Orelha – 3° episódio da série Quadrinheiros explicam

O narrador de uma história dá o tom, define o ritmo, escolhe o momento certo de revelar esse ou aquele detalhe. Essa relação de cumplicidade com o narrador em muitos momentos nos colocam em uma posição privilegiada. Sabemos mais do que os personagens, observamos suas angústias e dúvidas como se fossemos deuses. Mas nem toda a narrativa é construída dessa forma.

Plasticman

Além do narrador onipotente, uma história pode ser contada pelo personagem principal, ou pelo personagem secundário, ou ainda por múltiplos pontos de vista intercalados que se cruzam. Quanto mais complexa é a trama, mais se faz necessário explicar, de tempos em tempos, o que está acontecendo. E se o narrador não fala com você diretamente ele vai ter que usar alguém pra fazer isso.

Mais que uma técnica narrativa, o personagem orelha é um clichê das histórias em quadrinhos de super heróis. Quando bem usada é quase imperceptível, mas quando o roteiro é mal conduzido e o momento “orelha” passa a ser a única saída para a história, só nos resta ironizar como nessa excelente cena do Porta dos Fundos:

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Sobre Picareta Psíquico

Uma ideia na cabeça e uma história em quadrinhos na mão.
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