Quadrinheiros: ano um

Para comemorar um ano de Quadrinheiros aqui está nossa série em vídeo, Viciados em Quadrinhos:

Toda semana uma pergunta polêmica e respostas mais polêmicas ainda! Responda à pergunta você também, dê um joinha se gostar e assine nosso canal!

E agora, um poema os Quadrinheiros comentam: um ano de blog!

Picareta Psíquico:

Quadrinhos são uma companhia, uma fuga e uma possibilidade de reflexão a muito tempo na minha vida e na vida desses meus confrades que externam suas vozes nesse blog. Acabamos nos juntando por caminhos tortos, passando horas incontáveis regadas a cerveja conversando sobre esse personagem ou aquele autor, uma história que ficou na lembrança, uma arte impactante. Nossas trocas de impressões, empréstimos de edições e dicas de livros, filmes e séries de tv ampliaram muito nossas referências e nossa devoção a essa arte sequencial de espírito marginal.

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A cultura pop construiu seu lugar no mundo enquanto crescíamos e hoje já se estabeleceu no olimpo das mídias sociais e da banda larga. Os quadrinhos ancoram toda essa modernidade na tradição por serem em essência uma manofatura delicada, engenho e arte da criatividade narrativa aliada habilidade de expressão gráfica/artística. E por mais que os processos se digitalizem e se desdobrem em filmes, games e produtos licenciados, essa origem simples é o que nos cativa e nos motiva a escrever um blog como esse.

Tem sido acima de tudo muito divertido. Estamos felizes por chegarmos até aqui e cheios de ideias para o que virá depois. Agradecemos a todos vocês que leram e lêem esse blog e esperamos que nossas impressões e ideias possam de alguma forma contribuir para as reflexões de quem nos visita. Vida longa e próspera aos Quadrinheiros!

Nerdbully:

Em um mundo onde a indústria cultural tomou proporções inimagináveis, onde a velocidade do consumo de bens culturais nos deixa quase anestesiados, onde a produção de entretenimento nunca foi tão grande (veja a quantidade de games, filmes, livros, jogos, séries etc.) parecia que o espaço para a reflexão sobre tudo isso havia acabado.

Com raras exceções a mídia que trata de “cultura pop” pode ser resumida da seguinte forma: a mera informação das novidades (e tudo vira novidade: uma simples foto em um set de filmagens, a possível contratação de um desenhista ou roteirista para uma HQ), a opinião, doxa no sentido mais pejorativo do termo (num mundo em que todos são convocados a opinar constantemente) ou então tratando esse tipo de cultura como objeto de pesquisa, com uma abordagem acadêmica para acadêmicos.

Achamos que poderíamos fazer não melhor, mas do nosso jeito.

Há aproximadamente 3 anos nos encontramos. Foi o Velho Quadrinheiro quem me apresentou aos outros e a minha infâmia já me precedia (Nerdbully: foram eles que me batizaram). Naquela mesa de bar havia três coisas que faltam no mundo de hoje: paixão, reflexão e rigor.

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Nascemos imersos na cultura pop. Somos apaixonados por ela e por isso mesmo nos negamos a tratá-la como uma mera mercadoria. Sujeitamos nossos gostos pessoais à reflexão feita com rigor, nem por um momento esquecendo-se da nossa paixão.

Como diz na apresentação de quem somos (nosso About): discutimos com a paixão de torcedores de futebol com a seriedade de um colóquio filosófico.

Um ano se passou. Mais de 380 curtidas no Facebook, mais de 36.000 acessos, respostas de leitores atentos, interessantes e interessados em nosso blog. Se parece pouco, para nós é muito.

Obrigado a todos que nos acompanham.

Quotista:

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Se as palavras não foram exatamente essas, foi algo bem próximo disso que o Velho Quadrinheiro disse pra mim. Tenho uma vaga lembrança de alguma conversa sobre prestígio acadêmico, dinheiro, mulheres, iates, mas deve ser só delírio meu. De qualquer modo, aqui estou.

Ser quadrinheiro me abriu a possibilidade de entrar numa roda de discussão de gibis que não ficasse só no “esse x aquele” ou “top 10 alguma coisa”. Existem, é claro, muitos estudiosos que pensam os quadrinhos de maneira mais séria — li alguma coisa na área de filosofia, principalmente semiótica e ética —, mas esses trabalhos raramente são acessíveis ao grande público. A oportunidade de falar (ou escrever) a sério, mas com leveza, sobre algo que adoro vale muito mais do que prestígio acadêmico, dinheiro, mulheres ou iates. (Não vou reclamar se todas essas coisas vierem, claro — exceto as mulheres, porque já tenho namorada e estou muito bem com ela).

Entre todas as minhas poucas contribuições neste blog, me orgulho de uma: o lema Cogito ergo fun — penso, logo [me] divirto. Mais do que um trocadilho interessante em latim (sim, fun é  uma palavra latina), é um manifesto contra o marasmo intelectual que cerca o mercado consumidor da cultura pop. Se hoje tantos levantam a bandeira do consumo consciente, nós estamos aqui pra dizer que produtos culturais também podem e devem ser consumidos racionalmente, mesmo que seja “só” cultura pop.

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Velhote Quadrinheiro (atrasado, esqueceu a bengala no mercado)

Uia!

Um ano!

Pelo jeito minha contribuição aqui foi ser o bebum! Reuni a fina cepa quadrinheira com falsas promessas!

Co(-)incidência ou não tornei-me abstêmico de lá pra cá. Gozado né?

Bom, quadrinhos fazem bem à saúde. Eles te mostram o caminho certo quando estiver na dúvida. É muito melhor que mé. Leia quadrinhos. Leia os bons, os meia-bocas, os ruins, mas principalmente os bons. Se você não souber o que é bom volte aqui. Pergunta pra gente. Manjamos pacas dessa budega. Xinga a gente se não concordar. A auto-estima vai bem, obrigado. Mas leia. Confia no tio. Devora o que aparecer na frente. Leia quadrinhos.

Quadrinheiros, hooooooooo!!

Sidekick ( chamaram, mas ele não ouviu)

Em 2008 conheci (quase concomitantemente) o Picareta Psiquico e o Velho Quadrinheiro. Ambos não se conheciam e acho que nem imaginavam que iriam se conhecer naquele momento. Situações totalmente distintas. Convivências inicias que não davam indícios de que isso se desdobraria no Quadrinheiros.

Foi um comentário aleatório, na verdade, um gibi que ficou fora da mala do Picareta Psíquico que me chamou a atenção (do arqueiro verde). Ressoou na minha cabeça aquela frase: “Tem mais gente que de fato gosta de quadrinhos!”.

Pouco tempo depois, começando a encarnar mais meu lado de leitor de quadrinhos e assumindo publicamente meu gosto pela arte sequencial, conheci o Velho Quadrinheiro. Uma troca de cartões. Um papo quase profissional. Ficou no meu inconsciente aquela coisa: “Dá para trabalhar academicamente com quadrinhos!”

Fiquei conversando com ambos, mas sem colocá-los em contato. Até que numa conversa de bar com o Velho Quadrinheiro pensamos: “Por que não transformamos esse papo em alguma outra coisa? Por que não chamamos mais pessoas?”. Naquela época discutíamos já sobre quadrinhos e questões acadêmicas, mas sem tornar isso uma coisa chata ou tediosa, muito mais pela diversão e por ver como tem um peso do que por títulos acadêmicos.

Cada um ficou de chamar ao menos mais um amigo. Nos primeiros encontros ficamos tentando nos conhecer, ainda sem intimidade para zuarmos uns aos outros. Mas nada que algumas cervejas e amendoins, algumas discórdias e concordâncias foram nos levando a formarmos uma super equipe da vida real. Cada um contribuía com um jeito de ser, de falar, de ler, de interpretar. Uma Liga da Justiça, X-Men, Vingadores, Super-Amigos.

Então, um ano atrás, depois de tentarmos outros projetos, decidimos colocar todas essas coisas que ficamos divagando em um espaço. Pensar e nos divertir. Dar risada e usar o telencéfalo. Sob o mote “Cogito ergo Fun“, fomos construindo nossas identidades secretas, nossas argumentações e nossa amizade.

Acho que mais do que um ano de Blog, celebramos aqui um ano de uma amizade muito curiosa. Vinculada por um monte de papéis coloridos, um monte de pessoas que nunca existiram, por deuses e seres fantásticos. São papos sobre a cultura, a indústria e os mitos. Como diz no nosso about: “Na nossa estante, Platão e Foucault, Moore e Morrison. Na nossa mesa, computadores e papéis, amendoins e cerveja. Somos os Quadrinheiros. Pensamos, logo, nos divertimos.”

Avante Quadrinheiros!

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Sobre Picareta Psíquico

Uma ideia na cabeça e uma história em quadrinhos na mão.
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