Qual sidekick superou o protagonista?

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Car@ chegad@, seja você ingressante ou veterano dessa jornada, sabei que nessa vida, rico ou não, ninguém deixa de ser proletário daquilo que ainda não tem, seja teto, carinho ou beleza. Como a fortuna em especial está além dos domínios Quadrinheiros (por enquanto), resta ralar pelo pão nosso de cada dia. Assim, cabe esclarecer, nosso tempo para redigir ensaios elegantes e bem elaborados se esvai como água no ralo da banheira de mármore de nossa futura mansão.

Referência para a futura Mansão Quadrinheira. Pedimos ao arquiteto para substituir “X”  por “Q” na fachada.

Mas o revés de ontem provoca a oportunidade de hoje, chance de indagações sérias, de íntima gravidade teórica, bravias reflexões, sobejamente divisivas. Como esta:

Qual sidekick, com o tempo, se revelou melhor que o herói principal?

Óbvio!!! Asa Noturna, seu blogueiro neófito! Pfff…” – dirá você, nerd sisudo e munido de dicionário.

Sem dar trela para malcriação, volto à pergunta: não se trata de pensar quais sidekicks (ou parceiros) se tornaram tão bons quanto os heróis. Sejamos francos, esse critério eliminaria o próprio Dick Grayson, que jamais vai se equiparar ao Bátima. A questão trazida aqui é sobre aqueles que superaram os heróis que ajudavam.

Vale pensar naqueles personagens cuja identidade nasceu pela parceria com os heróis. Gente que servia como escada narrativa para quem o herói decifrava os enigmas impostos pelos vilões. Mas que, passo a passo, soco a soco, galgaram seus próprios espaços e,  no devido tempo, ofuscaram os protagonistas.

Três casos exemplares da TV, pra fixar a altura do sarrafo:

1) Kato, interpretado por Bruce Lee, na série do herói Besouro Verde, vivido por Van Williams (“quem??”).

A série só vale por ele.

2) Dana Scully, interpretada por Gillian Anderson, em Arquivo X.

Ao rever a série, o contraste entre o profissionalismo da Scully e os delírios do Mulder desconstrói nossa ideia de “protagonismo”.

3) Homer Simpson, dublado por Dan Castellaneta.

Nas primeiras temporadas ele era o algoz da “rebeldia heróica” codificada em Bart. Mas ficou claro que a metacrítica dos Simpsons tinha Homer como cerne.

Já nos quadrinhos a lista poderia ser imensa. Arrisco dizer, a DC foi pioneira na criação de espaços para que os “heróis-legado” tivessem seu lugar ao sol. O marco foi a criação dos Titãs, em Brave and The Bold n. 54, de 1964.

Mas o sucesso dos sidekicks da DC não veio antes de The New Teen Titans n. 1, em 1980, pelas mãos de George Perez e Marv Wolfman. Vale dizer, o sucesso de Perez e Wolfman se deu grande parte às custas de personagens originais, como Cyborg e Estelar. Ou seja, não apenas graças aos já estabelecidos sidekicks, Robin, Donna Troy, ou Ricardito. Estes ainda estavam marcados pela sombra de seus parceiros mais experientes. Ou seja, nenhum deles se tornou um Kato, uma Scully ou um Homer Simpson.

Assim, para tentar responder à pergunta do dia, entre os sidekicks da DC que excederam seus heróis poderíamos indicar:

Wally West como Flash

Por uma fração de tempo, depois de abandonar a alcunha de “Kid” e se assumir “Flash”, ele foi aonde Barry Allen jamais esteve.

Harley Quinn

“Emancipação”, afinal, é o mote da personagem em suas aparições nas diversas mídias, como TV, cinema e quadrinhos.

John Stewart

Segundo nosso consultor, tem gente que nem sabia que o Lanterna Verde também era Hal Jordan.

Já na Marvel, enquanto na Era de Bronze o Homem-Aranha e os X-Men faziam bicos eventuais como coadjuvantes dos heróis “papai sabe tudo”, como Quarteto Fantástico e Vingadores, na Era de Ferro tudo mudou. Não só os heróis legado se tornaram a bola da vez como levaram ao surgimento de verdadeiras franquias, como os Jovens Vingadores, Novos Mutantes, X-Factor, X-Force, Excalibur. Difícil, porém, é encontrar algum ali que fosse além do legado/parceria.

Dentre os que excederam seus heróis/parceiros de cena na Marvel destacamos:

Elektra

Há de se reconhecer, Frank Miller era o Midas daquela virada de 1970 pra 1980.

Caiptã Marvel

Ok, levou um bom tempo e investimento da Marvel para ela se tornar uma heróina autônoma. Mas hoje quem se dá ao trabalho de indagar se existe um “Capitão Marvel”?

Homem-Aranha Miles Morales

Wolverine

Sim! Lá no começo era só o cara que aparecia em algumas histórias do Hulk.

Se não ficou claro, não havia intenção de fechar aqui as respostas. Mas agora que somos ao menos dois pensando, é hora de você responder. Qual sidekick superou o protagonista? Se quem você pensou não está na lista, manda ver e escreve a indicação!

Sobre Velho Quadrinheiro

Já viu, ouviu e leu muita coisa na vida. Mas não o suficiente. Sabe muito sobre pouca coisa. É disposto a mudar de idéia se o argumento for válido.
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