O Capitão América da HYDRA e a América de Trump

trump-captao-america-captain-hail-hydraEntenda a relação entre o Capitão América da HYDRA e a eleição de Trump.

Por Rodrigo Farias*

Já virou clichê dizer que a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais americanas de 2016 foi um choque. Quem não passou o último ano e meio em coma sabe que, até o início do ano passado, Trump era considerado uma espécie de Enéas Carneiro de topete, ou um Tiririca: o personagem folclórico de que todos riem e ninguém leva a sério. E mesmo quando ele se tornou o candidato oficial do Partido Republicano, parecia uma aposta muito segura que seria derrotado facilmente. Num país de tradição bipartidária e polarização aguerrida, até a mídia conservadora, supostamente uma aliada natural dos republicanos, estava contra ele. Mesmo assim, ao fim e ao cabo, graças ao curioso sistema eleitoral americano, “The Donald” chegou lá.

O fato em si é notável o bastante e tem provocado uma avalanche de análises: como ele ganhou? Por que ganhou? O que poderá fazer? O que significa o que ele já fez? Seja como for, o que parece consensual é a imensa capacidade de Trump de pautar o noticiário e as conversas online, seja por suas medidas concretas ou por seus já célebres tweets. Não importa muito se se trata de aliados ou opositores, já virou quase uma tradição: pelo menos uma vez por semana, todo mundo fala de Trump. Ao que parece, o proverbial “Falem mal, mas falem de mim” define bem a maneira como o magnata se conduziu desde que se lançou candidato.

Alguns dos ativistas e intelectuais conservadores que denunciaram Trump na National Review, uma das mais tradicionais publicações da direita americana.

Alguns dos ativistas e intelectuais conservadores que denunciaram Trump na National Review, uma das mais tradicionais publicações da direita americana.

Esse turbilhão de controvérsias, claro, chegou à cultura popular e também às histórias em quadrinhos. Nesse ponto, a Marvel brilhou em sua tradição de fazer crítica social nas histórias de super-heróis. Ainda durante a campanha, sua minissérie Vote Loki fez uma sátira brilhante ao estilo Trump de campanha, mostrando como até o deus das mentiras (perdão, das “histórias”) pode fazer sucesso na política contemporânea.

Mas nem tudo é sátira. Se a recente carreira política de Trump parece feita sob medida para o humor, o que está por trás do sucesso dela pede uma outra chave de interpretação. Apesar do seu estilo grosseiro e agressivo, dos “fatos alternativos” constantemente desmentidos, da vida pregressa pontuada de escândalos e suspeitas, do desprezo pelos protocolos da política tradicional, da oposição de seu próprio partido, da constante desvantagem nas pesquisas eleitorais e dos muitos “obituários” de sua campanha feitos por jornalistas e formadores de opinião do mundo todo, Trump venceu.

Pensemos nisso por um momento: apesar de uma vasta gama de opositores nos dois lados do espectro político que daria pesadelos em qualquer político profissional, ele venceu. Por mais que haja a suspeita de interferência russa na eleição, ela não diz respeito aos votos em si. Até prova em contrário,  ninguém inventou a vitória de Trump: ele de fato recebeu os votos que lhe foram dados e, de acordo com as regras eleitorais americanas, foi legitimamente eleito. Isso nos leva à questão óbvia numa democracia: quem votou nele e por quê?

Baseado em fatos reais.

Baseado em fatos reais.

Quando se analisam os votos de Trump há uma relativo consenso de que ele fez muito sucesso em áreas economicamente decadentes, em particular o chamado “Cinturão da Ferrugem” (Rust Belt). Trata-se de uma região que, até os anos 70, era conhecida como “Cinturão Manufatureiro” (Manufacturing Belt), o que dá uma pista do que aconteceu: a evasão das indústrias, o crescimento no desemprego, declínio populacional e a queda no padrão de vida. O principal motivo para isso, em última instância, é a globalização: após as crises econômicas dos anos 70, diversos setores da indústria americana perderam competitividade e procuraram compensar isso no exterior, onde os custos de produção eram menores.

Não por acaso, nos anos 80, filmes como Fábrica de Loucuras (Gung Ho!, 1986)  tratavam das “invasão” do mercado americano por carros japoneses, tecnologicamente superiores e mais baratos: outrora o carro-chefe (sem trocadilho) da economia e um orgulho nacional, a indústria automotiva americana estavam em crise e agora havia competidores internacionais à altura.

Essa situação não era excepcional, mas uma tendência maior: mesmo no Brasil, quem se der ao trabalho de ler as etiquetas de um enorme número de produtos, e não falo apenas de eletrônicos, verá que muitos são feitos em países como Taiwan e China. Essa busca pelo barateamento da produção e a consequente baixa nos preços finais, se por um lado é benéfica para o consumidor, tem seu lado perverso também: postos de trabalho são “exportados” e nem todos que caem no desemprego encontram facilmente uma recolocação no mercado.

No caso dos Estados Unidos, há alguns agravantes: o sistema de bem-estar social é bem mais precário que o de outros países ricos, precisar do welfare é visto como estigma social e os programas governamentais dessa espécie são um dos alvos favoritos da retórica conservadora de oposição ao “Governo Grande”. Se até no Brasil, onde a oposição a programas sociais é menor, existe uma retórica virulenta até mesmo contra programas considerados de sucesso como o Bolsa-Família, na terra dos self-made men e do American dream a coisa é bem mais intensa.

Um dos livros que retratam a decadência de setores da economia americana pela ótica de pessoas comuns.

Um dos livros que retratam a decadência de setores da economia americana pela ótica de pessoas comuns.

Desde meados do século passado, em particular nos anos 1960, os EUA experimentaram o surgimento de diversos movimentos de protesto que contestavam a ideia até então comum de uma América harmoniosa e repleta de oportunidades para todos. Pelo contrário, a consciência da desigualdade, especialmente a de raça/etnia e depois de gênero, tornou-se mais aguda, levando ao aparecimento de uma política identitárias presente não apenas no que hoje chamaríamos ONGs, mas também nas disputas eleitorais, no discurso acadêmico, na cultura popular e, claro, na formulação de políticas públicas.

Programas como o busing, em que se procurava criar escolas racialmente mistas através do microgerenciamento oficial de onde cada aluno poderia se matricular, e a adoção de políticas de cotas em universidades são exemplos de medidas que causaram controvérsias e foram recebidas em certos setores da população como uma forma de “discriminação ao contrário”. Nas universidades, a ascensão do fenômeno conhecido como “politicamente correto” — resumindo muito, tentativas de regulamentar certas atitudes e falas consideradas preconceituosas contra grupos minoritários — foi interpretada da mesma maneira.

Para certos setores da população branca e pobre, especialmente fora dos grandes centros, difundiu-se uma percepção de que eles eram esquecidos, negligenciados  pelo governo e pelas elites que, sediadas no universo cosmopolita das grandes cidades costeiras, pareciam não ter por eles a mesma generosidade que teriam com outros grupos.

Essa percepção, naturalmente, ganhou expressão política de várias formas, algumas bastante inflamadas, como se vê nos programas de rádio de ativistas como Rush Limbaugh, sempre no topo dos índices de audiência. Assim, o senso de abandono, por um lado, e a irritação com os detentores do poder, por outro, criaram um ambiente favorável a uma das grandes forças da política: o ressentimento. Faltava apenas alguém capaz de canalizá-lo.

Essa interpretação (que vem sendo usada para falar de movimentos de massa como o Tea Party) ganhou expressão quadrinística de alto perfil na recente série Captain America: Steve Rogers, lançada em 2016.

ALERTA DE SPOILER!!!

Para quem ainda não conhece, trata-se do polêmico arco em que a vida passada de Steve Rogers foi alterada pelo vilão Caveira Vermelha, e o Capitão deixou de ser o sujeito nobre que todos conhecemos para se tornar um agente duplo da HYDRA desde o começo. Em outras palavras, na atual realidade da Marvel, o Capitão sempre foi um vilão disfarçado, desde os tempos da Segunda Guerra. Possuidor de objetivos próprios, Rogers tem a meta de levar a HYDRA a dominar o mundo, mas não apenas no sentido básico de governo, mas sim de valores. Para ele, os valores tradicionais americanos de democracia e liberdade são na verdade um engodo, e a salvação da humanidade está nos princípios representados pela HYDRA, derivados do nazismo.

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Trata-se de uma visão pessimista, até crepuscular do mundo, em que a esperança reside não em sentimentalismos humanitários, mas em ações drásticas por homens determinados a fazer o que é preciso. Esse é um discurso familiar para os leitores de quadrinhos, especialmente para fãs de anti-heróis como o Justiceiro e Wolverine; mas é também um lugar-comum para vilões.

Em um tie-in com Civil War II que evoca o comovente epílogo da série original, assinado por Nick Spencer, Rogers desabafa sobre suas motivações reais. Depois de ser nomeado chefe supremo da SHIELD numa cerimônia muito parecida com a posse de um presidente e feita exatamente no mesmo lugar — o mesmo, aliás, onde a Capitã Marvel quase mata o Homem de Ferro no final de Civil War II —, Rogers vai visitar Stark, que está numa espécie de coma. A sós com ele, Rogers revela não apenas seus sentimentos sobre a situação do amigo — ainda amigo, apesar de tudo —, mas também sua visão do atual estado da sociedade americana. E é aí que realidade e ficção se fundem, pois o que ele diz se afina muito com a decepção com as elites egocêntricas e a defesa da gente comum — the forgotten, no dizer de Trump — que é sempre atingida pelas decisões dos poderosos, sejam eles políticos ou super-heróis.

Para o Capitão, Stark, Danvers e os heróis em geral sofrem todos do mesmo mal. Envolvidos com o próprio brilhantismo ou com suas próprias disputas internas, subestimam as pessoas comuns, aqueles que são obrigados a lidar com as consequências da soberba (no caso de Stark) ou mesmo das neuroses (no caso de Danvers) de seus alegados protetores. Ao mesmo que demonstra certa empatia por eles — pela genialidade de um, e a necessidade de aprovação de outra —, Rogers mostra uma perspectiva bastante “realista” sobre algumas situações do Universo Marvel que nós, leitores, nos acostumamos a aceitar como naturais, mas que talvez despertassem reações muito diferentes na vida real. Evocando casos como o de Ciclope e dos novos inumanos, bem como as várias “mortes temporárias” tão comuns nos quadrinhos, Rogers diz:

“Eles tiveram medo quando um dos colegas de classe de seus filhos desenvolveu de repente a habilidade de incinerar qualquer um à sua volta com um olhar… mas eles tiveram raiva quando você os chamou de preconceituosos histéricos por considerarem isso uma ameaça à segurança deles.

Eles tiveram raiva quando um vizinho que conheciam e em quem confiavam revelou que, acima de seu país e suas comunidades, ele agora jurava lealdade a uma raça alienígena — uma raça com um histórico de violência brutal contra a humanidade… mas eles tiveram raiva quando você os chamou de intolerantes por não quererem dormir perto disso.

Veja, todos vocês vivem em suas armaduras e se escondem em suas fortalezas… mesmo quando morrem, conseguem viver…mas estas são pessoas reais, Tony, elas não têm a mesma sorte. E talvez elas não queiram que essa utopia futurista e avançada que você está construindo, talvez elas não queiram ir tão longe e tão rápido.”

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E isso nos traz de novo à nossa realidade. A base do discurso de Trump, e também de outros líderes em outros países, é a de que as elites falharam com seu próprio povo. Como bom populista, ele estabelece uma dicotomia entre a população comum e suas lideranças, não só políticas, mas em geral. Estas, por várias razões, perderam o sendo de obrigação cívica, governaram em seu próprio interesse, tomaram decisões sem levar em conta o bem-estar da sociedade em geral, das pessoas comuns que não são nem ricas, nem geniais, nem tão cosmopolitas quanto esses privilegiados, afastados das raízes do povo, poderiam julgar.

Um Steve Jobs ou um Tony Stark, por admiráveis que sejam, não os representam realmente; um super-herói, ou um artista, não divide as mesmas experiências e não tem as mesmas expectativas que eles. Mas, ao mesmo tempo, são esses grupos pequenos que, em épocas de crise, são percebidos como colhendo todos os sucessos — o dinheiro, o poder, o reconhecimento social. Em tempos de prosperidade, seriam modelos a seguir, como prega o ideal do American dream, de que todos podem, com suficiente esforço, “chegar lá”; mas, quando essa esperança se mostra irrealizável, quando a ascensão é negada, e não se vê meios para corrigir o problema, vem o ressentimento, o senso de injustiça. Essa interpretação é a essência do populismo como mobilização política: nós, o povo real, contra eles, os privilegiados responsáveis por nossas mazelas.

O discurso pode ser visto como mera técnica demagógica, mas, no caso do Capitão, fica claro que ele acredita nisso. Ele, o herói que atua quando o povo sente medo, agora também quer agir quando ele sente raiva. Mas sabe que, para isso, não basta espancar vilões comuns — seus colegas fantasiados são parte do problema, pois também se julgam no direito de impor suas vontades e ideais à população.

Analisando com mais cuidado o discurso do Capitão, há uma outra analogia com a atual onda populista no Primeiro Mundo, e nos EUA em particular: ele fala de pessoas diferentes, que subitamente desenvolvem uma característica perigosa, seja um superpoder (caso dos mutantes) e/ou um vínculo de lealdade com outra sociedade (em inglês, alien tanto significa “extraterrestre” quanto “estrangeiro”). O equivalente disso no mundo real é óbvio: a insegurança associada à conversão religiosa (o fundamentalismo islâmico, sobretudo) e aos imigrantes de culturas diferentes, que, mesmo estando num país, são frequentemente percebidos como “não pertencentes” de fato a ele. O paralelo é fácil: aquele que é familiar, que é um de nós, subitamente se torna o outro.

Mas não é só isso: sequer é permitida a expressão do desconforto com isso — o que permite uma terceira ligação com um dos temas favoritos do populismo da direita americana, o politicamente correto. As elites — não só os membros do governo, mas também a elite cultural, que controla os grandes meios de comunicação — não apenas ignoram tais sentimentos, como marginalizam ou criminalizam sua expressão, agravando o ressentimento.

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Compare-se esse discurso com outro, em Amazing Spider-Man #537, da época da primeira Guerra Civil (acima) :

Não importa o que a imprensa diga. Não importa o que os políticos ou as multidões digam. Não importa que o país inteiro diga que algo errado está certo.  Esta nação foi fundada sobre um princípio acima de tudo: a exigência de que nós lutemos pelo que acreditamos, não importam as chances ou as consequências. Quando a imprensa e o mundo inteiro dizem para você se mexer, o seu trabalho é se plantar como uma árvore ao lado do rio da verdade, e dizer ao mundo inteiro: ‘Não, mexa-se você.

O Steve Rogers tradicional, assim como o Super-Homem na DC, sempre foi associado ao homem bom e honrado, pautado por princípios firmes e até certa ingenuidade em seu apego a alguns absolutos. Acima de tudo, é um otimista, que crê na humanidade em geral e no “certo” e no “errado”. Um dos exemplos máximos disso foi no longo arco que precedeu as recentes Guerras Secretas, na revista New Avengers # 3, quando os Iluminatti (um grupo de elite formado por Homem de Ferro, Dr. Estranho, Reed Richards, Hulk, Fera, Pantera Negra, Namor e, nesse momento, o próprio Capitão América) decidiram que, para salvar o seu próprio universo e outros que estavam em rota de colisão com eles, era preciso destruir preventivamente outras versões paralelas da Terra. Depois de esgotar todos os recursos que conheciam para evitar essa medida extrema, o grupo parte para a execução do plano, mas ainda assim Rogers, agindo como a consciência moral do grupo, foi contra. Sim, faltava pouco tempo para uma catástrofe cósmica, mas aquela solução era imoral em princípio e, segundo ele, acabaria sendo o primeiro passo numa longa espiral de decadência moral, uma linha que jamais deveria ser ultrapassada. Em suma, os fins não justificavam os meios. Diante dessa objeção perturbadora, o grupo acabou apagando a memória do Capitão e agindo assim mesmo, o que teve consequências sérias mais adiante.

O Capitão América confronta os Iluminatti (New Avengers #3, fevereiro de 2013).

Agora, no entanto, o “Capitão HYDRA”, como alguns têm chamado, possui uma perspectiva  diferente. Como um Oswald Spengler americano, o que ele vê é uma sociedade decadente, que precisa de mudanças estruturais custe o que custar: “Eu vou destruir tudo o que vocês construíram… todas as instituições que vocês usaram para ganhar poder…”, ele diz. Sua fé na capacidade da sociedade se aprimorar, aprender com seus erros e viver de acordo com valores mais elevados foi minada por um pessimismo civilizacional, por assim dizer. Sua análise sociopolítica não lhe permite mais o contentamento com o testemunho ético individual, nem o respeito pelo livre-arbítrio de seus semelhantes. A sociedade está podre e precisa de cirurgia, não de paliativos. Nesse quadro, a gentileza e o otimismo do Steve Rogers original são fraquezas, ilusões sentimentais que levam a becos sem saída, e o heroísmo convencional dos demais super-heróis encobre os verdadeiros males do mundo.

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No fundo, o Capitão, que age nas sombras para se livrar tanto de seus tradicionais aliados quanto do líder da HYDRA, o Caveira Vermelha, se vê como um agente redentor. Mas não se trata de uma ambição pessoal, pois ele não parece aspirar ao cargo de führer típico dos movimentos fascistas. Rogers sabe que, ao contrário do que acusa Stark de pensar, existem coisas maiores do que ele mesmo e nisso continua sendo o idealista de sempre. Seu devotamento férreo, sua crença sincera em valores, seu desejo de fazer algo de bom pelo mundo e ignorar opiniões que discordem de seu código pessoal de moralidade — tudo isso continua igual. Porém, e isso faz toda a diferença, os seus valores mudaram. E é justamente isso que faz com que os mesmíssimos dons que fizeram do Capitão América um herói entre heróis agora o tornem o mais perigoso dos vilões.

De certa forma, ele reflete bem os alertas conservadores a respeito dos perigos da ideologia — a diferença entre o mártir de uma boa causa e o fanático para quem os fins justificam os meios nem sempre é tão óbvia. Ou, como diz o ditado, de boas intenções o inferno está cheio.

*Autor de A Nova Esquerda Americana (2009), é historiador, professor e fã inveterado do Lanterna Azul e do Adão Negro (por mais contraditório que isso seja).

 

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Uma resposta para O Capitão América da HYDRA e a América de Trump

  1. Com as devidas ressalvas, onde se lê América se poderia hoje, com certa tranquilidade, ler-se Brasil. Guardadas as diferenças, temos uma mesma perspectiva: toda uma classe social que sempre aspirou pertencer ao estamento social dos poderosos, que incorporou seu ideário (ou a falta dele: o poder pelo poder. Vale dizer, sua ideologia embalada e pronta para consumo) e de repente se sentiu traída, temerosa de que os de baixo se alçassem a seu nível ou pior, que descessem eles mesmos a seu nível inferior. A esta classe dividida, um pouco esquizofrênica, foi dada voz para que reclamassem e gritassem bem alto seu medo. Talvez seja um fenômeno mundial?

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