JULIA KENDALL ALÉM DO GIBI: Solucionando vidas reais

juliaA influência das histórias-em-quadrinhos na vida dos leitores pode ir muito além de algumas horas de diversão. Você pode encontrar pistas para resolver o grande quebra-cabeças da sua existência, ser introduzido a novas possibilidades de leitura-de-mundo ou, ainda, encontrar respostas para questões mais mundanas.

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Top 10 + 1: Marcos na História do Superman

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Fizemos esse post nos preparativos para o Quadrinheiros Explicam Superman, que rolou no dia 19 de março na Martins Fontes da Paulista e foi mais um sucesso! Confira as fotos aqui.

Aqui estão os 10 + 1 marcos na História do Superman!

 

 

 

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Guerra dos Roteiristas E18 – Karen Berger X Julius Schwartz (editores)

Neste episódio dois editores de peso:

Karen Berger e Julius Schwartz

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Sete momentos em que Leonard Nimoy nos ensinou a ser mais humanos

spockL_468x658Perdemos Leonard Nimoy, intérprete/criador não só de um personagem mas de um verdadeiro arquétipo, o Sr. Spock. O racional Vulcano foi inspiração para milhares de jovens e adultos espalhados pelo mundo ao longo de décadas.

Tivesse silenciado da fama e desaparecido sem alarde anos atrás, Nimoy não receberia honras menores depois de sua morte. Mas poucos dias antes de falecer, o ator ainda postou uma mensagem no twitter que só reafirmou o porquê dele exercer, com toda razão, tamanho carinho, respeito e veneração entre fãs.

Aqui estão sete momentos perfeitos em que Nimoy nos ensinou a sermos mais humanos.

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Cinema, quadrinhos e violência: o sintoma Sniper Americano

TA3A5741.DNGNegar é ingênuo. Do nascimento até a morte, agressividade e violência são marcas humanas, tanto quanto a criatividade, a esperança e a solidariedade.

A contenção da violência arbitrária e irrestrita é uma base da civilização. Mas o que fazer com aqueles impulsos menos nobres que espreitam o coração dos homens?

Simples. Eles viram filmes como Sniper Americano. E ele não está sozinho.

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PÁTRIA ARMADA: A guerra dos heróis (?) brasileiros

patriaarmadacapaSuper-heróis e guerras são uma combinação mais que tradicional em quadrinhos. No Brasil, a produção dos dois gêneros sempre foi bastante capenga. Pátria Amada é um esforço sério de mudança.
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Guerra dos Roteiristas E17 – John Byrne X Frank Miller

Neste episódio dois ícones dos anos 1980:

John Byrne e Frank Miller

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Quadrinheiros Explicam: Superman – do mito à história na Martins Fontes Paulista

supermanDepois do sucesso do Quadrinheiros Explicam: Batman – o herói de mil faces e do curso Quadrinhos na História agora teremos Quadrinheiros Explicam: Superman – do mito à história!

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Quadrinheiros analisam: Homem-Aranha no Marvel Studios! Próxima parada? X-Men!

Marvel-Captain-America-Iron-Man-Embrace-Spider-ManNa segunda feira, dia 9/2, foi divulgado pela Marvel que o Homem-Aranha, cujos direitos para cinema estão em poder da Sony Pictures, integrará o universo do Marvel Studios, ao lado dos Vingadores. Mais ainda, que o cabeça de teia fará já sua primeira aparição em Captain America: Civil War a ser lançado em 6 de maio de 2016.

Se você, como todo nerd, ficou bêbado de alegria com a notícia, esqueceu que havia amanhã, e já contou quantos dias faltam pra entrar na fila do cinema, puxe já o freio de mão.

Pense bem: por que isso aconteceu? Por que agora? Qual o significado disso tudo?

Como nenhum outro blog consegue fazer, Quadrinheiros esclarecem.

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Os três pais de Barry Allen, o Flash sem destino

90s-flash-vs-10s-flashFaz parte da Jornada Heróica o encontro e assassinato simbólico do pai. Matar o pai é, metaforicamente, encontrar o próprio destino. Mas o que acontece quando temos um herói incapaz de fazer isso?

A busca pelo pai é um tema arquetípico que se repete em diversas mitologias. O encontro do pai é o encontro com o próprio caráter e o caráter é o destino do herói. Portanto, quando o herói procura pelo pai, simbolicamente está procurando pelo próprio destino. Isso não sou eu quem digo e sim Joseph Campbell, um dos maiores estudiosos de mitologia que já existiu. Já falamos muito dele aqui nesse blog.

E não só Campbell. É o próprio Freud quem diz que “o destino, em última instância, não passa de uma projeção tardia do pai”. Portanto esses dois grandes pensadores estão de acordo com a importância do pai para a construção de quem somos.

Não é simplesmente a procura e o encontro. Seguindo com Freud e o Complexo de Édipo, a mãe é o primeiro objeto de amor de todos os homens e o pai está lá como o grande obstáculo desse desejo. Quando introjetamos essa primeira regra, a de que não podemos ter nosso primeiro objeto de desejo, estamos também introjetando a primeira regra cultural: a proibição do incesto. Portanto, o pai simboliza também a primeira regra, a primeira sujeição do indivíduo à coletividade, à cultura. A primeira submissão.

"Édipo em Colono", de Jean-Antoine-Théodore Giroust

“Édipo em Colono”, de Jean-Antoine-Théodore Giroust

Matar o pai – simbolicamente, é claro – é o momento em que superamos essas imposições sociais, momento de afirmação de quem somos como indivíduos. Mas claro que mesmo essa morte simbólica acarreta alguma culpa e essa culpa será um lugar de referência, a própria condição da cultura.

Então o ponto principal é: a procura pelo pai faz parte da jornada heróica e arquetípica. Ao encontrar seu pai, você também deve matá-lo para encontrar seu próprio caminho. É o que Luke Skywalker faz ao entrar na caverna em seu treinamento com Yoda: ele encontra Darth Vader e o mata. Mas o terror de sua epifania na caverna é o risco de tornar-se como seu pai, ou seja, não encontrar o próprio caminho.

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O que nos leva diretamente ao novo seriado do Flash. Não vou comparar o Barry Allen do atual seriado ao dos quadrinhos, até porque depois de seu retorno nas mãos de Geoff Johns e, mais recentemente, com os Novos 52, eu nem sei mais ao certo quem é o Barry Allen “dos quadrinhos”. Mas vou comparar com o Barry Allen do antigo seriado dos anos 90, esse inspirado no saudoso Barry Allen dos quadrinhos que morreu na Crise nas Infinitas Terras.

O Flash do seriado dos anos 90 era um homem já na casa dos seus 30 anos. Ele havia decidido fazer parte do que era chamado no seriado de “polícia científica”, era um “cientista forense” , que hoje nós conhecemos – graças ao seriado – como CSI (Criminal Scene Investigation). Barry Allen se ressentia pelo pai não o considerar um policial “de verdade”, como seu irmão. Barry já encontrou seu próprio destino, já matou seu pai ao decidir ser um cientista forense, e pôde ser um herói – a necessidade da aprovação do pai faz parte daquela culpa de matá-lo simbolicamente, o que não invalida o triunfo de encontrar seu próprio destino.

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O Barry Allen do atual seriado é um garoto. Uma criança mesmo. Perdido no meio de três pais: seu pai verdadeiro (que é interpretado por John Wesley Shipp, o Barry Allen do seriado dos anos 90), Joe West, seu pai de criação, e o Dr. Wells, seu mentor. Para quem acompanha o seriado: repare como Barry Allen é incapaz de tomar qualquer decisão sem a aprovação de um dos três.

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Ok, faz parte da Jornada do Herói esse encontro e a morte simbólica do pai e Barry ainda não completou a sua, mas já é um herói na série, tem seus super-poderes, mas toda e qualquer ação que toma tem que ser aprovada por seu pai, por Joe West ou pelo Dr. Wells.

O Flash atual é a melhor metáfora para essa nova geração que entra precocemente na adolescência e retarda ao máximo a entrada no mundo adulto: tem o bônus, os poderes, as liberdades do adulto, mas sem arcar com o ônus, ou seja, as responsabilidades – pois há sempre um pai por perto para dizer o que é preciso fazer e protegê-lo quando for necessário.

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