GOTHAM CENTRAL: quando Renee Montoya saiu do armário

gc-half-a-life-tpbConheça o mais polêmico arco de Gotham Central!

Publicada nos EUA entre 2002 e 2006 Gotham Central tinha a proposta de mostrar o dia a dia dos policiais de Gotham City e não foi sucesso de público, mesmo conseguindo indicações em algumas das principais categorias do Eisner, como Melhor Série Nova, Melhor Escritor, tanto para Greg Rucka quanto Ed Brubaker, e Melhor Desenhista para Michael Lark.

No entanto um arco causou bastante polêmica durante sua publicação. Meia Vida, publicado em 2003, escrito por Rucka, foi a história responsável por tirar a detetive Renee Montoya do armário, pelo menos para o público, ainda que Rucka diga que:

“Até onde eu sei, nós não fizemos isso. Ela sempre foi assim. Nós simplesmente contamos a primeira história que revelava isso e dissemos isso sem usar meias-palavras”

Sem spoilers, o arco conta como o fato de Montoya ser lésbica é exposto em seu ambiente de trabalho e para a sua família – e a reação preconceituosa que se segue à revelação. Polêmico, o arco ganhou não só notoriedade como ganhou  um Eisner na categoria Melhor História Serializada, dentre outros prêmios.

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Mas porque o arco é considerado polêmico? De acordo com Rucka:

“Nós fizemos isso, me contaram, a primeira revista em quadrinhos do Universo DC com um personagem que falou as seguintes palavras ‘Eu sou lésbica'”.

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E isso bastou para que houvesse polêmica onde não deveria existir. Ainda nas palavras do roteirista do arco:

“Quadrinhos são arte, e eles são literatura, e, sim, eles são entretenimento. Nenhuma dessas coisas deve excluir as outras. Para qualquer história ter sucesso, deve refletir as verdades do nosso próprio mundo, as coisas que todos nós dividimos – amor e perda, dor e medo, e até as pequenas coisas, como a frustração de perder as chaves do carro, a alegria de achar dinheiro no bolso de um casaco. Assim como nosso próprio mundo, os quadrinhos não podem ser apenas histórias de homens brancos, cristãos e heterossexuais”.

Rucka dizia suspeitar que algumas pessoas não gostavam de ser lembradas disso, que algumas pessoas “[…] não gostam de ser desafiadas.  Algumas pessoas pensam que quadrinhos são para crianças, e que estas crianças são ingênuas, estúpidas ou incapazes de pensar por si próprias. Eu não sou uma dessas pessoas. Nem o Michael Lark é, e, graças a Deus, nem a equipe de editores da DC Comics”.

Os Quadrinheiros também não são uma dessas pessoas. E espero que você também não seja.

Nota: os trechos do texto de Rucka encontram-se em DC Especial n.8, onde o arco foi publicado na íntegra.

Se você quiser conhecer um pouco mais sobre Gotham Central é só assistir o vídeo:

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Sobre Nerdbully

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