A importância do formato: de Alan Moore à Shakespeare

Os painéis de 6 ou 9 quadros dão ritmo a Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons, e  são uma referencia ao formato clássico dos quadrinhos de super heróis (by the way, discutimos o que seria um clássico aqui). Mas muito mais que isso: têm uma relação direta com formas de linguagem erudita, assim como como os sonetos de Shakespeare. Continue lendo →

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Por que a Marvel vende mais que a DC? Convergence e o “fim de tudo” [ATUALIZADO]

Quando nos primórdios da Marvel Comics o gênio (ou picareta, você decide) Stan Lee trouxe para os quadrinhos a noção de continuidade tudo mudou! Antes, quadrinhos podiam ser lidos em qualquer ordem e o que acontecia em uma edição não impactava na outra, ou impactava muito pouco. Com Stan Lee como editor a ordem era que tudo na Marvel repercutisse: de uma edição para outra do mesmo herói e em outros títulos, tendência logo devidamente incorporada na DC.

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Guerra dos Roteiristas E07 – Mark Millar X Peter David

Neste episódio o virtuose inconstante e o operário padrão:

Mark Millar e Peter David

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8 quadrinhos que podem te fazer companhia durante a depressão (ou te deixar ainda pior)

Como disse o Drummond,

“[…]

e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
”

Convenhamos, as coisas não estão sempre como gostaríamos. A vida, tal como a rapadura, não é mole não. Longe disso. O time perde. O trânsito para. O pneu fura. A chuva não vem. O trabalho é sacal. O chefe ignora. O salário atrasa. A barriga aumenta. O peito cai. O cabelo cai. O curso é horrível. O namoro termina. A conta chega. A tese não sai. O colesterol sobe. O gato adoece. O bebê chora. A banda separa. As férias acabam. A sogra chega na sexta.

Quando o “bom dia” vira “vai tomar no c..” e a vida se torna uma contramão do comercial de margarina, não há por onde  fugir: você está em depressão.

Não, isso não tem nada de divertido. Sim, em casos extremos ela pode matar. Mas depressão, sabemos deste lado do balcão, fica pior com solidão. Tal qual melancolia, luto e cachaça, depressão exige companhia. Mas para surpresa do incauto e sorte do fígado, nem sempre a solução está na bandeja do garçom.

Sim, os quadrinhos podem ajudar! Diferente do que sua namorada(o) pensa, quadrinhos versam, inclusive, sobre aqueles campos mais incômodos do espectro emocional, qual seja, aquela nulidade letárgica que preenche a vida nos intervalos dos sucessos (not).

Se, por alguma razão, você sente que a vaca foi para o brejo para nunca mais voltar, sugerimos algumas obras que, se não te tirarem daquele fim da picada, vão te lembrar que você não é o primeiro a se sentir assim nem será o último a se encontrar nessa situação.

O critério usado foi o escalonar entre os quadrinhos deprimentes mais amenos até as representações mais viscerais de pessimismo. Respira fundo, escute um blues, engula sua fluoxetina e se entregue a essa importante experiência humana com: Continue lendo →

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A INVASÃO JAPONESA NA TV BRASILEIRA EM 10 VÍDEOS NADA ALEATÓRIOS

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Volta-e-meia meus colegas quadrinheiros me cobram: eu deveria escrever mais sobre temas orientais, afinal, de quê adianta ter um cara no grupo para dar diversidade étnica se ele escreve sobre os mesmos assuntos que os outros? Então, para cumprir meu papel e ter um pouco de sossego (e também porque eu estava totalmente sem idéias), aqui vai uma pequena seleção de vídeos que iniciaram meu relacionamento com o entretenimento japonês.

Obs.: Não cresci na colônia, a TV chegou muito tarde em casa e passei boa parte da vida no interior. Então, vi pouco dos chamados clássicos quando eles passaram pela primeira vez. Mas também é claro que vi muitas outras coisas que não estão aqui. Escolhi as que ocupam um espaço mais significativo nas minhas lembranças. Você é livre para achar minha lista ruim, claro, mas a memória é minha e o post também. Se você quiser fazer sua própria lista, temos os comentários. Se você quer realmente compartilhar sua lista com (nossa pequena parte do) mundo, sempre há vagas para Redshirts. Continue lendo →

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Guerra dos Roteiristas E06 – Alan Moore X Neil Gaiman

Neste episódio gênio versus gênio:
Alan Moore e Neil Gaiman

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Filmes feitos por fãs – em 7 + 2 vídeos nada aleatórios

Fãs são pessoas interessantes. Podem apenas gostar muito de alguma coisa ou se comportar de maneira obsessiva em relação ao seu objeto de adoração.

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Vejam abaixo 7 exemplos do que há de melhor nessa devoção patológica que faz com que marmanjos gastem tempo e dinheiro para homenagear desenhos coloridos e histórias descartáveis (não, pera….): Continue lendo →

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Guerra dos Roteiristas E05 – Brian K. Vaughan X Garth Ennis

Neste episódio o bom moço e o desajustado:
Brian K. Vaughan e Garth Ennis

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Pensando quadrinhos: Mark Waid e o poder da narrativa

É célebre a frase de Burroughs em que ele proclama que a linguagem é um vírus. Essa ideia tem várias interpretações possíveis, mas a única que vou utilizar aqui é a de que um  vírus se reproduz parasitando outros seres vivos.

É como se fosse algo estranho a nós e apenas em nós encontrasse o local propício para se desenvolver plenamente. Pronto. Burroughs deixa de ser útil aqui. Gostaria de modificar um pouco sua ideia inicial. Continue lendo →

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Quadrinhos: como tudo começou?

Como os quadrinhos foram possíveis? Mais especificamente falando os quadrinhos de super-heróis.

Tal como Jon Snow, as histórias em quadrinhos com heróis – super-heróis – são uma coisa que não deveriam ter nascido. Do ponto de vista textual eles habitam, ao menos, duas dimensões contraditórias: o mito e o folhetim.

“You know nothing, Jon Snow.”

Mas, apesar de bastardo, não quer dizer que não seja possível explicar. Se você for atento, se você der uma chance, há uma genealogia morfológica. Ou uma morfologia genealógica. Um mapeamento filológico. Uma investida semiótica. Um eixo interpretativo. Uma coluna de explicação. Uma perspectiva de significado. Uma base cognitiva. Enfim, uma forma de entender a birosca toda. Tenho dois eixos para essa possível explicação: o folhetim e o mito. Continue lendo →

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