PARODIAR: Um ato de amor pelas histórias (ou “O Quotista não sabe fazer trocadilhos”)

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A revista Clássicos do Cinema – Turma da Mônica já está no número 46, mas poucas vezes chamou tanta atenção quanto agora. E é muito fácil entender por quê: O Senhor dos Pincéis. Para não tirar a graça de quem ainda vai ler e não ter que ficar dando alerta de spoiler, só vou adiantar que (1) a arte está muito mais caprichada do que o normal, (2) os trocadilhos também são mais infames do que a média, (3) você vai se divertir com todos os easter eggs espalhados nas 45 páginas de história e (4) a espera pela continuação da história pode ser mais angustiante do que foi com os filmes, porque nem o roteirista, nem o editor, nem mesmo o Mauricio e muito menos a Panini (sobretudo a Panini) têm idéia de quando isso vai acontecer.

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Por que os quadrinhos negam a religião? O caso “A Era do Apocalipse”

pentecostes-iluminuraJá dissemos aqui, quadrinhos são um paradoxo dos nossos tempos. Eles combinam duas coisas que seriam incoerentes: o mito, que narra uma história fechada, e o folhetim seriado, uma narrativa de longa duração marcada por vários “falsos finais”.  O resultado é uma espécie de sagrado profano, algo entre a Bíblia e novela.

Os mitos são aquelas histórias recheadas de ensinamentos implícitos. Mostram os limites e as regras de funcionamento de uma sociedade ideal ou passada. Essa realidade é sempre utópica (utopia = o “não-lugar”). Os ensinamentos são mostrados por meio dos atos e exemplos dos heróis.

Não é raro, os narradores de mitos são imputados com o verniz do sacerdócio. Quem conta essas histórias viram apóstolos e profetas da “verdade”. As narrativas cristãs são o exemplo perfeito (subtrair ou humanizar a santidade de algum autor dos livros do Novo Testamento, por exemplo, é garantia de apedrejamento pelos populares). Continue lendo

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Guerra dos Roteiristas E08 – Chris Claremont X Denny O’Neil

Neste episódio dois anciões dos quadrinhos:

Chris Claremont e Denny O’Neil

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A importância do formato: de Alan Moore à Shakespeare

Os painéis de 6 ou 9 quadros dão ritmo a Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons, e  são uma referencia ao formato clássico dos quadrinhos de super heróis (by the way, discutimos o que seria um clássico aqui). Mas muito mais que isso: têm uma relação direta com formas de linguagem erudita, assim como como os sonetos de Shakespeare. Continue lendo

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Por que a Marvel vende mais que a DC? Convergence e o “fim de tudo” [ATUALIZADO]

Quando nos primórdios da Marvel Comics o gênio (ou picareta, você decide) Stan Lee trouxe para os quadrinhos a noção de continuidade tudo mudou! Antes, quadrinhos podiam ser lidos em qualquer ordem e o que acontecia em uma edição não impactava na outra, ou impactava muito pouco. Com Stan Lee como editor a ordem era que tudo na Marvel repercutisse: de uma edição para outra do mesmo herói e em outros títulos, tendência logo devidamente incorporada na DC.

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Guerra dos Roteiristas E07 – Mark Millar X Peter David

Neste episódio o virtuose inconstante e o operário padrão:

Mark Millar e Peter David

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8 quadrinhos que podem te fazer companhia durante a depressão (ou te deixar ainda pior)

Como disse o Drummond,

“[…]

e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

Convenhamos, as coisas não estão sempre como gostaríamos. A vida, tal como a rapadura, não é mole não. Longe disso. O time perde. O trânsito para. O pneu fura. A chuva não vem. O trabalho é sacal. O chefe ignora. O salário atrasa. A barriga aumenta. O peito cai. O cabelo cai. O curso é horrível. O namoro termina. A conta chega. A tese não sai. O colesterol sobe. O gato adoece. O bebê chora. A banda separa. As férias acabam. A sogra chega na sexta.

Quando o “bom dia” vira “vai tomar no c..” e a vida se torna uma contramão do comercial de margarina, não há por onde  fugir: você está em depressão.

Não, isso não tem nada de divertido. Sim, em casos extremos ela pode matar. Mas depressão, sabemos deste lado do balcão, fica pior com solidão. Tal qual melancolia, luto e cachaça, depressão exige companhia. Mas para surpresa do incauto e sorte do fígado, nem sempre a solução está na bandeja do garçom.

Sim, os quadrinhos podem ajudar! Diferente do que sua namorada(o) pensa, quadrinhos versam, inclusive, sobre aqueles campos mais incômodos do espectro emocional, qual seja, aquela nulidade letárgica que preenche a vida nos intervalos dos sucessos (not).

Se, por alguma razão, você sente que a vaca foi para o brejo para nunca mais voltar, sugerimos algumas obras que, se não te tirarem daquele fim da picada, vão te lembrar que você não é o primeiro a se sentir assim nem será o último a se encontrar nessa situação.

O critério usado foi o escalonar entre os quadrinhos deprimentes mais amenos até as representações mais viscerais de pessimismo. Respira fundo, escute um blues, engula sua fluoxetina e se entregue a essa importante experiência humana com: Continue lendo

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A INVASÃO JAPONESA NA TV BRASILEIRA EM 10 VÍDEOS NADA ALEATÓRIOS

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Volta-e-meia meus colegas quadrinheiros me cobram: eu deveria escrever mais sobre temas orientais, afinal, de quê adianta ter um cara no grupo para dar diversidade étnica se ele escreve sobre os mesmos assuntos que os outros? Então, para cumprir meu papel e ter um pouco de sossego (e também porque eu estava totalmente sem idéias), aqui vai uma pequena seleção de vídeos que iniciaram meu relacionamento com o entretenimento japonês.

Obs.: Não cresci na colônia, a TV chegou muito tarde em casa e passei boa parte da vida no interior. Então, vi pouco dos chamados clássicos quando eles passaram pela primeira vez. Mas também é claro que vi muitas outras coisas que não estão aqui. Escolhi as que ocupam um espaço mais significativo nas minhas lembranças. Você é livre para achar minha lista ruim, claro, mas a memória é minha e o post também. Se você quiser fazer sua própria lista, temos os comentários. Se você quer realmente compartilhar sua lista com (nossa pequena parte do) mundo, sempre há vagas para Redshirts. Continue lendo

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Guerra dos Roteiristas E06 – Alan Moore X Neil Gaiman

Neste episódio gênio versus gênio:
Alan Moore e Neil Gaiman

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Filmes feitos por fãs – em 7 + 2 vídeos nada aleatórios

Fãs são pessoas interessantes. Podem apenas gostar muito de alguma coisa ou se comportar de maneira obsessiva em relação ao seu objeto de adoração.

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Vejam abaixo 7 exemplos do que há de melhor nessa devoção patológica que faz com que marmanjos gastem tempo e dinheiro para homenagear desenhos coloridos e histórias descartáveis (não, pera….): Continue lendo

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