Demolidor – Top 5 histórias fechadas do Homem sem Medo

MARVEL'S DAREDEVILE aí? Gostaram da série do Homem sem Medo do Netflix?

Para quem está entrando em contato com o personagem pela primeira vez por causa da série de TV segue uma lista de 5 histórias fechadas que mostram claramente quem é o personagem. Para quem já é fã é uma boa lista para relembrar.

 As edições estão em ordem cronológica e não em ordem de importância:

1 – Revelação – Demolidor #164, vol 1 (Superaventuras Marvel #3)

Esta história, escrita por Roger McKenzie e desenhada pelo jovem Frank Miller, precisa de algum contexto para fazer sentido. Ben Urich é um jornalista que, ao longo de várias histórias anteriores, começou a juntar as peças que levavam à conclusão de que Matt Murdock e Demolidor eram mesma pessoa. O Homem sem Medo está no hospital depois de ser massacrado pelo Hulk, mas isso não é relevante para o que acontece a seguir – Urich confronta o Demolidor com suas descobertas. Quando Matt não consegue identificar uma fotografia de seu pai, ele confessa e começa a contar sua vida ao jornalista.

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Esta edição marca o início da estreita relação entre Matt e Ben, e é importante para as histórias de ambos os personagens. Ben Urich  descobrindo a verdadeira identidade do Demolidor foi um elemento importante na trama do filme de 2003, e podemos provavelmente esperar algo semelhante na série do Netflix, onde Ben Urich (interpretado por Vondie Curtis-Hall) é um personagem central.

2 -Roleta-russa – Demolidor #191, vol 1 (Superaventuras Marvel #44)

Escrita e desenhada por Frank Miller, é a história fechada perfeita em que, embora seja importante saber quem são o Demolidor e seu inimigo Mercenário, isso não é crucial para se apreciar a narrativa. Na história, o herói joga roleta-russa com o Mercenário, confrotando-o pela morte de Elektra. O trabalho gráfico, com generosa quantidade de espaço negativo e composições elegantes e simples dos painéis, é a combinação perfeita para uma história que define e explica Matt Murdock de forma tão precisa.

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Esta edição apresenta os medos e fraquezas do Demolidor através do tormento que ele sofre, e não apenas por causa da morte de Elektra, mas na forma como ele se sente cúmplice do assassinato de um jovem – ele se vê não apenas como um herói, mas como um modelo para a violência.

3 – Promessas – Demolidor #192, vol 1 (a Abril nem se deu ao trabalho…)

Outra grande história fechada, única contribuição do escritor Alan Brennert para o Demolidor, com arte de Klaus Janson. É um fragmento da vida de Ben Urich (mais do que Revelação acima, o que é muito mais sobre o próprio Demolidor), com aparições do Homem sem Medo e do Rei do Crime, com todo o clima de corrupção e violência que envolve estes personagens. A história gira em torno de pessoas boas fazendo o bem, pessoas boas fazendo o mal, e os muitos tons de cinza entre uma coisa e outra. Também é um lembrete para nunca presumirmos o que se passa nas vidas das outras pessoas, nunca supor saber o que qualquer outra pessoa está passando – e fazermos o melhor que podemos fazer.

É um conto ao mesmo tempo trágico e otimista, e bastante comovente. Os sonhos da esposa de Ben Urich são usados pelo Rei do Crime como um forma de coagir o repórter, que tem que conciliar sua ética profissional com sua vida pessoal.

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4 – O Preço – Demolidor #223, vol 1 (a Abril nem se deu ao trabalho 2…)

A primeira vista, O Preço (Denny O’Neil e David Mazzucchelli) pode parecer um pouco exagerado. O Beyonder (ser responsável pelas primeiras Guerras Secretas) aparece no escritório de Matt e Foggy para pedir ajuda num caso que é baseado no desejo do alienígena de dominar o mundo. É de fato um pouco forçado. Assim como é forçado o que acontece no desenrolar da história quando o poderoso Beyonder restaura a visão do Homem sem Medo.

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Deixando de lado os aspectos bizarros da história, a narrativa é surpreendentemente comovente. É a primeira vez que Matt volta a ver e pode apreciar isso por algum tempo. A experiência também é muito dolorosa para o herói que vivencia uma espécie de luto tardio ao perceber o que perdeu em todos os anos anteriores.  No final, porém, ele decide que seus princípios são mais importantes que essa nova condição. É uma história forte e que diz muito sobre o personagem.

5 – 34 Horas – Demolidor #304, vol 1 (Superaventuras Marvel #154)

Na página título, 34 horas é apresentada como “uma história sobre Nova York”, e isso resume bem essa narrativa, que é quase tão boa quanto Roleta-Russa, uma vez que ambas fazem o trabalho extraordinário de eliminar tudo que é supérfluo e se concentrar no que faz do Demolidor um grande personagem. Mas a semelhança entre as duas histórias para por aí. Onde Roleta-russa é trágica, 34 horas é cheia de otimismo e muito mais conservadora em seu formato (por D.G. Chichester e Ron Garney). Acompanhamos o herói salvando pessoas por 34 horas ininterruptas pelas ruas de NY.

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O Demolidor dos quadrinhos sempre foi um personagem mais “sério”. Mesmo seguindo a fórmula da galeria de vilões infames e randômicos como o Coruja ou Taurus, O Homem sem Medo tem no seu inimigo mais poderoso – o Rei do Crime, chefe do crime organizado – um ponto focal que da estrutura para suas histórias. Na TV essa “seriedade” do personagem teve como resultado um tratamento inédito para um personagem de histórias em quadrinhos. É um marco para esse tipo de narrativa.

Que seja uma porta de entrada para àqueles que não conhecem o Homem sem Medo nos quadrinhos!

 

Fonte – http://www.theothermurdockpapers.com/2015/03/recommended-stand-alone-issues-of-daredevil/

 

 

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Sobre Picareta Psíquico

Uma ideia na cabeça e uma história em quadrinhos na mão.
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10 respostas para Demolidor – Top 5 histórias fechadas do Homem sem Medo

  1. Rodrigo disse:

    Vale muito a pena ler a mini Série “A queda de Murdock” seja vc muito conhecedor ou não do Demolidor

    • Nerdbully disse:

      Sim, Rodrigo… há muitas histórias boas do Demolidor que não entraram nessa lista, que se restringe à histórias “fechadas”, ou seja, àquelas que tem começo, meio e fim em uma única edição.

  2. Pedro Bouça disse:

    Não conheço a terceira e quarta histórias e não lembro da quinta (mau sinal…).

    Eu defenderia a história do Forasteiro (quem leu sabe do que estou falando) e a do suicídio da Heather. A do BWS lidando com as consequências d’A Queda de Murdock também é boa.

  3. Pedro Bouça disse:

    Ah, esqueci uma essencial! A Noite Mais Longa da Minha Vida, do Harlan Ellison!

  4. Sergio Pinheiro disse:

    Confesso que a lista me surpreendeu, pois esperava encontrar uma grande parte de histórias atuais. Com exceção da história 34 horas, a qual foi bastante inferiorizada pela arte e totalmente ofuscada comparada aos grandes Mestres/artistas do passado, a listagem ficou padrão! A história roleta russa (Sam 44), edição lançada aqui no Brasil em 1986, a qual comprei em bancas, tive o privilégio de ler aproximadamente, umas 150 vezes, sem exagero! Acho que fiquei mal acostumado com os desenhistas do passado, como Miller, Starlin, os irmãos Buscema, Byrne, Zeck, Romita Sr, entre tantos outros! Os leitores de hoje se contentam com qualquer coisa!

    • As fases do Brubaker / Aja, do Bendis / Maleev e mais recentemente do Waid / Rivera são muito interessantes, mas as bases que definiram o personagem estão lá atrás. O casamento entre arte e narrativa pode ser apenas formal ou pode ir mais além (como falei aqui), por isso esses mestres que você citou são tão importantes! Abs

  5. Essa série veio em boa hora. Vai fazer com que saia alguns materiais do Demolidor nas bancas e livrarias, esperando ansioso pela fase do Bendis/ Maleev que ainda não tive o prazer de ler, li pela internet que pretendem lançar em edição de luxo. Há também a mini “o homem sem medo” que se tornou bem rara e alguns pessoas vão poder comprar, pois provavelmente vai sair naquela coleção do Frank Miller e também na coleção salvat capa vermelha.

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