Opiniões inflamadas sobre temas cruciais. As histórias em quadrinhos dissecadas por quem só pensa nisso. Só quem é viciado entende…
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Uma possível leitura psicológica do estranho caso do Dr. Bruce Banner poderia ser:
“Uma agorafobia, consequência do descontrole da ansiedade que pode levar a crises de pânico e consequentes ataques de fúria descontrolada. As sensações de perseguição, de estar sendo manipulado consolidam um comportamento paranoico que distorce a realidade. Qualquer abordagem terapêutica pode levar o paciente a um quadro de estresse que resultará em descontrole e fúria. Recomenda-se extrema cautela.”
Mas essa análise psicológica não é tudo o que se pode tirar do personagem. Na sua criação conviviam abordagens internas e externas, existenciais e universais, ciência e religião. Continue lendo

Quando comecei a ler quadrinhos super-heróicos, conhecia só os mais populares, que em algum momento tinham virado desenho animado (ou desanimado, no caso daquela série da Marvel que era basicamente filmagem de HQ). Descobrir o Demolidor foi uma das coisas mais empolgantes da minha adolescência. Encontrar os formatinhos Demolidor Especial (ed. Abril, outubro/1988, junho/1990, agosto/1991) nas várias peregrinações aos sebos do Centro consolidou o Homem-Sem-Medo entre os meus favoritos, mais até do que os X-Men! — isso me fazia parecer um herege diante dos (poucos) amigos quadrinhófilos na época. Particularmente, por causa do primeiro volume da série, cresci acreditando que Frank Miller era um dos maiores roteiristas de todos os tempos — o que durou só até eu ler O Cavaleiro das Trevas 2 (há quem goste) e desabou de vez depois que o tempo e o amadurecimento (tá…) me fizeram entender o conteúdo político d’O Cavaleiro das Trevas (mas continuo achando uma boa história; é fascista, falacioso, descaracteriza o Morcegão, mas é uma boa história — #prontofalei).
Vindo de uma sólida formação cristã protestante, a aparência do Demolidor era uma coisa muito estranha pra mim. Eu já estava acostumado com heróis alienígenas, cibernéticos, mágicos, mutantes, etc, e até com heróis disformes ou não-humanóides. Mas o visual do Demolidor realmente me causava estranheza: como assim, um herói que se veste de diabo?! (E eu realmente acreditava que o Motoqueiro Fantasma fosse um vilão até ler pela primeira vez). Mas curti o Demolidor, assim como mais tarde me acostumei a Etrigan, Desafiador, Spawn, Hellboy e outros heróis demoníacos (se é que podemos chamar Etrigan de herói).
Sobre o Homem-Aranha e o 11 de Setembro.
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Opiniões inflamadas sobre temas cruciais. As histórias em quadrinhos dissecadas por quem só pensa nisso. Só quem é viciado entende…
Se você viu e gostou de Star Wars, Harry Potter ou qualquer outro filme de super-heróis você deve isso a um homem chamado Joseph Campbell. Ele foi um pensador que estudou diversos mitos em diversas culturas e descobriu que todos se parecem. Segundo ele, há uma estrutura semelhante em todos, poderíamos chamar de “universal”, o que batizou de “A Jornada do Herói”. Continue lendo
Ahoy!
Porque este blog é um espaço de diálogo, dialogando dialeticamente na dialógica dos diligentes culegas, mais um fantástico, místico e misterioso (ui!) capítulo da inútil celeuma sobre a Piada Mortal!
[era pra ser “Destruindo clássicos: Watchmen”, mas o tema precisa de mais cuidado do que o tempo que tenho aqui para escrever]
A questão é sobre o significado do fim daquele clássico, certo? Continue lendo
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Opiniões inflamadas sobre temas cruciais. As histórias em quadrinhos dissecadas por quem só pensa nisso. Só quem é viciado entende…
Ok, você já deve saber da polêmica. Mas caso não saiba é só clicar aqui.
Então… Grant Morrison está certo? Sim e não, na verdade.
Recentemente Grant Morrison falou ao podcast de Kevin Smith, Fatman on Batman. O episódio #44 trouxe à tona uma discussão que está fervilhando pelos sete mares da internet.
Afinal, o que acontece no final de “A Piada Mortal”? Morrison respondeu. E eu discordo. Continue lendo