Esses dias fui na banca para ver se tinha chegado. E finalmente chegou!
Depois de um ano de espera, os Novos 52 chegaram ao Brasil editados pela Panini. Liga da Justiça e Lanterna Verde são as duas primeiras (pelo menos das que eu vi). Continue
Esses dias fui na banca para ver se tinha chegado. E finalmente chegou!
Depois de um ano de espera, os Novos 52 chegaram ao Brasil editados pela Panini. Liga da Justiça e Lanterna Verde são as duas primeiras (pelo menos das que eu vi). Continue
Para muitos leitores de quadrinhos (e a maioria dos leigos) o Superman é a representação máxima do estilo norte-americano, um dos mais altos símbolos do capitalismo e de tudo que vem atrelado com isso, mais até que o próprio Capitão América.
Nos clássicos filmes de Richard Donner, onde o herói foi encarnado pelo eterno Superman, Christopher Reeve, a frase é emblemática: ele luta pela verdade, justiça e o estilo de vida americano. E não se enganem: estilo americano é o Estado garantir a liberdade de consumir aquilo que é imposto pelo mercado. Em resumo, Superman é um personagem integrado à ordem liberal.
Antes de dezembro de 1988, quadrinhos não eram, em nenhuma ou qualquer acepção do termo, arte.
Pelo menos, na opinião daquele sujeito que via quadrinhos no sentido mais superficial e preconceituoso possível.
E é ele, aquela capivara ignorante, que interessa no fim das contas pois é a visão do ignorante que define tudo ao que ele se opõe.
Aí veio o Sandman.
© Carlos Ruas
Primeiro congratulações a Panini, que vai publicar todo o material dessa reformulação. A aposta é alta, mas mostra respeito pelo conceito inteiro da proposta e isso é admirável. Segundo meu respeito ao Grant Morrison, o idealizador do projeto, que tentou emplacar uma crise final, e foi barrado pelos editores, mas deu a volta, repensou o projeto e se saiu com essa. O Nerdbully ja detalhou isso aqui.
Antes de toda essa mudança, o pensador por trás de tudo publicou um livro chamado SUPERGODS. O que seria uma autobiografia se transformou num panorama da trajetória da DC Comics e do mercado de quadrinhos, passando pela análise da cronologia dos principais heróis da editora e pela visão particular de Morrison sobre a linguagem dos quadrinhos e suas implicações metafísicas.
“[…] As histórias em quadrinhos abalavam a lógica do a+b+c+d e certamente encorajavam um pensamento diferente daquele preconizado pelos professores ou exigido em disciplinas como História.”
Esse trecho foi retirado de um texto do pesquisador Edward Said, escrito em Homenagem a Joe Sacco. Com essas palavras acima, fiquei pensando numa questão importante: Para que servem os quadrinhos?
Salve a todos!
Como estamos animados com o projeto e publicando a todo vapor, vou postar quando já tem um post mesmo. Não acho que fará mal!
O Picareta Pisíquico me emprestou há algum tempo o encadernado da “Fell” dizendo: “É animal! Você vai curtir muito!”. Botei fé, afinal sou apenas o sidekick nesse fuzuê todo gosto muito de histórias de detetive, mas como tenho compromissos acadêmicos inadiáveis (leia-se TCC que prometo publicar algumas partes aqui em breve…) fui deixando para mais tarde.
Diz a lenda que quando a saga Crise Final (2008-2009) foi lançada o objetivo de seu autor, Grant Morrison, era rebootar o universo DC. Estava em seus planos também fazer a Tríade da DC (Superman, Batman e Mulher-Maravilha) ascender e se tornarem deuses.
Três indícios comprovam essa hipótese: