue lendo →
O humor é uma das formas da linguagem mais características da espécie humana. É essencialmente uma ruptura no fluxo narrativo, uma mudança de sentido, espera-se uma coisa e depara-se com outra. Em termos técnicos é uma relação peculiar entre significado e significante. O que a palavra significa ou o que o objeto representa (significado), não condiz com a palavra ou o objeto usado (significante). Um exemplo:
No dialogo entre duas pessoas uma diz – “Acho que nascemos um para o outro”. Ao que a outra responde – “É verdade. Difícil vai ser encontrar esse outro”. A resposta inverte o sentido da palavra “outro” que na primeira afirmação se referia ao universo fechado das duas pessoas envolvidas no diálogo e na resposta se expande para o universo de todas as pessoas que existem.
Além disso o riso também é um comportamento social com múltiplas funções. Rimos ou sorrimos para mostrar empatia, para diminuir as defesas das pessoas que nos cercam, para mostrar nossa superioridade (quando humilhamos alguém), para nos sentirmos parte do grupo. Por isso o riso é contagioso, assim como o bocejo.
Programas de humor usam o som de pessoas rindo porque ao ouvirmos esse som no final da frase de efeito de uma piada ou na expressão de desconforto de uma situação de ruptura, nós nos sentimos compelidos a rir. Vamos assim criando uma cultura de humor que é muito diferente de um lugar para outro. Nem todos nós, brasileiros, achamos graça em situações cômicas inglesas ou americanas porque não faz parte da nossa cultura identificar determinadas rupturas de linguagem como engraçadas.
Mas o riso é universal apesar das diferenças culturais. “É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada.” disse Shakespeare (ou não…).
Sim, essa semana não vamos falar de outra coisa. Nosso correspondente de Washington DC nos deixou ainda mais pilhados com esse novo filme da Marvel. Mesmo eu, um Bat-fã assumido e de carteirinha, estou ansioso para ver a estrela dos marveletes. Se você ainda não leu a resenha do Velho Quadrinheiro, seria legal, leia aqui antes de ler este texto. Vou puxar uma reflexão a partir de considerações que ele fez, mas dá para ler aqui sem ler lá.
Nós, Quadrinheiros, embora limpinhos, somos pessoas de recursos exíguos. Por meio de enormes esforços, compromissos, favores e promessas de alto custo, porque queremos oferecer nada menos que o melhor para nossos leitores, quebramos nossos porquinhos de louça e mandamos um enviado especial para Washington, DC.
Furando todos os jornais e magazines de grande circulação no país (exceto aqueles de maior cacife do que nosso), aqui vai a resenha quadrinheira do primeiro filme heroístico do ano-fiscal de 2014, Capitão América: o Soldado Invernal!
ATENÇÃO!!! O TEXTO CONTÉM SPOILERS!! (Mas nenhum a mais que já não tenha sido mostrado nos trailers do filme!
O narrador de uma história dá o tom, define o ritmo, escolhe o momento certo de revelar esse ou aquele detalhe. Essa relação de cumplicidade com o narrador em muitos momentos nos colocam em uma posição privilegiada. Sabemos mais do que os personagens, observamos suas angústias e dúvidas como se fossemos deuses. Mas nem toda a narrativa é construída dessa forma.
Além do narrador onipotente, uma história pode ser contada pelo personagem principal, ou pelo personagem secundário, ou ainda por múltiplos pontos de vista intercalados que se cruzam. Quanto mais complexa é a trama, mais se faz necessário explicar, de tempos em tempos, o que está acontecendo. E se o narrador não fala com você diretamente ele vai ter que usar alguém pra fazer isso.
Mais que uma técnica narrativa, o personagem orelha é um clichê das histórias em quadrinhos de super heróis. Quando bem usada é quase imperceptível, mas quando o roteiro é mal conduzido e o momento “orelha” passa a ser a única saída para a história, só nos resta ironizar como nessa excelente cena do Porta dos Fundos:
Dando aquela olhada rápida pela internet para me atualizar nas novidades do mercado editorial de quadrinhos de super-heróis eis que me deparo com o mais novo evento do Universo Marvel (sendo que A Era de Ultron mal começou aqui): Orginal Sin ou, na mais óbvia tradução (mas a Panini sempre se supera nisso), Pecado Original. Continue lendo →
Talvez seja uma falha de percepção minha (não sou exatamente o sujeito antenado que meus amigos acham que sou), mas não me parece haver uma produção significativa (em termos de qualidade, mas também de quantidade) sobre a ditadura militar nos quadrinhos brasileiros após a redemocratização. Situação, no mínimo, curiosa, uma vez que os temas históricos sempre corresponderam a grande parte dos títulos nacionais. Essa ausência se torna ainda mais estranha se nos lembrarmos que o período ditatorial foi riquíssimo na produção de charges, tirinhas e tablóides, mesmo com toda a censura e perseguição política.
Não é que os bons chargistas tenham desaparecido. Num país como o nosso, eles têm material de sobra para trabalhar todos os dias, sem precisar recorrer a questões do passado — até porque a natureza da charge é mesmo retratar o agora. (Há momentos em que os temas são tantos que deve ser até difícil escolher). Também temos bons quadrinistas que trabalham com os mais variados temas, muitos deles bastante politizados. E fazem isso de maneira competente, sem cair numa narrativa enfadonha e que incentive o leitor a deixar o material de lado para ler qualquer outra coisa. Como se explica, então, essa ausência de publicações justamente no ano do cinqüentenário do golpe?