O efeito George Lucas

Há muito tempo atrás, numa galáxia muito, muito distante… OK!! Você sabe o resto. Foi um período de “guerra civil”, da primeira vitória da Aliança Rebelde, a chance de neutralizar a “Estrela da Morte”. Foi o início da jornada de Luke Skywalker para se tornar um Cavaleiro Jedi e mudar a história da galáxia.

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Assim como a teoria da relatividade, o avião, o computador ou a canjica de Itararé, Star Wars mudou o século XX. Mudou a forma que as pessoas veem os filmes e inspirou milhares de jovens e velhos pés cansados em todo o canto do globo. Entre todos, o efeito mais marginal de Star Wars foi a “Força” ter virado uma verdadeira religião. O mundo jamais seria o mesmo.

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E por que? Porque um grupo de amadores, durangos e sem recursos, arriscou tudo. E de todos os picaretas, George Lucas foi o maior.

Por volta de 1970, George Lucas não era muito diferente da maioria dos garotos que saem de uma faculdade. Com um diploma de cinematografia pela University of Southern California, foi jogado num mercado disputado, repleto de mais fracassos do que histórias de sucesso. É de se perguntar se ele tinha boas notas na época…

Na faculdade, Lucas dirigiu o filme THX-1138, uma esquisita ficção científica, um projeto experimental, irregular e não-convencional que mostrava um pesadelo totalitário. Este rascunho de talento chamou a atenção do diretor Francis Ford Coppola, que tomou Lucas sob sua asa e ajudou a lançar o filme com o selo da Warner. Mas como qualquer coisa que escapa de um rótulo, o filme foi um fracasso. Convenhamos, ele jamais teve uma chance.

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“É o que o povo quer!”

A investida seguinte de Lucas foi American Grafitti, de 1973, um conto sobre jovens, relacionamentos e carros envenenados. Contando só com um elenco de pilantras (na época), o filme era uma espécie de biografia/apologia nostálgica à juventude do próprio Lucas. Não era muito diferente de qualquer garoto com uma coleção de gibis e uma câmera na mão. Ele filmou e falou daquilo que achava ter de melhor, as próprias memórias e hobbies.

Em 1977, depois do inesperado sucesso de Star Wars, Lucas foi alçado à condição de gênio do cinema.

Pense bem: ele reuniu alguns caras da publicidade (John Dykstra), um talentoso compositor (John Williams), um grande nome do cinema (Alec Guiness) e um coeso elenco de atores (Mark Hamill, Carrie Fisher e Harrison Ford). Episódio IV é emocionante, excitante, espantoso, até engraçado. Muito foi resultado do cacife de amigos como Steven Spielberg (na época famosão por conta de Tubarão), e Francis F. Copolla (no auge do Poderoso Chefão) junto à Fox, que investiu pesado na promoção do filme.

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Ali nasceu o problema… O sucesso de Star Wars ficou atrelado ao nome de Lucas, que sozinho se transformou numa marca e se cercou de pessoas e recursos que ampliaram aquela “aura” de originalidade e talento. Mas o que a marca escondia foram as limitações do próprio Lucas enquanto agente criativo.

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Com direito à própria Camelot, o  Rancho Skywalker

Episódios V e VI vieram e recriaram nossos mitos. O efeito colateral foi uma enxurrada de brinquedos, quadrinhos, livros, roupas de cama, roupas e tudo mais que era possível ser licenciado, ganhando a marca de Star Wars. Lucas enriqueceu além de qualquer império galáctico. A Lucasfilms e a Lucasarts eram o coração desse império e a renda gerada pelos licenciamentos eram o arroz com feijão de tudo.

Aí veio a nova trilogia, os episódios I (1999), II (2002) e III (2005) e todos nós, leais seguidores de um conto infantil, descobrimos a dura verdade: Lucas jamais entendeu Star Wars. Pelo menos, ele nunca entendeu o que fazia tantas plateias do mundo se inebriar com Star Wars. Ou se ele sabia, tal como Darth Vader, ele se esqueceu do “verdadeiro eu”.

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Esse é o “efeito George Lucas”. O talento do jovem que ele foi um dia se perdeu no meio da instituição, ferramentas, pessoas e recursos que o nome (ou a marca) se tornou.

Mais ainda: essa parafernália sofisticada e complexa, a institucionalização da criatividade, ficou grande a tal ponto que sufocou o “desconforto” necessário para criar uma obra original.

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Ora, o que é uma obra de arte (ou qualquer trabalho) além da superação do próprio artista em expressar uma concepção pessoal? Os recursos e pessoas à disposição de George Lucas em 1999 eram tão ricos e fartos que ele simplesmente foi incapaz de escutar a própria capacidade artística. Incapaz de mover, com toda força criativa e experiência pessoal, as peças de um delicado tabuleiro, a produção de um filme.

(Aqui preferimos acreditar que ele foi sequestrado)

Evitando a tentação de julgar como bom ou ruim, o efeito George Lucas é um valioso ensinamento para qualquer um que todo santo dia comete os mais difíceis atos de perserverança e sacrifício (como dar bom dia no trabalho). O efeito George Lucas serve para lembrar: o excesso de conforto é um assassino de boas ideias.

Ou talvez apenas o bom artista é alguém continuamente apaixonado.

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Sobre Velho Quadrinheiro

Já viu, ouviu e leu muita coisa na vida. Mas não o suficiente. Sabe muito sobre pouca coisa. É disposto a mudar de idéia se o argumento for válido.
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16 respostas para O efeito George Lucas

  1. Fã da trilogia original (a qual não pude ver no cinema, pois só nasci no ano em que O Retorno de Jedi estreava nos cinemas), após assistir a nova trilogia, fiquei com aquela impressão de que titio Lucas, mais que um diretor de cinema, é um bom marqueteiro. Mas lendo o texto do Velho Quadrinheiro, fiquei na dúvida se lia sobre George Lucas ou sobre o próprio Darth Vader. Dois jovens e promissores talentos que inebriados com seu próprio poder acabam perdendo o foco, se desviando de seu caminho, vá lá, virtuoso. A Anakin coube uma redenção. Será que titio Lucas conseguirá a sua com a venda pra Disney e os novos filmes agendados?
    Excelente texto, como sempre, aliás.

    • Velho Quadrinheiro disse:

      Humberto,

      por pura falta de tempo eu não procurei mais, mas tenho certeza de ter visto o Lucas dizer que Star Wars era uma espécie de “resposta” ao pai dele, que queria o filho no ramo de negócios da família. Ele se projetou no Luke (indisfarçadamente) para contar uma história de sucesso infalível. Não vamos esquecer, ele foi aluno do Joseph Campbell, que não é um autor mais genial do que qualquer outro, ele apenas descreveu de forma bem acessível uma “fórmula” do mito. Lucas foi um aluno atento.

      Pra ser franco, do meu ponto de vista mais “adulto”, eu acho que os Episódios I, II e III, embora tenham elementos interessantes (Qui-Gon e Obi-Wan, por exemplo) são desnecessários.

      Havia um charme em saber que a trilogia original se passava após misteriosos e épicos eventos. Eu li uma vez no livro do Ernst Cassirer (O Mito do Estado) isso ser chamado de “Arché” (da mesma raiz de ARChive, ARQuivo, ARQui-inimigo), algo velho, antigo, envolvido em mistérios, medos e esperanças, a ser respeitado, mas nunca visitado.

      http://books.google.com.br/books/about/mito_do_estado_O.html?id=VO4UZnW2PNIC&redir_esc=y

      É algo como você querer visitar o momento em que foi concebido na cama dos pais. Ok! Sabemos que aconteceu, graças a Deus, mas não precisamos de detalhes!

      É um privilégio tê-lo como leitor, como sempre. =]

      • Koppe disse:

        algo velho, antigo, envolvido em mistérios, medos e esperanças, a ser respeitado, mas nunca visitado.

        Um dos melhores exemplos disso que conheço talvez seja Antes de Watchmen. Conheço pessoas que sequer se deram ao trabalho de ler pra criticar ou mesmo criticar sem ler… acharam tão desnecessário que simplesmente ignoraram, como algo totalmente insignificante.

        Confesso que ainda não vi os 3 filmes mais recentes de SW por falta de tempo, mas depois desse texto tenho menos vontade ainda de ver. Fiquei com a impressão de que não tô perdendo muita coisa.

  2. Hype disse:

    Ótimo texto!
    Acho espantoso o fato que a pessoa que escreveu o roteiro dos filmes originais, é a mesma que fez os prequels. Como pode alguém ser tão desleixado ao ponto de não rever os 3 filmes e tomar cuidado para que os prequels seja coerente? Como ele pode ter deixado tanto furo besta? Por isso gosto de imaginar a trilogia original e a nova como duas realidades distintas, sem nenhuma relação uma com a outra. Espero que J J Abrams renove Star Wars e me faça sentir com os novos filmes o que senti com os antigos quando criança. Gostei bastante do trabalho dele em Stark Trek. Apesar de alguns defeitos, achei que ficou melhor que os filmes originais(polêmica!),rs

    • Velho Quadrinheiro disse:

      Hype,

      se lembro bem o roteiro geral dos seis filmes (I,II, III, IV, V, VI) foram rascunhados lá atrás na década de 70. Nas antigas edições brasileiras da Wizard ou Sci-FI eu lembro de ter lido trechos desse roteiro original e era tudo bem maluco, o foco da história sendo no Mace Windu e coisas assim.

      Não sei se foram “furos” que aconteceram nos filmes recentes, mas sim a vontade do Lucas em corrigir coisas que o deixaram insatisfeitos da primeira vez. Ou as visões de mundo dele apenas mudaram e ele inseriu isso nos novos filmes.

      Concordo totalmente com você sobre o JJ Abrams. Acho que ele é um aluno atento da fina arte do blockbuster. Mais ainda, ele sabe a importância do “mistério” numa história. Veja o que ele falou numa palestra pro TED.


      Abs!

  3. Velho Quadrinheiro disse:

    Koppe,

    nós lemos!! hehe

    https://quadrinheiros.wordpress.com/2014/02/06/quotista017/
    https://quadrinheiros.wordpress.com/2012/06/18/before-watchmen-um-teste-de-vaidade-para-alan-moore/

    Claro que o fã mais leal se sente incomodado de ver um “ídolo”, como Watchmen, Star Wars, ou Indiana Jones, ser tocado ou ameaçado. Isso é o chamado tabú, que o Freud descreveu tão bem (há os grandes ídolos intocáveis, as leis, a Igreja, o Estado, a família, e qualquer coisa que examine a raiz disso gera fúria desmedida).

    http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras/upload/e_livros/clle000164.pdf

    Mas em se tratando de quadrinhos ou filmes, eu consigo entender perfeitamente o ponto de vista da editora ou produtores. Eles vivem disso, é a fonte de renda e de sobrevivência deles, não acho que agem de má fé ao revisitar clássicos. Mais ainda se considerar que certas “marcas” são receitas de sucesso garantido, no mínimo pela curiosidade do fã. Como um diretor responsável pelo salário de dezenas de empregados eu acho que faria a mesma coisa…

    Mas acho que ao mesmo tempo eu apostaria na criatividade de um novo trabalho ao invés de tentar copiar o original.

  4. John Constantyne disse:

    Excelente matéria. Pura verdade. A mesma ganância, que leva a abandonar a qualidade em prol do lucro rápido, que afundou toda a indústria de quadrinhos por mais de 10 anos no mundo ocidental na década de 90. Só se recuperando graças ao cinema, a partir de 2003, quando passou a ser também sua maior colaboradora.

    • Velho Quadrinheiro disse:

      Constantyne (há! personagem favorito! =D ),

      O que eu julgo como “ruim” (melhor, péssimo, em se tratando de episódios I, II e III) é resultado do meu universo de expectativas e idade. Vai saber, deve ter muito garoto por aí que considera os três filmes geniais por razões que não conheço. O mesmo vale pros quadrinhos.

      Não sei se a indústria de quadrinhos afundou, afinal ela ainda existe. Mas ela passou por uma “adolescência”, uma adaptação meio dolorosa nos anos 90.

      Você já leu o Superdeuses, livro do Grant Morrison? Ele viaja bastante, mas tem o mérito de ver BOAS características naquilo que temos a tendência de considerar um lixão.

      http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/4088718/superdeuses/?PAC_ID=26353

      • John Constantyne disse:

        Boa dica. Lerei. Agora, o naufrágio da industria de HQ nos anos 90 não é uma opinião minha apenas é um indicativo sério dado por índices de vendas e de falências. E o fato de estar aí de volta com força não nega que isso aconteceu. Na industria do entretenimento essa é a regra. Tudo é cíclico. (Até o que não é bom. rs). Quanto a opinião de garotos, elas têm uma validade relativa e curta, Basta que continuem lendo e vendo mais filmes para que cresçam e tenham o oportunidade de perceber como foram enganados, para mudarem.

  5. André Luiz disse:

    Concordo com o leitor acima que faz esta separação temática entre a clássica e a nova trilogia Star Wars. Prefiro mais a trilogia clássica pelo seu efeito de resgate de uma mitologia, pela jornada do herói em si, que, se toma um ou outro clichê para preencher a história é porque cada elemento tem sua função na narrativa. Já quanto a nova trilogia (coloquemos assim até que sejam lançados os próximos filmes), há uma retomada de um universo já conhecido e uma série de sabotagens, a começar pela trajetória de Anakin Skywalker (inicia-se sua história já sabendo seu trágico final e os motivos que levaram à derrocada dele não são consistentes o suficiente) e seus intérpretes insuficientes e patéticos: para um fã é difícil olhar para Jake Lloyd e Hayden Christensen e pensar que ali estão as sementes de um dos maiores vilões do cinema moderno. Na época, em 1999, senti que um dos erros de George Lucas foi matar o melhor personagem do episódio I, o mestre Jedi Qui-Gonn Jin, afinal é o personagem dele que faz a roda dos acontecimentos mover. Ele é mestre de Obi-Wan, encontra o jovem Anakin em Tatooine, convence o Conselho Jedi a trazer Anakin para a ordem (e, por conseguinte, nos apresenta ao Conselho Jedi presidido por Yoda), mas encontra seu fim de forma prematura. Hoje percebo que esta era sua função, porém com tamanha importância que foi dada ao personagem no filme, é de se imaginar o porquê não ter reverberado pelos demais filmes (Bobba Fett teve um papel menor e continua a ser reverenciado por uma ampla gama de fãs). Minha fé em Star Wars se arrefeceu um pouco ao final do episódio III, contudo espero ser surpreendido com o novo filme de J.J. Abrahms, assim como todo bom fã de Star Wars.

    P.S.: Você mencionou uma revista de ficção científica: seu nome era Sci-Fi News, boa publicação que apresentava o mundo sci-fi nos cinemas, na TV, nos livros e nos quadrinhos e que hoje é uma revista eletrônica. Foi nesta revista que li que originalmente, a saga de Luke deveria ser dividida em nove partes, sendo que o Imperador Palpatine iria aparecer apenas no último filme.

    P.P.S.: Pode não ser nada mais do que um pensamento out-of-the-box, mas com o reboot (ou nova linha temporal, como queira) de Star Trek privilegiando mais a ação e a construção dramática de personagens no sentido de conferir uma espécie de arquétipo às figuras centrais e a ampliação do universo de Star Wars a partir dos futuros filmes e desenhos, tais como Star Wars: Clone Wars e Rebels (que permanecem como parte do cânone da saga), é possível dizer que Star Trek sofreu uma “starwarstização”, enquanto que sua “rival espacial” sofreu uma “startrektização”?

    • Velho Quadrinheiro disse:

      André,

      você tem toda razão!

      Acho que Qui Gon Jinn foi um dispositivo de roteiro que fazia os personagens a se moverem na história. A função dele, assim, seria equivalente às mortes do Tio Ben, ou Jor-El, ou Jonhnatan Kent, ou do próprio Obi-Wan no episódio IV, que entregam a própria vida instilando sentido e motivação aos seus filhos (sejam eles filhos adotivos ou não). Exemplos mais recentes são o Agente Coulson no filme dos Vingadores e o Nick Fury no último filme do Capitão América – Soldado invernal (que aliás inverte o jogo desse dispositivo e tornou Steve Rogers um herói finalmente adulto! Genial!).

      Troféu cata-piolho pra vc! Sci-Fi News! Baita duma revista legal! Melhor do mercado na época!

      Sobre Star Trek, não só podemos considerar que JJ Abrams “starwarizou” Trek, ele falou isso com todas as letras. Jim Kirk virou um “predestinado”, tal como Luke. Eu lembro de Abrams dar várias entrevistas dizendo isso, mas como o nome dele agora é mais associado a Star Wars do que Star Trek é difícil encontrar essas entrevistas.

      Achei uma menção, copio abaixo:

      http://www.digitalspy.co.uk/movies/news/a470299/jj-abramss-star-trek-designed-to-be-like-star-wars-says-producer.html#~oMJsG7bETiHGB7

  6. Velho Quadrinheiro disse:

    Constantyne,

    não consigo replicar lá em cima, mas olha:

    http://www.comichron.com/titlespotlights/amazingspiderman.html

    Saga do Clone, que por exemplo é classificada como uma atrocidade nos quadrinhos, alavancou alguns dos melhores anos de vendas no mercado de quadrinhos, entre fim de 1993 e 1996 (a coluna à esqueda indicando de ano a ano).

    Foi em 95 que o Jim Lee explodiu as vendas de quadrinhos com 8 milhões de cópias vendidas de X-Men. Foi a década que gerou O Reino do Amanhã e Marvels. Foi o contexto que provocou o surgimento da Image e tudo mais.

    O mercado de quadrinhos me parece semelhante à aviação civil. Na década de 90 a inundação de oferta no mercado diluiu a qualidade/densidade de alguns produtos, mas de modo algum levou a um naufrágio. Justamente o contrário! Isso tem prós e contras, mas as vendas aumentaram na década de 90. E no meio de tudo surgiram algumas jóias raríssimas que merecem todo carinho na minha estante! XD

  7. Ótimo texto que escancara a verdade: A Trilogia Clássica é anos luz melhor que a Trilogia dos anos 2000 (e falo da clássica sem nenhum “defeito especial 3d”, falo da clássicona mesmo). É uma pena… tirando o JarJarxBinx que eu sinto um ódio profundo e simplesmente não entendo o porquê dele existir!!

    Agora é esperar a nova franquia by Disney… promete viu.

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