Filmes, séries de TV,quadrinhos, a indústria do entretenimento sofre de uma patologia aparentemente sem cura – premissas interessantes que desembocam em finais pífios. Pensem no final de Guerra Mundial Z por exemplo, ou no mais do que comentado final de LOST! Claro que existem exceções como o desfecho da trilogia do Batman do Nolan ou o final de A Origem (também do Nolan), mas finais abertos ou inconclusivos tem o hábito de incomodar, de deixar os consumidores fora de sua zona de conforto e talvez por isso sejam menos apreciados (em números absolutos).
Histórias com roteiros mirabolantes e finais consistentes sem perder uma certa surpresa de última hora, como em Fringe do J. J. Abrams, quase são cancelados por falta de audiência. Apesar do mundo ser cada vez mais complexo e as possibilidades se multiplicarem exponencialmente, escondidos atrás de nossos teclados e monitores nós queremos algo simples e reconfortante. E se não tiver pode ser algo anestesiante mesmo. A homogeneização das gerações embalada pela massificação da cultura pop ainda vai nos dar muitos produtos culturais apenas satisfatórios porque é isso que achamos que queremos.
Por tudo isso Mark Millar está no panteão dos novos deuses de Hollywood, emplacando um filme atrás do outro, mas entregando finais fracos e sem criatividade. Isso não significa que ele não seja um bom escritor. Significa ele não é um grande escritor, mas sabe o que o público consome. Se alguém ainda duvida, assistam essa versão em vídeo de Nêmesis e avaliem o desfecho da história (e comparem com LOST).
Tem a versão em espanhol no canal do Elantraxxx.




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Fantasias (ou cosplay, como dizem os aficcionados) nunca foram muito a minha praia. Vindo de uma família protestante (meu pai é pastor), cresci longe da tradição dos bailes de Carnaval e só usei fantasias para os teatrinhos da igreja ou da escola. As duas únicas vezes em que isso aconteceu fora desses dois contextos foram minha primeira (e única) quadrilha junina (porque todos os alunos da 1.ª série eram obrigados a participar — e eu nem sabia o que era uma quadrilha, porque não tinha feito o jardim nem o pré) e uma festa temática da Turma da Mônica, com um grupo bem fechado de amigos (minha fantasia se resumiu a colocar o manto da Dona Morte — não quis passar tinta branca na cara e nem me preocupei em fazer uma foice). Fora isso, sempre fui o cara sem-graça que recusa convites ou aparece com roupa comum em festas à fantasia.




