The Legend of Zelda: dos jogos aos mangás

Se você não quer passar mais de 50 horas em um jogo, talvez seja uma boa opção a leitura!

The Legend of Zelda é uma série de jogos criada pelo ilustre desenvolvedor Shigeru Miyamoto, pai de Super Mario, Donkey Kong, F-Zero e tantos outros. No ano de 2017 finalmente tivemos a publicação do mangá da série no Brasil. Apesar das diferenças narrativas entre o jogo e o quadrinho, a adaptação consegue conquistar um novo público.

O acabamento da edição é condizente com as caixas de jogos da série.

O primeiro jogo da série The Legend of Zelda (1986) apresentava elementos de exploração e puzzle mantidos até hoje na franquia. A série ganhou duas continuações até chegar em Ocarina of Time (1998) que revolucionou a indústria de jogos e estabeleceu as principais mecânicas de todos os jogos posteriores. Por ser ter emblemático ele foi o primeiro a receber uma adaptação em quadrinhos.

A história do jogo começa quando a grande árvore Deku percebe que um grande mal está invadindo o reino de Hyrule e decide enviar Link, o protagonista da série, para salvá-lo. Depois de destruir os inimigos presentes na árvore o garoto é enviado ao castelo em que encontra a princesa Zelda que lhe fala sobre o vilão, Ganondorf. Logo em seguida ela é sequestrada por ele, deixando a Ocarina do Tempo para Link como esperança de salvação.

O mangá, de autoria de Akira Himekawa, segue a mesma história do jogo, porém existem algumas mudanças na forma de contar essa história. No jogo, o protagonista não fala em nenhum momento, uma decisão tomada para que o jogador possa completar com sua própria subjetividade a história, o que aumenta a imersão no jogo. Já no mangá o protagonista possui falas para poder situar melhor o leitor na história.

No jogo a história é concisa e com pouco alívio cômico, já nos quadrinhos a narrativa é mais infantil e a trama é mais detalhada para agradar um público mais jovem.  A franquia de jogos Zelda acabou tornando-se uma série de público predominantemente adulto. Os jogos possuem um aspecto de jogo independente. O game é complexo e contemplativo e não dialoga com as novas gerações que procuram multiplayers frenéticos e disputas de streamers. Talvez a adaptação para os quadrinhos vise a renovação do público por meio de outras mídias.

Já no mangá The Legend of Zelda: Majora’s Mask, também de Himekawa, adaptação do jogo de mesmo nome, temos uma das histórias mais interpretativas e estranhas da série. Uma criança amaldiçoada da floresta roubou uma máscara que lhe conferiu sentimentos malignos e poderes enormes para jogar a Lua contra a Terra.

Link possui três dias para impedir isso e possui ajuda de algumas máscaras aliadas de tribos amigas. Algumas das máscaras são conferidas ao jogador através da música Song of Healing que é uma melodia que aparece para acalmar a alma daqueles que procuram vingança e se tornam peças de ajuda para reestabelecer a paz no mundo.

 

Mas o jogo não te explica nada disso e todas essas camadas geralmente acabam chegando apenas nos jogadores mais velhos. Já no mangá, isso está explícito, que torna-o interessante tanto para os novatos, que poderão conhecer a história, quanto para os veteranos que a conhecerão de maneira mais profunda.

The Legend of Zelda é uma série com mais de 30 anos de duração e muitos jogos lançados, seu impacto é enorme e por isso consegue mobilizar milhares de fãs, turnês de uma orquestra com suas músicas, encontros anuais e uma adaptação em mangá que procura atrair um novo tipo de público.

Se você é um hylian (como são chamados os fãs da série) de longa data, ficará feliz em ver o desenvolvimento de elementos dos games. Se você é um iniciante que deseja adentrar nesse universo sem ter que passar entre 15 e 80 horas por jogo em frente ao console, provavelmente o mangá irá suprir sua necessidade e lhe apresentará um dos universos mais ricos já criados nos videogames.

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Sobre John Holland

Procurando significados em páginas de gibi enquanto viaja pelos trilhos do conhecimento e do metrô. Sempre disposto a discutir ideias e propagar os quadrinhos como forma de estudo, adora principalmente a Vertigo, está sempre disposto a conhecer novos quadrinhos e aprender o máximo de coisas possível!
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