

Você escolheu ou foi empurrado?


Você escolheu ou foi empurrado?
“Dinheiro é um fenômeno mágico. Porque não há nada demais nele”, enunciou o mago barbudo que conta histórias. A ocasião era a queima de uma nota de 1 pound, um ritual macabro numa era de deuses de papel e altares de telas brilhantes.
Diz Alan Moore: […] se você pegasse todo o ouro do mundo, você faria um cubo cujos lados teriam a área de uma quadra de tênis de Wimbledon. Não há tanto ouro. Todo o dinheiro é uma idéia na qual todas as pessoas aceitam, e por causa disso, ele é real – não importando o fato de não haver nada ali.”
Encare uma nota, uma moeda. O que eles são? Uma série numerada. Desenhos de heróis, paisagens e símbolos pintados numa curta tela de madeira refinada mil vezes. Emblemas a serem vistos, compartilhados e venerados. O valor do dinheiro emana da fé na casa que o produz. Levam e trazem o alvo do desejo e necessidade, do vulgar e do solene, do sagrado e do profano. Fetiche ou divindade. Meio e fim. Continue lendo
Roteiristas! Quem são, como vivem, o que comem?
Nossa nova websérie é sobre os caras que manipulam, pressionam, enobrecem, humanizam e redimem nossos personagens favoritos:
Veja a seguinte premissa:
Um policial honesto em início de carreira lutando contra o crime e a corrupção policial em uma cidade decadente.
Te interessou? Provavelmente não. Mas e se eu te dissesse que a cidade é Gotham? E se eu te dissesse que esse policial é James Gordon? Provavelmente sua cabeça acaba de explodir, assim como a minha explodiu ao saber da série Gotham, que estreiou segunda-feira na Fox dos Estados Unidos com bons índices de audiência e boas críticas.
E na terça-feira aqui no Brasil já tinha gente reclamando da série. Bom, já disse uma vez que opinião é igual bunda: cada um tem a sua e dá quem quer. Vou dar a minha opinião aqui também, deixando bem claro que sou um fã da mitologia do Homem-Morcego, mas não incondicional. Continue lendo
Já falamos aqui para que serve um herói e porque alguém escolhe ser um. O simbolismo que os personagens das histórias em quadrinhos carregam pode se desdobrar em ações concretas como a do Hospital A. C. Camargo e a campanha da SUPER FÓRMULA (ver vídeo no final do post), ou dos lavadores de janelas de hospitais infantis de diversas partes do mundo que trabalham fantasiados para alimentar a imaginação e esperança dos pequenos pacientes.
Outro ação como vasta cobertura da mídia foi o flash mob que transformou a cidade de São Francisco em Gotham City numa iniciativa da organização Make-a-Wish para realizar o sonho de um garoto de 5 anos portador de leucemia desde o nascimento.
Mais do que o sonho do menino, o imaginário que os heróis dos quadrinhos representam tem uma força cultural que não deve ser menosprezada. Como no caso do Projeto Social LIGA DA JUSTIÇA de Belo Horizonte. Continue lendo
Esqueça os quadrinhos! Esqueça os livros! Esqueça tudo aquilo que veio depois da 1ª série!
A única coisa que tirou você daquela ilha de fralda e ignorância chamada infância e que abriu as portas para um mundo maior foram elas, as aberturas de desenhos animados!
As 7 melhores para um Velho que já viu muita coisa (mas não o suficiente) foram essas! Continue lendo
Caro leitor incauto, saiba você que a década de 90 é famosa por ter produzido muitos dos piores quadrinhos desde o surgimento dessa fina linguagem. Alguns exemplos não deixam mentir. Youngblood (Liefield!!), Super-Homem morto (mas que volta cabiludo), Glory (plágio da Mulher Maravilha), Batman de armadura (Jean Paul Valley), Cyber Force (plágio de X-Men), Capitão América de armadura, Aranha Escarlate…
Os anos 90 foram um arquipélago de plágios, uma manada de bobagens, um cardume de fracassos, uma vara de deslizes, uma constelação de desacertos, uma farândola de equívocos, uma alcatéia de cagadas.
Contudo, no meio de tanto lixão, algumas jóias raras foram garimpadas! D’elas, uma das melhores histórias não celebradas pela memória dos especialistas em quadrinhos: Lanterna Verde – Crepúsculo Esmeralda!
Muitos amigos sabem que sou quadrinheiro, assim como sabem que tenho uma posição de “esquerda” (mesmo sendo complicado discutir o que é esquerda e direita, mas pense que eu acredito/estou nas lutas sociais de base). Somando essas duas coisas, sou regularmente presenteado com quadrinhos que apontam essa posição.
A última pérola que recebi foi “O Capital” em banda desenhada. Uma edição portuguesa de 1978, desenhada por Carlos Barradas, da editora Mil Dias, sob o selo “Na revolução”. É uma relíquia do período da Guerra Fria. Claramente com um intuito de doutrinação, as representações do capital e do capitalismo beiram o grotesco. Ou melhor, SÃO grotescas. Continue lendo
Ainda chamo o personagem de The Flash! Herança do seriado de TV dos anos 1990, mas sobre isso eu já falei aqui. Com a nova série derivada de Arrow chegando a TV dia 7 de outubro, vamos relembrar aleatoriamente esse personagem icônico da DC: Continue lendo