O Doutrinador: o herói que o Brasil merece ou precisa?

resized_o-doutrinador28Conheça o Doutrinador e saiba se ele é o herói que merecemos ou que precisamos.

Muito já se falou sobre O Doutrinador, nome do quadrinho no qual estrela o personagem homônimo, criado por Luciano Cunha.

Idealizado pela primeira vez em 2008 com o nome de O Vigilante, mas logo engavetado, a mesma ideia volta em 2010, dessa vez com o nome que conheceria o sucesso: O Doutrinador. Luciano Cunha produziu totalmente a hq e tentou vendê-la a diversas editoras, sendo recusado por todas.

Então o autor resolveu simplesmente disponibilizar seu personagem na internet, fazendo com que sua história e seu personagem chegassem ao público. O sucesso foi tanto que motivou Luciano Cunha a bancar uma tiragem do material do seu próprio bolso.

Criador e Criatura

Criador e Criatura

Em 2013 o personagem alcançou uma nova onda de popularidade por conta dos protestos por todo o Brasil que ficaram conhecidos como Jornadas de Junho. Mais recentemente, lançado pela editora Redbox, teve direito à um segundo volume, O Doutrinador – Dark Web.

Se você não conhece o Doutrinador, sugiro fortemente que pare de ler o post, leia o material e depois volte aqui. Ou ao menos conheça sua página no Facebook (uma parte do material pode ser lido lá).

Esse post não é uma resenha (minha ideia original, mas elas existem aos montes pela internet), mas propriamente uma análise desse personagem tão emblemático dos dias que estamos vivendo.

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Luciano Cunha disse certa vez:

“O viés que as pessoas tomam para ele é político, mas pro Batman, porque é o Batman, é o viés de entretenimento, de diversão. Em O Cavaleiro das Trevas, ele é um milionário que caça bandidos pobres… Usa todo o seu aparato, força e dinheiro para fazer justiça com as próprias mãos. Mas dizem: ‘ah, isso é só quadrinho’. Porra, mas o meu também é só um quadrinho!”

Cunha diz que a chave da interpretação da obra dele não é partidária ou ideológica, mas “psicológica”. Nas palavras do autor:

“Ele [o Doutrinador] simplesmente caça e mata os políticos de todos os lados. É um lunático. Ao invés de olhar a questão partidária ou ideológica, as pessoas devem ver o lado psicológico dele: nada justifica o que ele faz.”

(fonte desses trechos aqui)

Bem, torço para que Luciano me perdoe pela análise que segue. Mas, justiça seja feita, posso dizer que aqui o Batman nunca foi tratado como apenas diversão. Nós, Quadrinheiros, sabemos muito bem que quadrinhos, não são – nem nunca foram – apenas diversão.

Aviso: Tentei deixar de fora o máximo de elementos da trama para minimizar a quantidade de spoilers, pois espero que você leia essa HQ que vigora entre uma das melhores já produzidas.

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O primeiro Doutrinador

O Doutrinador já foi comparado ao Justiceiro, ao Batman, V (de V de Vingança) e todos eles estão lá. Mas creio que a comparação mais justa – e o meio mais fácil de entender o personagem – seria imaginá-lo como o que teria acontecido se o Capitão Nascimento tivesse tomado o soro do super-soldado (lembremos que Tropa de Elite foi lançado em 2007 e a primeira concepção do personagem foi em 2008). Consequentemente, poderíamos ver o Doutrinador como um herói nacional. Ele estaria para o Brasil assim como o Capitão América está para os EUA.

Assim como Nascimento e Steve Rogers, o Doutrinador é um militar. Treinado durante a década de 70, durante a Ditadura, foi um instrumento do governo, mas que adquiriu uma espécie de consciência. Dois episódios o marcaram bastante.

O primeiro deles, ao torturar um preso:

“Ele não sabia o porquê de estar ali. Não fazia parte de grupos organizados ou armados.Tampouco era um oposicionista, muito menos comunista… Mesmo sob tortura, dizia, de forma divertida, que nenhum sufixo ‘ista’ podia ser acrescentado ao seu nome. Ele acreditava que nenhum regime de governo poderia ser realmente justo para todos. Garoto, eu não acredito em política. Acredito em gente ajudando gente. E aquilo fez todo sentido pra mim.”

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Talvez aqui seja possível entender porque o Doutrinador ganhou tanta popularidade (dentro e fora das hqs) com as Jornadas de Junho de 2013, quando uma parcela da sociedade brasileira foi às ruas sob bandeiras genéricas como contra a corrupção, contra a Copa, por Educação, por Saúde e outras reivindicações amorfas. Assim como grande parte da população que foi às ruas em 2013 (e que agora bate panelas) o Doutrinador não acredita na política – e também não a entende. É apenas movido por um sentimento genuíno de indignação.

O segundo episódio que marcou a vida do personagem foi o encontro com uma guerrilheira no Araguaia, Maria, cuja força, liderança e indignação fizeram com que o Doutrinador, mesmo ao lado do governo, a protegesse. Talvez por isso haja algumas referências a ídolos da esquerda no Doutrinador como Che Guevara, os Black Panthers e mesmo John Lennon. Mas não é por isso que ele pode ser colocado nesse espectro político e também é aí que podemos notar que o Doutrinador é um personagem esférico: contraditório e ao mesmo tempo coerente.

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Mas apesar desses episódios terem ocorrido no passado é apenas nos dias atuais que o Doutrinador começa sua jornada. Tão inocente quanto o Capitão Nascimento, que julgava que o problema do tráfico era o consumidor, ele começa a matar seus alvos, em sua maioria políticos corruptos. Mas não só.

Ao assassinar um pastor prestes a cometer um estupro, o Doutrinador reflete:

“Para mim o culpado pela multiplicação de seitas e pastores é o governo. Um povo sem educação e cultura aceita que precifiquem sua fé.”

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O raciocínio é simples: é dever do Estado dar Educação. A Educação é falha, logo, cria-se um povo “sem educação e cultura”. Mas aqui o Doutrinador oscila entre inocentar o povo de toda culpa (se há Estado corrupto só pode ser com a conivência do povo que o elegeu) e também encarna o papel da elite consciente, que crítica o povo, mas que não se sente parte dele (o povo não tem educação e cultura, mas eu tenho, portanto sou melhor).

A falta de educação e cultura sem dúvida cobram seu preço na passividade do povo, mas também nas ações de seu herói. Ao revoltar-se, o Doutrinador o faz da única maneira que pode e consegue: matando quem julga ser o Mal. Afinal, quando se abdica da política só resta dividir o mundo entre Bem e Mal. E basta assistir a um linchamento (infelizmente cada vez mais comuns) para se ter uma prova do quanto é terrível a justiça que um “homem de bem” é capaz. A barbárie sempre é justificável quando julga-se estar ao lado do Bem.

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Mas o Doutrinador tem uma meta final além de assassinatos de autoridades corruptas: um atentado para matar a presidente e seu vice. Em suas palavras:

“Sou o espírito que tudo nega. Faço as coisas que todo mundo almeja, mas que não tem coragem para fazer. Enfim, o bom sonhador não acorda. E eu sonhei em fazer isso. Livrar o país da escória. Lançar as chamas para iluminar as trevas. Eis a minha cota a pagar, meus amigos. O resto é com vocês.”

Mas, fica a pergunta: que garantias temos que um povo capaz de eleger um governo corrupto não o fará novamente? O Doutrinador seria incapaz de responder.

O segundo Doutrinador

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Em Dark Web, com roteiro de Marcelo Yuka, outra pessoa assume a máscara do Doutrinador. Não sabemos exatamente quem, mas ele passou pelo mesmo “programa” que seu antecessor. Ele também tem um plano, mas melhor elaborado. O segundo Doutrinador tem uma opinião sobre seu antecessor:

“O outro Doutrinador era um romântico. No fundo, até ingênuo. Mas eu vou honrá-lo. Serão dias difíceis, meu amigo. Mas não tema. Eu trarei ordem a partir do caos.”

Em Dark Web vemos um Brasil dominado por traficantes e o plano do segundo Doutrinador vai além de expurgar o governo de corruptos. Ele também tenta criar as condições para que um presidente íntegro seja eleito. A importância da reflexão sobre a democracia já começa na citação de José Saramago, que abre a hq:

“O que chamamos de democracia começa a se parecer tristemente com o pano solene que cobre a urna onde já se encontra o cadáver. Reinventemos a democracia antes que seja tarde demais.”

Jose-Saramago

Dica: não é o Marcelo Yuka

Menos inocente que seu antecessor, o novo Doutrinador sabe que a eliminação da corrupção é só o primeiro passo. E será impossível fazê-lo sem a ajuda do povo. Diferentemente do primeiro Doutrinador, que protege o povo com a melhor das boas intenções (mas não se julga parte dele), reage da seguinte forma quando alguém lhe diz que ele está sozinho:

“Não, amigo. Eu não me sinto assim. Há muitos que sonham pelo fim dessa incompetência criminosa. Dessa corrupção insensível. Não. Eu sou milhões. Um país inteiro está comigo.”

*

A grande maioria dos super-heróis age contra ou à margem da lei, mas com o intuito de garanti-la. No país onde nasceram, os EUA, a crença na Lei é um dos pilares que sustentam a nação.  Se agem contra ou à margem dela é porque as leis não mais garantem o princípio no qual foram baseadas e, mesmo à margem ou contra, quando esses heróis atuam, é para ser fiel a esse princípio.

O que aconteceria a um  super-herói brasileiro que deveria se confrontar com essas questões pela própria natureza de seus atos? Numa sociedade onde a lei só é respeitada quando é conveniente, um super-herói poderia agir para garantir que fosse cumprida? Ou só lhe restaria uma fúria cega contra um Estado que massacra diariamente seus cidadãos? O Doutrinador ousou dar uma resposta. E ela é um tanto sombria. Por isso, ele pode não ser o herói que precisamos, mas certamente é o que merecemos.

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Luciano Cunha criou um super-herói nacional relevante. Marcelo Yuka revelou outras facetas desse herói, mais matizadas, mais complexas. Grandes personagens são assim: maiores que seus criadores. Que venha um terceiro Doutrinador e muitos outros. Quem sabe, um deles, o herói que precisamos.

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Sobre Nerdbully

Mestre do Zen Nerdismo.
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12 respostas para O Doutrinador: o herói que o Brasil merece ou precisa?

  1. Putz, que personagem horrível, como se num país onde tem tantos assassinatos precisássemos de mais um matando. Quando um criminoso morre, outro está à espreita feliz em tomar o lugar do antecessor; o lucro fala mais alto que o risco à vida. O primeiro Doutrinador reflete que o rapaz que tortura não é comunista; então se fosse comunista estaria tudo bem torturar? Esse personagem já nasceu torpe, não tinha ouvido falar dele antes e tomara que não ouça de novo.

    • Nerdbully disse:

      Nesse momento da hq o Doutrinador ainda trabalhava para os militares. Na verdade, naquele momento ele ainda tem a consciência do soldado que ‘só cumpre ordens’. O homem não é um comunista, ele mesmo diz que nenhum sufixo ‘ista’ pode defini-lo. No entanto, as palavras do homem que diz que acredita em pessoas ajudando pessoas provoca uma mudança no ponto de vista do Doutrinador. A hq é boa, Ricardo. Vale a pena ler, até mesmo para criticá-la se for o caso. Abraço.

      • Penso exatamente ao contrário, Ricardo: justamente o fato do personagem ser como é, um assassino psicótico cujas atitudes não podem ser justificadas por nada (nas palavras do próprio autor), o torna um personagem que nos leva à reflexões. Podemos não concordar com seu modus operandi por assim dizer, mas não podemos negar que ele é a imagem da realidade que vivemos, onde tantos justiceiros saem encapuzados a matar inocentes em bairros periféricos, dentre outros casos.
        Entendo o que você quis dizer com seu comentário, mas penso que um personagem para ser bom não necessariamente deva ter atitudes que nos pareçam ser louváveis. Personagens com atitudes dúbias ou flagrantemente torpes são excelentes para nos tirar de nossa zona de conforto ajudando a procurar refletir sobre a sociedade em que estamos inseridos e cujos comportamentos e falácias muitas vezes inconscientemente reproduzimos.
        Acredito que a dica do Nerdbully de conhecer e ler a obra é muito válida. Afinal estamos julgando a obra apenas com base num recorte, mediante a opinião de alguém.

  2. Bruno Garcia disse:

    Cara, o personagem melhorou muito, pela sua ótica.

    Ele me lembrava muito o Batman do Miller, principalmente ali nos meados de 2013,mas com um discurso adaptado aos nossos coxinhas “apartidários”

    A análise é muito boa, edu até vontade de revisitar, apesar do trauma inicial.

    Vou buscar

    • Nerdbully disse:

      Acho que você está mais certo quanto ao primeiro Doutrinador, às vezes ele tem essa cara mesmo. Mas acho que ele tem outras dimensões além dessa. O segundo Doutrinador tem outra pegada. Leia. Independentemente de aprovarmos ou não o comportamento do Doutrinador é uma hq que merece ser lida. Abraço.

  3. Charlessrod disse:

    Acho que quando se tratá de HQs, podemos considerar diversão pelo veículo, mas, como toda forma de arte, o protagonista reflete os pensamentos do seu criador, digo isso pq levo muito em consideração autores como o Allan Moore, que deixa sempre aquela pergunta em seus personagens “e ai, se fosse vc, faria diferente?” ou Miller que sempre coloca o personagem como autoridade máxima na resolução dos problemas de sua comunidade, de qualquer forma fiquei curioso, o personagem parece ser interessante, principalmente o segundo, e acredito que, trabalhando bem, podemos dar de cara com um Doutrinador muito bom, a nível dos grandes heróis.

  4. Luciano Cunha disse:

    Fico lisonjeado com as palavras dos Quadrinheiros. Apesar do teor altamente político do meu personagem, não me levo tão a sério assim, a ponto de merecer tão profundas análises e considerações. Eu amo o que faço e por isso, antes de tudo, me divirto demais fazendo. Então mantenho a minha posição de que, apesar de toda a atual relevância da nona arte na indústria do entretenimento, ainda a considero como diversão, reinação, utopia. Acho bacana e respeito demais quem tem o posicionamento contrário, ou seja, de elevar HQs a um outro patamar de importância, mas, como autor e principalmente atuando no mercado brasileiro, me reservo a pensar de outra maneira, até mesmo por que já estou “cascudo” demais pra ser diferente (rsrs). Nas várias entrevistas que dei sempre tento colocar essa posição, mas nem tudo que falamos o jornalista veicula na edição final da matéria. A única coisa que me entristece nestes quase 2 anos de exposição é justamente reações como a do leitor acima, julgando a obra sem ao menos conhecê-la… enfrento muito disso todos os dias: várias revistas ou canais de TV deixam de terminar uma reportagem comigo após tirarem suas conclusões sobre a obra lendo 2 ou 3 páginas. Isso traz o disparate da revista Trip me achar “tucano demais” ou a Folha “Guevarista demais!” Como pode? Só rindo mesmo, né? Isso demonstra como a imprensa é rasa e pobre em nosso país. Pra mim, este é o nosso gravíssimo problema nacional atual: o extremismo, a polarização, a radicalização de ideias… as redes sociais estão intragáveis! É exatamente sobre essa fase preocupante da nação que a próxima aventura do Doutrinador vai tratar. Por essas posições é que entendo que pro amigo acima eu sou “coxinha” ou para outro posso ser um “assassino torpe”, mas eu não sou o personagem. Sou um cara que, pelo contrário, sempre tentei em minha vida pessoal e profissional caminhar no equilíbrio, que é a melhor “área” para se habitar, sempre! Quando conversei com um jornalista sobre isso ele me disse que talvez seja ainda um traço de nossa cultura, os americanos não julgam autores ou atores por seus personagens, eles sabem separam as “personalidades”. Aqui ainda se xinga ou se mexe na rua com um ator que faz o vilão na novela, não é verdade?
    Então, agradeço demais o espaço, a divulgação de meu trabalho, o tempo gasto para a análise, o escrutínio e para cada palavra digitada. Me anima a continuar desenhando e isso é o mais importante! Grande abraço! Luciano Cunha – autor

    • Nerdbully disse:

      Nós que ficamos lisonjeados com sua presença aqui, Luciano. Infelizmente essa polarização parece estar emburrecendo e brutalizando as pessoas, ao invés de abrir caminho para o debate e o aumento da consciência política. Confundir a posição do personagem com o autor acontece muito – até porque às vezes elas são as mesmas de fato, mas outras vezes não. Cabe ao leitor distinguir cada caso com uma leitura atenta. Vc criou um personagem relevante pro Brasil e isso vai gerar todo tipo de leitura. Parabéns pela criação e devo dizer que estou curioso para ver como será a nova fase do Doutrinador! Com certeza será analisada aqui pelos Quadrinheiros! Grande abraço.

      • Luciano Cunha disse:

        Pois é, eu tento deixar claro que não apoio extremistas, eu escrevo ficção, mas as pessoas parecem não entender isso. Enfim, faz parte! Rsrsrs
        Mais uma vez agradeço e fico à vontade para responder e dialogar com os leitores do blog. Abraço!

    • Henrique Benincaza disse:

      A análise dos Quadrinheiros foi fantástica e a sua resposta melhor ainda. A nossa imprensa é podre, ainda mais quando se trata de assuntos que eles desconhecem ou que não fazem parte do mundinho elitista de onde vem boa parte dos profissionais dessa área. O Doutrinador lida com um conceito extremamente deturpado no nosso país, a Justiça. Como fazer valer a Justiça numa sociedade onde o setor mais corrompido é o Judiciario? Onde as leis são feitas pra favorecer as elites e os agentes responsáveis por fazer valer as leis (policiais) sao totalmente despreparados e recebem uma miséria pra arriscar a vida, sendo “presa” fácil para os corruptores. Como levar justiça a esses criminosos de elite?? Como levar consequências as suas vidas blindadas, que os façam se arrepender dos seus atos criminosos? A única resposta pra todas essas perguntas seria um longo processo de educação em massa da nossa sociedade, mas além de longo, é um processo que nunca irá começar porque não é do interesse dos grupos que controlam isso aqui. Aí que entra o Doutrinador…ele representa um ponto de mudança, um simbolismo que essa mudança precisa pra acontecer, pra ultrapassar essas barreiras que impedem essa mudança. Imaginem o impacto que ele teria na vida real…..
      Bom tenho mais a falar do personagem mas a bateria do celular já era kkk depois eu continuo kkk Abs

  5. Vicente Portella disse:

    Antes de saber se merecemos ou precisamos, é necessário determinar se o Doutrinador é um herói ou um anti-heróis. Talvez ele seja apenas o alter ego do cidadão comum; uma parte da psique de cada um de nós, exatamente a parte que consegue reagir aos desmandos de um país que não é nação. Os ditames de uma sociedade surrealista onde o cidadão e tratado como bandido e por isso precisa de um Doutrinador, alguém para reagir e enfrentar os donos do poder, os senhores que geram o caos e o utilizam como método de dominação. O Doutrinador é bem e mal ao mesmo tempo. É yin e yang. É claro e escuro. É aquela parte do homem de bem que congrega todos os sentimentos e utiliza essa força para enfrentar seu algozes. O Doutrinador, nem herói, nem bandido, é o personagem do século 21. É a alma do cidadão que atravessa os absurdos se equilibrando numa corda bamba. É mais que herói. É a essência reativa da alma brasileira. E viva o Doutrinador…. \o/

  6. Luciano Cunha disse:

    Obrigado, Vicente Portella. Depois dessa espero ter forças para desenhar o encapuzado ad aeternum! Valeuuuu!

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