Animê para além do Japão

anime-2017Entenda o que é animê e suas variações.

O termo começou a ser usado após a Segunda Guerra com a presença dos americanos no país. Ela é uma abreviação da palavra de língua inglesa animation que significa qualquer desenho animado ou animação.

No entanto, em meados dos anos 1990, houve a expansão dos desenhos animados japoneses pelo ocidente tornando o termo animê uma designação de desenhos animados, seriados ou não, mas somente japoneses. Ainda relacionado à palavra animê, é importante lembrar que no Brasil há o acréscimo do acento circunflexo na última sílaba permitindo que a fonética seja oxítona, aproximando-a mais da pronúncia japonesa. Esta modificação foi inserida pela professora e pesquisadora de quadrinhos Sônia Bibe Luyten.

Mas o animê, assim como o mangá, também possui algumas variações:

Séries: são animações direcionadas para a televisão, com duração mais ou menos de 24 minutos e costumam ter muitos capítulos. Cabe ressaltar que, geralmente, os capítulos são sequenciais contínuos, mas existem aqueles em que a história acaba no episódio (Sailor Moon), podendo apresentar sutilmente sequências narrativas como os seriados antigos que ainda passam no Japão, Doraemon (1973, considerado o embaixador do animê) e a dona de casa mais famosa, Sazae-san (1969).

OVA (Original Vídeo Animation): pode ser considerado como resumo dos episódios da série de TV, e que, não necessariamente seguem a mesma narrativa, pois em alguns casos encontramos pequenas diferenças entre a série e os OVA como em As Guerreiras Mágicas de Rayearth (1997); ou ainda, relatam histórias passadas dos personagens. São também produzidos com uma qualidade visual e sonora superior às séries, em virtude de serem compostos por poucos episódios.

ONA (Original Net Animation): é semelhante ao OVA e lançado na internet, podendo ser veiculado também na TV quando já exibido nos canais virtuais. Essa foi uma estratégia de marketing que o Japão encontrou para distribuir, ainda mais, sua cultura pop para o ocidente. Exemplos de ONA: The Mastermind of Mirage Pokémon (2006) e Megumi (2008).

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Filme: podem ser filmes longa ou curta-metragens, com narrativas de início, meio e fim, mas também podem ser filmes longa-metragem das séries de TV. Neste último, os filmes podem ser uma complementação da série em que se conta a história passada de algum personagem, ou uma história paralela a da série de TV, ou ainda, o futuro.

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Entretanto, antes do animê receber este nome ele era conhecido como manga eiga (filme de mangá) na década de 1920 e, em 1937 o termo dôga eiga (filme de animação) surgiu como sinônimo, talvez para diferenciar as linguagens de quadrinhos e animação, mas foi em 1940 que um especialista japonês de cinema, Taihei Imamura, distinguiu a arte cinematográfica da animação.

Segundo pesquisadores e críticos de animê no Japão a animação Momotarô Umi no Shinpei* (1945) é considerado o primeiro longa-metragem de animação japonesa, com duração de 74 minutos, criado por Mitsuyo Seo e produzido pelo estúdio Geijutsu Eiga-sha.

Já a animação Imokawa Mukuzō Genkanban no Maki (1917), de Oten Shimokawa, produzido pela sociedade de produção cinematográfica japonesa Tennenshoku Katsudō Shashin (1910) é considerado o primeiro curta-metragem com duração de 5 minutos.

Porém, é impossível não mencionar Osamu Tezuka que entra na história como o difusor da cultura pop japonesa pois em 1960 até final de1 980, este mangaká, criou e produziu animês seriados e longas-metragens que foram e continuam sendo consumidos pelo ocidente.

É provável concluir que, talvez mais que o mangá, o animê entrou na cultura ocidental e ganhou espaço nas televisões, principalmente a brasileira, como um grande divulgador da cultura japonesa, expondo não apenas os costumes e vestimentas japonesas, mas também a música moderna e tradicional, além dos artistas de dublagem.

Ou seja, a cultura japonesa deixou de ser estranha para nós ocidentais por causa desses difusores: o mangá e o animê.

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4 respostas para Animê para além do Japão

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