“Viva como um deles, Kal-El, para descobrir onde sua força e poder são necessários. Mas leve sempre no coração o orgulho de seu legado especial. Eles podem ser um grande povo, Kal-El, eles querem ser. Só precisam da luz para mostrar o caminho. Por esse motivo acima de tudo, pela capacidade que eles têm de fazer o bem, eu envio você… meu único filho.”
(Superman: o Filme)


Você escolheu ou foi empurrado?
Não é novidade que sou filho de pastor. Então, o conceito cristão (protestante) de salvação é algo mais que natural para mim. E, durante muito tempo, achei que fosse assim para todos. Até que alguém me perguntou por quê meu Deus não salva a todos. Afinal, se alguém tem o poder e a vontade de nos salvar e conhece nossa necessidade de salvação, por quê esperaria que pedíssemos? E por quê permitiria que alguém não fosse salvo?
Os teólogos certamente têm resposta para isso. Mais de uma, até. Nenhuma delas realmente resolve a questão sem que antes você faça algumas opções de fé, aceitando ou rejeitando premissas que não podem ser objetivamente demonstradas. Quanto a mim, que não sou teólogo (a não ser no sentido de Lutero, que dizia cada cristão deve ser livre para fazer sua própria teologia — mas ele mesmo não impediu que se condenasse muita gente por discordar dele), o mais próximo que cheguei não é propriamente uma resposta, mas uma tergiversação: talvez o mais correto não seja tentar entender por quê alguns são salvos, mas por quê não somos todos condenados.
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