Análise – 13° episódio da série Quadrinheiros explicam

Fim de mais uma série! Esperamos que tenham gostado!

Saber que as histórias seguem um padrão de construção não tira o impacto que elas são capazes de ter em nós. Esquemas e fórmulas são racionalizações baseadas em observação. As histórias contadas antes de se pensar em quais eram os elementos que constituíam essas narrativas já continham esses elementos. Observá-los, descrevê-los e emula-los faz parte da nossa capacidade de reconhecer padrões e simplificar. Mas as narrativas tem nuances sutis, impossíveis de serem esquematizadas (por mais que possam ser observadas e descritas).

Um ator muito ruim pode destruir uma narrativa, mesmo que ela siga a estrutura mais vendável possível. Um desenhista medíocre pode afundar um arco nos quadrinhos, assim como uma música pode salvar um filme. Nós seres humanos somos extremamente complexos e nenhuma simplificação poderá jamais satisfazer nossa sensibilidade, por isso histórias sempre serão escritas, cantadas, desenhadas e sonhadas.

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Pensando quadrinhos: referências e formação de público

De acordo com Robert McKee no livro Story:

Imagine, em um dia inteiro, as páginas de prosa viradas, peças encenadas, filmes exbidos, o fluxo interminável de comédia e drama televisivo, imprensa escrita e televisionada vinte e quatro horas, estórias de ninar contadas a crianças, conversas de bar, fofocas na internet, o apetite insaciável da humanidade por estórias. A estória não é apenas nossa mais prolífica forma de arte, mas também rivaliza com todas as atividades – trabalhar, brincar, comer, exercitar-se – por nossas horas acordado. Contamos e ouvimos histórias tanto quanto dormimos – até quando sonhamos”.

Excelente livro para aprender algo sobre roteiros de cinema

Excelente livro para aprender algo sobre roteiros de cinema

Podemos dizer que hoje sofremos uma overdose de histórias e consequentemente de um esgotamento de possibilidades. Muitos autores argumentam que hoje é impossível criar uma nova história, mas apenas contar as mesmas histórias de maneira diferente, dado o esgotamento. Se você disser que isso é errado – que é possível criar algo realmente novo – provavelmente é porque não consumiu histórias o bastante – se é que isso é possível nos dias de hoje. Garanto que se você pensar por no mínimo 5 minutos sobre qualquer história vai lembrar de algo muito parecido se não igual! A acusação mais comum nos dias de hoje é o plágio e já falamos disso aqui. Mas continuando… Continue lendo

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MEMÓRIAS QUADRINHEIRAS II: Futebol em quadrinhos

pitecoDesenho e escrita são duas das mais geniais realizações da humanidade. Combinar as duas coisas foi ainda mais genial. O potencial de comunicação de um documento que combine imagens e escrita é muitas vezes superior ao de um que use apenas um desses meios (desde que as duas coisas sejam pelo menos razoavelmente executadas, é claro — Liefield sucks nas duas, por exemplo). Prova disso é que você não vai encontrar um livro infantil sem ilustrações e milhões, talvez bilhões, de crianças no mundo todo têm gibis como cartilhas de leitura. (Eu fui uma delas e é bem provável que você também tenha sido).

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Sob o telhado de Telhada: sobre os usos dos quadrinhos na política

Nos intervalos das 8as de final da Copa (vai Brasil!! Bora melhorar esse meio de campo porque quero chegar aos 50 sem cabelo branco!!), na última semana foi destacado nos sites de imprensa a publicação da revista em quadrinhos do ex-oficial da Polícia Militar de São Paulo, agora vereador, o Coronel Telhada. Continue lendo

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Batman em 7 vídeos aleatórios

Em 30 de março de 1939 a revista Detective Comics nº27 chegava às bancas. “Começando nesta edição,” dizia a capa, “As incríveis e únicas aventuras do BATMAN!” Nada foi o mesmo depois disso…

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E para comemorar mais um pouco os 75 anos do morcego aqui vão 7 vídeos aleatórios que mostram diferentes versões e releituras deste ícone dos quadrinhos: Continue lendo

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Portmanteau, Transmídia, Realidade Aumentada e Simpatizantes – 12° episódio da série Quadrinheiros explicam

Cada vez mais as convergências das mídias vão trazer os leitores, espectadores, fãs e experts para interagir. É o fim da passividade na relação com a cultura pop (mesmo que não queira, você vai participar). Se não de forma consciente, essa interação invisível já acontece quando os robozinhos (cookies) dos sites por onde navegamos vão traçando um perfil baseado no nosso padrão de interesse e usam essa informação para nos influenciar.

A internet de tudo é um projeto já bem adiantado que promete conectar tudo (qualquer objeto por menor que seja) em rede e a partir dessa teia servir melhor nós usuários, antecipando nossas necessidades, alimentando nossos desejos…

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Para Kirby (sim, ele mesmo, o gênio Jack Kirby), os habitantes do Quarto Mundo carregavam uma Caixa Materna que além de servirem como teletransportadoras, eram fonte de energia, sistema de suporte de vida, arma, escudo, fonte de informação e comunicação, entre outras coisas. Os Novos Deuses interagiam com tudo através desse dispositivo e muitas vezes suas vidas dependiam deles. Eram os Novos Deuses internautas?

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* a propósito do comentário no final do episósio 12 de Quadrinheiros Explicam, vale assistir a essa abertura dos Simpson feita pelo artista/grafiteiro/ativista inglês Banksy:

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Quadrinhos: o Filho Bastardo das Musas

Cada vez mais na atualidade tendemos a valorizar o trabalho audiovisual. Para entendermos isso precisamos começar numa discussão –  quase de fé – que vai muito fundo na nossa própria identidade e identificação.

Qual é o denominador que nos dividiu dos animais e nos tornou humanos? Continue lendo

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Informação, conhecimento e a indústria da visualização: um editorial quadrinheiro

Não é novidade que vivemos em mundo saturado de informação e em grande parte (se não totalmente) isso se deve ao desenvolvimento da internet. Nunca foi tão fácil encontrar informação e, ainda que cerca de 37% dos domicílios do planeta não possuam acesso à internet, esse número vem caindo ano a ano. Prova de que a enxurrada de informação a que estamos expostos só tende a aumentar.

Mas informação não significa conhecimento. Estar informado é saber algum dado sobre determinado fato ou circunstância, mas ter conhecimento implica em uma relação do sujeito com a informação, um trabalho ativo da mente que estabele conexões, relações, paralelos etc. entre as as informações que possui, atribuindo um significado para as informações retidas. Portanto, a informação é a matéria-prima do cohecimento, não se pode ter um sem ter o outro. Continue lendo

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Sala dos Roteiristas – 11° episódio da série Quadrinheiros explicam

A televisão a partir de Buffy, a caça vampiros, passou a incorporar elementos de roteiro dos quadrinhos (como já dissemos aqui) e pouco depois criou uma nova forma – o megafilme. Séries como Os Sopranos, com um grande número de personagens de moral dúbia e sem um formato padrão de um episódio para o outro, passaram a ser a nova vanguarda da narrativa fílmica, influenciando o cinema, os quadrinhos, os games, a literatura e a internet.

E para trabalhar com tamanha complexidade a figura do SHOW RUNNER passou a ser crucial na criação dos roteiros e na produção dessas narrativas. Em diferentes escalas esses gerentes criativos cercados de roteiristas exploram as possibilidades das histórias levando ao limite o fluxo narrativo, inovando e explodindo a cabeça do público como nos flashforwards de LOST ou no final aberto de Os Sopranos, ou se cristalizando em fórmulas como em 24 Horas e Smallville.

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MEMÓRIAS QUADRINHEIRAS: Gibi de férias

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Férias. Desde muito cedo, uma espécie de sinônimo para gibis. Claro que não era a única época do ano em que eu lia gibis, mas, por muito tempo, era quando eu ganhava gibis novos. E gibis grandes, cheios de histórias! Fazia parte da estratégia dos meus pais para me manter ocupado (e calado) nas horas em que eu me cansava de brincar de qualquer outra coisa. Livros também, mas isso eu ganhava o ano todo. Gibis novos e grossos, só nas férias mesmo. (Também ganhava gibis de segunda mão ao longo do ano).

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