Saga – faça amor, não faça guerra!

Influenciado por outras óperas espaciais como Star Wars e Flash Gordon, SAGA é a nova obra autoral de Brian K. Vaughan e Fiona Staple que já ganhou o Premio Eisner de melhor escritor e melhor nova série por dois anos seguidos – 2013 e 2014 (e que acaba de ser publicada pela Devir).

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Os trabalhos autorais anteriores de Vaughan como Ex Machina (para o selo Wildstorm) e Y – O último homem (para a Vertigo) são de alta qualidade. As premissas são bastante inovadoras. Ex-Machina traz para os quadrinhos de super heróis discussões aprofundadas sobre política e relações de poder de forma inteligente;  em Y – o último homem  acompanhamos o que aconteceria se todos os homens do mundo morressem, de uma hora para outra. Ou melhor, todos menos um.

Agora em SAGA, Vaughan começa com uma ideia um tanto quanto batida: dois personagens de lados opostos de uma guerra galática que se apaixonam e fogem de tudo e de todos para proteger a filha, fruto dessa paixão proibida. Mas o roteirista aproveita até o clichê e o brega da premissa e usa isso como recurso narrativo. A historia dentro da história, a importância das narrativas como metáforas que nos abrem mundos de possibilidades, as paixões tórridas e o sexo como motores do ódio e do sublime.

O tempo da narrativa também é diferente das novelas gráficas anteriores. Apesar de sempre trabalhar com flashbacks fazendo contrapontos à narrativa principal (recurso melhor aproveitado em Ex-Machina do que em Y), agora o jogo fica por conta da narradora, a filha do casal, que nos conta a sua história de uma perspectiva futura (como em How I Met Your Mother).

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A também muito premiada arte de Fiona Staple dá a escala necessária a uma ópera espacial com cenários inventivos, personagens marcantes, cores fortes e um leve desfoque no fundo de cada cena que cria uma atmosfera cinematográfica.

SAGA é sobre muitas coisas, mas é principalmente sobre sexo (sexo mesmo, de Coleção Sabrina de livros de romance até planetas-prostíbulos e sonhos molhados). Brian K. Vaughan já explorou isso em Y – o último homem, mas agora o sexo parece ser central na trama como o grande contraponto para a guerra – que é o pano de fundo.

Altamente recomendado!

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Sobre Picareta Psíquico

Uma ideia na cabeça e uma história em quadrinhos na mão.
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