A relação entre música e quadrinhos é uma via de mão dupla. Das capas dos álbuns de vinil aos fanzines que disseminavam o estilo e a cultura de um determinado tipo de música, essas duas linguagens tem se influenciado mutuamente ao longo de todo o século XX.
O cinema, por razões óbvias, tem uma relação mais carnal com a música, desde as orquestras tocando ao vivo durante a exibição de filmes mudos até a música acidental que representa uma parte importante da produção sinfônica da atualidade. Só que agora os quadrinhos estão no cinema com nunca antes e por isso a relação música /quadrinhos passou a ser mais carnal também. Projetos de convergência de mídia já propõe quadrinhos digitais com efeitos sonoros para tablets e a influência do cinema não vai parar por aí
Mas não podemos esquecer que a cultura pop vive do hoje (mesmo que o hoje seja uma reciclagem/colagem do ontem), e isso significa que se eu li uma história em quadrinhos há 20 anos e você leu a mesma história agora, seria muito improvável que nós dois elegêssemos a mesma trilha sonora para ela. Assim como remakes de filmes não tem a mesma trilha sonora do primeiro filme (talvez alguns elementos da trilha original como uma forma de homenagem), a produção musical que as rádios repetem à exaustão ou que pululam nas rede sociais são a trilha sonora da sua vida cotidiana, e são elas que vão marcar a leitura dos seus quadrinhos.
Vejam abaixo dois exemplos dos 15 minutos de fama da fusão entre quadrinhos, cinema e as trilhas sonoras mais marcantes (e por isso mesmo mais esquecíveis) dos últimos dias…





