Entrevista com o artista André Pinto – ganhador do 1º Concurso Cultural Quadrinheiros

10441209_525510727574922_2028195971649488809_nO 1º Concurso Cultural Quadrinheiros, realizado com o apoio da Wacom, premiou o artista André Pinto, que já tem um trabalho direcionado na área de quadrinhos. Conheça mais sobre seu trabalho, influências, histórias que o marcaram e seus projetos para o futuro nessa entrevista com os Quadrinheiros!

 

 

Q – Quais foram suas principais influências no seu caminho de desenvolvimento da habilidade de desenhar?

AP – Desde criança, mesmo antes de ter minha primeira revista em quadrinhos, eu desenhava sempre que podia. Eu não tinha um traço definido e aprendi copiando as poses e o traço dos meus quadrinhos preferidos.

Meu desenhista favorito era o John Byrne (ainda mais depois que notei que ele também sempre copiava e repetia suas poses), mas também gostava do Pat Broderick (no Capitão Átomo), Jack Kirby (no Etrigan), Jerry Ordway, Mike Mignola (no Super), George Pérez (na Mulher Maravilha)… Como vocês podem ver eu lia só DC.

Vagarosamente eu passei de copiar e repetir para criar usando meu próprio estilo… que eu ainda não sei exatamente qual é.

Q – Quais histórias em quadrinhos marcaram sua vida?

AP – A história que me chamou atenção para começar a ler quadrinhos (e colecioná-los frenética e retroativamente… os que a Editora Abril publicava na época) foi a re-origem do Super Homem contada e desenhada pelo Byrne. Na mesma revista ainda tinha a origem da Mulher Maravilha e do Capitão Átomo.

O Cavaleiro das Trevas, A Piada Mortal e Watchmen sempre aparecem em conversas com os poucos amigos que curtem falar de quadrinhos. Sim, elas foram marcantes, mas para sair do óbvio eu escolho Rising Stars e Superman: Red Son pelas conclusões que me surpreenderam, e Flex Mentallo pela maluquice.

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Q – Fale um pouco do seu trabalho artístico…

AP – Sempre fui tímido demais para apresentar meus desenhos. Até pouco tempo eram poucos que os viam. Meu público não passava de familiares e de alguns amigos que se interessassem.

Alguns anos atrás resolvi comprar umas canetas novas, uns papéis de boa gramatura e alguns outros acessórios e ressuscitei minha primeira história em quadrinhos. Desde então publico o que consigo na Internet. Meus desenhos são finalizados com nanquim, mas raramente ganham cores. Ainda apanho para pintá-los digitalmente.

Q – Quais os planos para o futuro?

AP – Eu desenho porque gosto. Se outros gostarem estou no lucro. Não trabalho em tempo integral com desenho. Longe disso! Uso o pouco tempo livre que consigo negociar em casa para trabalhar em histórias curtas que eu mesmo escrevo ou que algum amigo escritor entusiasta me manda.

Usando “esse tal de Facebook” eu contatei um editor de quadrinhos indy e estou atualmente desenhando um roteiro que recebi (e por isso minha própria página está bem parada). Pretendo continuar publicando trabalho próprio na minha página e tentar abraçar todas as oportunidades que se apresentarem.

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Q – Onde podemos encontrar seus trabalhos?

AP – “Nesse tal de Facebook” em http://www.facebook.com/AnthillComics

Ou na página própria http://www.anthillcomics.com

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Sobre Picareta Psíquico

Uma ideia na cabeça e uma história em quadrinhos na mão.
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