PODER SEM LIMITES: Super-atletas e seus feitos milagrosos no universo dos mangás esportivos

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No Japão, histórias com temática esportiva representam uma fatia significativa das publicações regulares. Algumas se tornam fenômenos de mercado e ajudam a alavancar o interesse de crianças e adolescentes por modalidades menos populares nos clubes escolares. Por aqui, o efeito está muito longe de ser o mesmo. Além de pouco material estrangeiro ser traduzido, a produção nacional de quadrinhos sobre esportes é quase insignificante. E o pouco que existe não chega a empolgar o público leitor. Há exceções, claro, mas o leitor regular de quadrinhos no Brasil não parece mesmo ser do tipo que tem grande interesse em esportes. Então, quadrinhos sobre esportes atraem ainda menos interesse. E isso parece ser ainda mais verdadeiro quando se trata do mercado brasileiro de mangás.

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O efeito George Lucas

Há muito tempo atrás, numa galáxia muito, muito distante… OK!! Você sabe o resto. Foi um período de “guerra civil”, da primeira vitória da Aliança Rebelde, a chance de neutralizar a “Estrela da Morte”. Foi o início da jornada de Luke Skywalker para se tornar um Cavaleiro Jedi e mudar a história da galáxia.

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Assim como a teoria da relatividade, o avião, o computador ou a canjica de Itararé, Star Wars mudou o século XX. Mudou a forma que as pessoas veem os filmes e inspirou milhares de jovens e velhos pés cansados em todo o canto do globo. Entre todos, o efeito mais marginal de Star Wars foi a “Força” ter virado uma verdadeira religião. O mundo jamais seria o mesmo. Continue lendo

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Calvin e Haroldo – os filósofos de Bill Watterson

Já comparamos aqui quadrinhos e jazz, duas formas de arte que, mesmo sendo coletivas (piano/baixo/bateria – roteiro/arte/cor), são bastante artesanais e autorais. Mas mais do que histórias em quadrinhos, as tiras de jornal (comic strips) são criações solitárias, descartáveis e cercadas de limitações que ainda vivem atreladas a um meio agonizante que é a mídia impressa diária.

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Pensando quadrinhos: o que é um clássico?

Quando se fala que determinado quadrinho é clássico, o que se quer dizer com isso? Por exemplo, é muito comum ouvir dizer que Watchmen é um clássico, que O Cavaleiro das Trevas é um clássico etc. Mas o que se quer realmente dizer com isso? Continue lendo

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Só sei que foi assim: quadrinhos, cordel e Suassuna

Falar de Ariano Suassuna. Tá aí uma tarefa difícil de encarar. Como falar de um cara tão grande,grandioso e engrandecedor. Um cara que trouxe vida à seca. Um cara que deu cores pro sertão. Não foi o primeiro e acho que não será o último. Mas com certeza foi um dos que realizou tal ação com o maior bom humor. Se preocupou em contar para as ruas (e não apenas para os livros) as história e invencionices. Uma referência atemporal.

Queria que o “Pulo da Gaita” funcionasse a gente pudesse trazê-lo de volta. Tocar algumas notas e termos Ariano saltitando a nossa volta. Mas isso não será possível.

Sua menção aqui neste blog é em função da sua aproximação com uma das culturas mais bonitas do Brasil, mas por muitos relegada. O Cordel nada mais é do que um quadrinho, uma arte sequencial pendurada nos varais. Escreve-se um texto, uma poesia ou uma canção para que seja assim complementado por uma imagem. Assim como o quadrinho, o cordel é seu irmão mais simples. Não mais simples de inferior, mas mais simples de preocupações. Continue lendo

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É o fim dos quadrinhos nacionais? É CLARO QUE NÃO! [ATUALIZADO]

Nessa semana uma notícia estapafúrdia está se propagando entre os fãs de quadrinhos. A origem está na Resolução n.163 de 13 março de 2014 do Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), que dispõe sobre a abusividade do direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica à criança e ao adolescente. Rapidamente espalharam-se notícias afirmando que a resolução determinaria o fim dos quadrinhos nacionais, o fim dos quadrinhos, o fim dos desenhos infantis na televisão e demais previsões apocalípticas.

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Infelizmente nos tempos de googlelização as pessoas leem as três primeiras linhas de qualquer coisa e param por aí, já com a opinião a respeito formada. E se você chegou até aqui sua pergunta foi a mesma que a minha quando li tais opiniões: elas têm algum tipo de fundamento? Continue lendo

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PLANETARY: Virando o jogo (ou “Por quê a CBF deveria ler gibis”)

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AUTO_sonDerrotas são desagradáveis. Algumas são até fáceis de engolir, principalmente quando a esportividade é mais importante do que o placar. Outras são arrasadoras, destruidoras, nos forçam a escolher entre enfiar a cabeça num buraco, procurar quem possa levar a culpa ou admitir uma dura verdade sobre nossas limitações. Pensei em escrever isto logo após o famoso 7×1 do Mineirão. As circunstâncias (o rodízio de escritores do blog, na verdade) me deram o tempo que eu precisava para pensar melhor no tema. (Mas não fiz isso e, portanto, este é mais um post meia-boca que escrevo).

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25 regras para o bom pirata, um herói fora da lei

Alguns anos atrás, o mais jovem ramo da minha árvore genealógica (vulgo “Tampinha”) resolveu que era hora de ser fã de algum personagem da cultura popular. Ao lado de bichos peludos, locomotivas falantes ou peixes coloridos, foi hora de eleger um herói, dessa vez humano. Mas sabe-se lá por que, de todos os heróis aos que ele foi exposto, fantasiados ou não, do cinema ou não, brasileiros ou não, a escolha dele foi inusitada. Continue lendo

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Entre a ética e a ficção: A questão palestina, Death Note, Latuff e House of Cards!

Falar do Palestina do Joe Sacco é bem fácil. Mas reduzir o longo conflito entre Israel e Palestina a apenas um quadrinho seria o mais do mesmo que resume a apatia sob a qual a questão é tratada.

Apatia é o problema. Continue lendo

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Little Nemo – o meio é a mensagem

Algo que você deveria saber, Little Nemo in Slumberland (algo como O Pequeno Nemo na Terra do Sono) é a criação mais conhecida de Winsor McCay, o maior cartunista de todos os tempos. A importância dessa obra prima para os quadrinhos vai muito além de ser uma das primeiras histórias em quadrinhos de um mesmo personagem com publicação regular a fazer um grande sucesso. Não, se trata de muito mais. Seu maior mérito foi ter levado ao limite essa linguagem ainda no seu nascedouro. Continue lendo

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