A presença feminina nos mecha

Porque mulheres também podem pilotar um robô!

Quando pensamos em séries de ficção científica, imaginamos muito o universo masculino. Os pilotos, comandantes, capitães, generais, em sua maioria, são homens que protegem e defendem uma nação ou mesmo o universo. E nos quadrinhos japoneses não é diferente. O gênero mecha, já mencionado no post Mangá e seus gêneros, também segue essa linha. Podemos dizer que ele é um subgênero dos shônen mangá, por trazer conteúdos narrativos e visuais envolventes ao público adolescente masculino.

Sabemos que neste tipo de narrativa existe a presença feminina, mas em muitos mangás e animês essa presença fica restrita à uma personagem por quem o mocinho acaba se apaixonando, e que, em algum momento deve salvá-la dos inimigos, dando mais dramaticidade à história e potencializando sua responsabilidade como herói. Mas cabe frisar, que nem sempre os desafios do herói de mecha mangá ou animê seja salvar sua amada, às vezes, por consequência do destino, seu grande amor está no meio da batalha por acaso.

gundam[

Mas algumas histórias destoam do esterótipo. Encontramos neste gênero mulheres que fazem o mesmo papel que os homens representados no mecha, são pilotos, capitães, generais, e mesmo cientistas que tentam salvar o mundo, como por exemplo em Gunbuster (OVA, 1988 – 1989).

Este OVA, que também se tornou filme de animê e mangá, foi produzido pelo estúdio Gainax, traz na sua história pilotos que são treinados em escolas do mundo todo para que possam ser capazes de pilotar o robô RX-7 Machine Weapons. São quatro meninas selecionadas que treinam para enfrentar os alienígenas que ameaçam a Terra. Noriko Takaya, protagonista, é uma típica adolescente encontradas nos mangás, em que são atrapalhadas, choronas e infantis, mas que na hora de ir para a batalha acaba dando tudo de si. A  antagonista de Noriko é Kazumi Amano, personagem que Noriko tem como ídola, mas que se tornam rivais para mostrar quem é a melhor piloto. No entanto, as duas compreendem que sozinhas não conseguiriam salvar a Terra e deixam suas desavenças de lado para se unirem.

gunbuster 1

Mantendo uma história de mecha envolvendo robôs, temos Patlabor (1988 – 1994), produzido pelo estúdio Gainax. Um pouco diferente de Gunbuster, essa produção tem como protagonista Nao Izumi, uma policial que comanda seu robô “Labor” para combater as violências robóticas controladas por criminosos humanos de Tóquio. Nao tem seus momentos demonstrando expressões engraçadas e infantis, principalmente quando aprende a pilotar um “Labor”. No entanto, algumas características de Nao, como o cabelo curto e o corpo não sensualizado, fazem-na escapar do estereótipo, demonstrando sua capacidade para cumprir seu dever como policial.

 

Seguindo uma linha semelhante, em Bubblegum Crisis (1987 – 1991) produzido por Youmex, são quatro garotas policiais que enfrentam os crimes cibernéticos de Tóquio. Porém, as personagens não pilotam robôs e sim vestem roupas mecânicas que carregam armamento para enfrentar seus inimigos. Por serem quatro personagens, as personalidades são divididas entre elas: Priscilla “Priss” Asagiri, é a protagonista da série, motoqueira e roqueira, ficou órfã durante o terremoto de Kantô em 2025; Sylia, aparenta ser a mais madura, séria, exigente e rígida do grupo; Linna Yamazaki a mais esportiva do grupo, antes de ser convocada a fazer parte do grupo Knight Saber, ela queria ser profissional em dança aeróbica (comum na década de 1980); Nene Romanova é a caçula do grupo, considerada a mais intelectual e hacker.

 

Como capitã de um navio espacial pirata Queen Emeraldas (1978 – 1979), criado por Leiji Matsumoto, encontramos a bela Emeraldas. Parecida com as vestes de Captão Harlock, famoso pirata de Leiji Matsumoto, Emeraldas também recebeu seu papel como protagonista de uma série. Para dar sequência à narrativa do Capitão Harlock, que aparece em Galaxy Express 999 (1977 – 1981), a personagem Maetel é a irmã de Emeraldas. Para a capitã do Queen Emeraldas, somente seu navio espacial e o Arcádia, navio espacial do Capitão Harlock, que podem portar a bandeira da caveira, como sendo os verdadeiros piratas espaciais.

 

Existem muitas outras narrativas em que as personagens femininas são protagonistas de séries do gênero mecha. Isso mostra que mesmo quando as personagens possuem características um pouco extrovertidas e infantis, elas são capazes de pilotar um robô, uma roupa cibernética ou mesmo uma tripulação inteira para cumprir seu papel de proteger uma nação contra o mal.

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Uma resposta para A presença feminina nos mecha

  1. Stefano disse:

    Bubblegum Crisis! Assisti o OVA. Tem ceerta influência de Blade Runner!

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