Fim de mais uma série! Esperamos que tenham gostado!
Saber que as histórias seguem um padrão de construção não tira o impacto que elas são capazes de ter em nós. Esquemas e fórmulas são racionalizações baseadas em observação. As histórias contadas antes de se pensar em quais eram os elementos que constituíam essas narrativas já continham esses elementos. Observá-los, descrevê-los e emula-los faz parte da nossa capacidade de reconhecer padrões e simplificar. Mas as narrativas tem nuances sutis, impossíveis de serem esquematizadas (por mais que possam ser observadas e descritas).
Um ator muito ruim pode destruir uma narrativa, mesmo que ela siga a estrutura mais vendável possível. Um desenhista medíocre pode afundar um arco nos quadrinhos, assim como uma música pode salvar um filme. Nós seres humanos somos extremamente complexos e nenhuma simplificação poderá jamais satisfazer nossa sensibilidade, por isso histórias sempre serão escritas, cantadas, desenhadas e sonhadas.


Desenho e escrita são duas das mais geniais realizações da humanidade. Combinar as duas coisas foi ainda mais genial. O potencial de comunicação de um documento que combine imagens e escrita é muitas vezes superior ao de um que use apenas um desses meios (desde que as duas coisas sejam pelo menos razoavelmente executadas, é claro — Liefield sucks nas duas, por exemplo). Prova disso é que você não vai encontrar um livro infantil sem ilustrações e milhões, talvez bilhões, de crianças no mundo todo têm gibis como cartilhas de leitura. (Eu fui uma delas e é bem provável que você também tenha sido).








