Uma discussão sobre polarização a partir da hq Destro.
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O desenho é muito bom. Também o roteiro, embora não excepcional, com muito uso de linguagem cinematográfica na sua concepção. O que estraga é o tom de cartilha ideológica, usando até o último clichê. Lembra o Cavaleiro das Trevas, com o herói provido de todos os motivos do mundo para agir com extrema violência. Os vilões são cínicos e amorais como sói devem ser os vilões cínicos e amorais. A mensagem redentora é então a mais plana: “vocês me forçaram a isto, não me culpem!”. Achei divertido o elenco de mitos malignos de esquerda: Mao, Che e o bom e velho Marx. Já se disse que muito do posicionamento antiesquerda vem da não leitura de autores ditos de esquerda. Ah, o contrário também. Muito dito esquerdista por aí, talvez a maioria, não vai ler um autor de direita e perdem muito. Por exemplo, José Guilherme Merquior, só para citar um brasileiro. Mas é de uma HQ que estamos falando, pois não?, não de teses acadêmicas. Finalizando, o roteiro é profissionalmente bem urdido, mas mesmo que tivesse a chave invertida, isto é, tivesse sido elaborado de uma perspectiva de esquerda, continuaria sendo chato, muiiiito chato.
Concordo que o Destro tem sim um tom planfletário problemático, e que o mesmo tom também seria problemático se fosse à esquerda. Mas não achei a hq chata não. Abraço.